Lítio. Autarca de Boticas acusa Savannah de entrar em terrenos sem permissão

by Alkasuz

8 comments
  1. >A secretária de Estado da Energia, Maria João Pereira, emitiu um despacho, publicado a 6 de dezembro em Diário da República, que autoriza a constituição de servidão administrativa, pelo prazo de um ano, o que permite à empresa Savannah aceder a terrenos privados para a prospeção de lítio, nomeadamente na freguesia de Covas do Barroso.

    Gostava de saber quanto é que ganhou a D. Maria João Pereira por assinar esse papel.

    Assim vai Portugal, a vender tudo ao desbarato…

  2. >“Isto é grave, já tinham tentado ir para um terreno de um proprietário, ele não deixou, hoje a empresa foi acompanhada pela GNR e o proprietário foi intimado a sair de lá porque senão era detido. Este é mais um episódio rocambolesco à moda desta empresa que trata as coisas com os pés e de uma secretária de Estado que lhe dá aval, o que não é normal”, afirmou Fernando Queiroga aos jornalistas.

    >A secretária de Estado da Energia, Maria João Pereira, emitiu um despacho, publicado a 6 de dezembro em Diário da República, que autoriza a constituição de servidão administrativa, pelo prazo de um ano, o que permite à empresa Savannah aceder a terrenos privados para a prospeção de lítio, nomeadamente na freguesia de Covas do Barroso.

    >[…]

    >“Nós temos um grupo de opositores ao projeto que está sempre à procura da nossa falha e que quando não a encontra, inventa-a”, referiu, refutando ainda as acusações de falta de diálogo e de esclarecimentos por parte da concessionária da mina de lítio. Hoje o jornal “Negócios” deu conta que a Savannah quer expropriar 472 terrenos em Boticas, uma lista que foi publicada em dezembro em órgãos de comunicação social e fixada em editais localmente.

    >Emanuel Proença explicou que a publicação desta lista é obrigatória por lei e se trata de uma fase inicial do processo de expropriação, que está a “seguir os seus trâmites normais”. Fernando Queiroga disse que na lista de expropriações estão, inclusive, terrenos da câmara.

    >“Agora tenho os tais 30 dias para dizer que não vendemos por preço nenhum, assim como a comunidade de baldios, a junta de freguesia e proprietários que também irão dizer que não aceitam vender e o processo dever-se-á arrastar. Mais uma vez a empresa está com um estilo colonial do eu quero, posso e mando”, frisou.

    Isto parece normal e aceitável a alguém? Uma empresa quer explorar uma mina e com o aval do governo os proprietários são obrigados a consentir com a entrada nos terrenos deles? “A Savannah quer expropriar”? Mas estamos no tempo da Companhia do Niassa? Como é que é a legislação nos outros países europeus?

  3. Assim, tudo bem. Agora se fosse uns bungalows de madeira num parque de campismo falido para meter uns indianos durantes uns dias, isso é que não!!!!!!

  4. Leiam bem os comentários antes de escrever. Os terrenos têm donos privados, mas os minerais no solo não lhes pertencem.

  5. Todo este processo é muito estranho. Se isso acontecesse no concelho de Lisboa certamente já muita tinta tinha corrido.

    Parece uma violação flagrante do direito de propriedade através da figura de servidão inventada pelo anterior governo e continuada por este.

  6. A Europa já disse que o lítio deve ser explorado.

    Mas um autarca ou junta de freguesia consegue boicotar um plano europeu lol

    Por alguma coisa a Europa caminha a passos largos para a irrelevância economica, miséria e ao nível de uma economia de terceiro mundo.

  7. Portugal está a saque, obrigado PSD por enterrar o direito das pessoas mandarem nas suas coisas…

  8. Pena que não temos uma Segunda Emenda como os americanos. Isto é ridículo 

    Esta merda e outras semelhantes já acontecem há anos, e o governo sequer emitir um despacho daqueles é um atentado á propriedade privada. 

Comments are closed.