O engodo governamental dos vouchers de combustíveis

7 comments
  1. Não percebo tanto choro por causa dos impostos dos combustíveis.

    Até parece que os atuais impostos (e até um aumento dos mesmos) não estavam no Orçamento de Estado que foi chumbado e que agora vai passar.

    Literalmente houve eleições há algumas semanas e **Portugal decidiu, com maioria absoluta, que era isto o que queria.**

    Qual é o problema?

    Querem culpar quem? “Ah a culpa é deste governo”. Perdão? O governo recém-eleito pelo povo?

    Dizer que a culpa é do governo é algo absurdo dado que o governo foi escolhido há poucas semanas.

    Se Portugal está assim, é porque o povo assim o desejou. Fantástico como apenas em 2 meses após eleições já está tudo a chorar.

    É mesmo um caso de estudo único, como um povo consegue chorar contra o governo que literalmente acabou de eleger com maioria absoluta. Portugal dá um tiro no próprio pé e ainda chora que foi baleado.

    Qualquer sociólogo facilmente tira 20 valores numa tese de mestrado sobre isto. E eu pagava de bom grado para ler esta tese, pois não honestamente não percebo este aparente masoquismo do povo português.

    Poupem as lágrimas porque que nos próximos 4 anos e 8 meses haverá muito mais por onde chorar.

  2. Não consigo compreender esta conversa. Os preços flutuam temporariamente e a solução é de longo prazo baixando impostos? A transferência de 20 euros não dá para cobrir os aumentos em bastantes litros? Sinceramente até se me queimam os neurónios…

  3. Esqueçam as conversas dos partidos. Independentemente de quem estivesse no poder, todos eles seguiram este caminho de lixar o povo. Todos sabemos muito bem que o Estado poderia ter uma actuação mais vigorosa na questão dos combustíveis e não o faz porque tem de servir os interesses vários grupos económicos. Podes mudar o fantoche mas a merda será exactamente a mesma.

  4. Então, não estão a gostar do mercado de energia totalmente liberalizado?

    Não sabiam que para compensar a perda de receita direta por via das privatizações havia que aumentar impostos aos contribuintes?

  5. > Por fim, uma questão que vai muito para além da semântica: o Governo não “dá”– o Governo devolve

    É potencialmente enganador. Um individuo que não tenha carro sequer vai ao posto, bebe um café e recebe 20 euros, sem ter pago nada.

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