Uma das razões que acredito estar na base da má economia e maus salários de Portugal, falta de indústria de alto valor acrescentado devido a um atraso de décadas na revolução industrial

by -Exocet-

12 comments
  1. isso deve-se à classe politica, porque quando vamos inovar em alguma coisa, aparece sempre algum iluminado partidário!
    prospecção de gás e petróleo o psd aprovou, o ps cancelou! era uma boa industria e com bons salários e bom para o pib mas, não, não vamos destruir o planeta! preferimos viver na merda!
    litium, podiamos criar uma industria de baterias para dria com ele coisas de valor acrescentado, não, vamos vender em bruto e dar a riqueza aos outros!
    etc, etc

  2. Muito isto. Arrancámos tarde devido a elites conservadoras fossem elas da monarquia ou do Estado Novo. Só com a aposta na educação que houve nos últimos 50 anos (ainda que com as suas falhas) foi possível criar a literacia necessária para apostar numa indústria de valor mais acrescentado.

  3. Essa revolução industrial foi toda paga por nós.

    Pensas que a burrice é de agora?

    Andar a comprar panos com ouro vindo do Brasil e a fortalecer o inicio da industria inglesa…

  4. Vou deixar aqui um comentário para ser equiparável ao descobrimento da pólvora.

  5. A aposta na educação começou na década de 50 no século passado, de bases miseráveis. Nessa altura para alimentar a indústria que se desenvolveu em Portugal na década de 60. Mas era literacia básica.

    O esforço continuou, mas a rentabilidade do investimento nas últimas décadas tem sido pívio para o país. Não que não se deva investir nesta área, mas a falta de rentabilidade deve fazer-nos meditar.

    Mas é mesmo de espantar que um país que odeia capital, em particular o “grande capital”, não fique rico?

  6. Provavelmente isto vai deixar algum pessoal de rabo assado mas que assim seja…

    Já repararam na curiosidade do contexto do Estado Novo em Portugal?
    Quase todos os outros fascistas Europeus, tirando talvez os Espanhóis (não conheço a história tão bem) tinham intelectuais que visionava a dita utopia fascista. A arte futurista dos italianos por exemplo.
    Toda a Europa passou o século XX a industrializar com fartura.

    Já cá o nosso pastor decidiu que isso da indústria não era para cá e que isto devia ser é com agricultura, deus e gratidão.

    Depois impressionam-se quando países do bloco de leste passam-nos à frente, até eles industrializaram-se eventualmente.

    O grande polo industrial português era a CUF e tudo bem, é grande mas não é nada por aí além.

  7. Isso é tudo culpa nossa. Nós gastamos a maioria do ouro que trouxemos do Brasil a comprar merdas dos ingleses porque era mais barato que industrializar o país.

  8. Estás certo. Perdemos todas as oportunidades de industrialização. A nossa elite económica e política sempre se ralou mais em manter o garrote do que em desenvolver o país.

  9. Este mapa é simplesmente falso. Historicamente lixo.

    A revolução industrial espalhou se muito mais rapidamente e de uma maneira muito mais orgânica do que estas “isolinhas” poderiam descrever.

    Primeiro estes timings sugerem tratar se da 2a revolução industrial.

    Cidades em rios principais e ou com portos marítimos essencialmente entram instantaneamente na revolução industrial.

    Zonas mineiras aproveitam imediatamente as bombas de água a vapor e vias férreas dedicadas para o transporte de matéria prima também entram mal viável.

    Não é uma onda que se abate sobre a geografia da Europa. É simplesmente uma série de produtos novos no mercado. Onde o seu custo benefício ( incluindo o custo do transporte, que sim esse depende de uma expansão geografia lenta de caminhos de ferro e pontes para locais sem transportes fluviais ou marítimos) é julgado e integrado onde compensa.

    Não houve um atraso de décadas na revolução industrial portuguesa. O bom contacto com os ingleses e franceses até promoveria um acesso pleno aos fornecedores dos elementos protótipo da industrialização.

    Mas industrializar o quê? Pensa em Portugal de 1850. Exporta-se rolhas, vinho e azeite. Que têm rotas fluviais e marítimas bem definidas ( e o transporte marítimo é mais eficiente e económico do que o por via férrea).
    Os centros populacionais são todos perto da costa.
    Há orografia que permite moinhos hidráulicos e eólicos para as necessidades básicas da população – ao mesmo tempo esse relevo dificulta a criação de ligações em linha recta pois precisam de túneis e pontes para funcionar, demorado e caro.
    Onde é que a industrialização traz vantagens imediatas: em grandes planícies férteis, como o sudoeste de Inglaterra e os países baixos e eventualmente a grande planície da Europa central.

    A revolução industrial em Portugal foi feita quando as elites portuguesas passaram a ter vergonha de não terem comboios também. Ou quando o isolamento económico criava uma ilha de protecionismo que fazia competitivo produzir coisas em Portugal.

    Não eram nem são produzidas vastas quantidades de nada de tal forma que o seu limitante económico seja a capacidade de transformação. Ou seja a industrialização de Portugal até veio adiantada. Porque não era precisa. Onde era precisa veio mal foi necessário. ( Ex. Havia máquinas a vapor para o processamento de cortiça em 1820 no distrito de Aveiro e máquinas para bombear água em minas por todo o país). Mas era precisa muto pouca… Ou muito pouca era sustentável para o que era produzido.

    A mecanização da agricultura só faz sentido se se tratarem de áreas muito grandes e planas. O limitante em Portugal é água no sul e terreno contíguo fértil no norte. Portugal é ainda hoje em dia um país de terrível rentabilidade agrícola. Mecanizar a agricultura no séc. XIX seria mesmo dar pérolas a porcos.

    Em última análise, geografia clima e recursos naturais. É por isso que Portugal continental é e sempre foi, pobre.

  10. A culpa da situação portuguesa é da ditadura e do atraso da industrialização( X )

    A culpa da situação portuguesa é da ditadura que criou uma geração 4 classe com fraca literacia que vota já depois da ditadura em partidos das repúblicas das bananas( O )

  11. o principal culpado é o marques de pombal e as suas reformas na educacao

    portugal perdeu tantos alunos que so voltou a recuperar durante a epoca de salazar, portanto foram 150 de numeros na educacao superior inexistentes

Comments are closed.