Vejam as 3 imagens e analisem bem o quão mal preparada e equipada a nossa Marinha está face à ZEE que possuímos

De salientar: nenhuma fragata é de 5a geração (a maioria nos outros países é);

2 fragatas estão inoperacionais

2 submarinos é manifestamente insuficiente pois não cumpre a regra de 3 para meios complexos militares: 1 unidade em missão, outra em prontidão e a outra em manutenção. O mínimo de unidades/meios/navios é sempre 3 exatamente por este motivo

E escusado será dizer que somos a única Marinha oceânica que não possui um único navio reabastecedor, porta aviões, navio polivalente logístico (o porta drones é uma solução barata muito limitada, para terem noção tem menos comprimento que as fragatas da classe Bartomeu dias…), draga minas, lanchas de desembarque, etc etc

O que acham?

Eu sei bem o que faria se tivesse poder para tal… Basta olhar para os nossos amigos espanhóis ou italianos

by Intelligent-Map-867

16 comments
  1. Já para não falar da idade média dos nossos navios, mais alta de qualquer marinha europeia (34 anos) 🤦🏼‍♂️

    A fragata mais recente tem 31 anos

    Os nossos meios mais antigos têm 54 anos (NRP Zaire e NRP António Enes)

    Sendo o período máximo de operação normal 25 anos…

    O último navio aumentando ao efetivo de navios nem peça de artilharia principal tem (NRP Setúbal) e já lá vão 6 anos…

  2. Não é que não concorde contigo em certa medida, mas não deixa de ser engraçado que vem um gajo falar de navios russos e de repente há quem se lembre que temos uma ZEE grande e que é preciso mais navios

    Agora a questão é, mesmo que tivéssemos o oceano Atlântico inteiro sobre nossa alçada, será que fazia sentido investir em navios e retirar esse dinheiro a outros lados ?

    É que lá está, penso que a maioria concorda que se tenha mais navios e mais submarinos, e mais tudo

    Mas isso paga-se com o quê ?

    Vamos aumentar os impostos ?

    Deixamos de investir na educação ou na saúde ?

    Claro, haverá quem diga “ah, era só os políticos meterem menos dinheiro ao bolso” e já dava para pagar isso. Concordo. Mas se é assim com o resto, o mais certo era meterem também dinheiro ao bolso com os navios e submarinos.

    Ou seja, dado o panorama do país, a prioridade tem de ser investir em hospitais, em escolas, em dar condições de vida a quem aqui vive.

    E sejamos sinceros, quantos aos Russos, estamos em 2025, a Guerra Fria já lá vai. A Rússia não tem capacidade de sequer anexar a Ucrânia quanto mais de fazer uma incursão pela Europa a dentro. O material bélico de Portugal é certamente ridículo mas o da Rússia dada a sua dimensão, pouco melhor é, e mesmo sem um eventual apoio dos EUA, forças armadas como a Francesa e Inglesa são mais que suficientes. Essa é a realidade.

    Tanto é que se assim não fosse, alguém acha que a Rússia ainda andava passados 3 anos a lutar no leste Ucraniano ?

    Portanto a nível militar, se for a questão Russa, não creio que justifique uma corrida louca ao armamento

    Se for uma questão de patrulhamento, concordo que deva ser feito mais algum investimento, mas novamente digo, entre nos roubarem umas sardinhas ou ficarmos com hospitais devolutos…então que nos levem as sardinhas.

  3. Do que adianta ter meios, quando de momento há uma enorme falta de pessoal na Marinha( e nos restantes ramos).

  4. Tendo em conta que a NRP Vasco da Gama já está encostada há mais de 3 anos ,além de que muitos sistemas dela foram retirados dela para os navios da mesma classe ,ficamos só com 4 fragatas.Para não falar das condições das 2 corvetas operacionais António Enes e Joao Roby.

  5. nunca entendi como nós pagamos tanto e nao temos nada bom em lado nenhum

  6. Isto é tudo muito bonito mas não temos dinheiro. Quem é que vai pagar mais barcos ou mais equipamentos? A malta aceita pagar mais impostos? Eu vi a banca roubar 22mM do erário publico e não os vi a devolver metade.

  7. Deveriamos ter uma central nuclear, um submarino nuclear e um porta aviões nuclear devido à nossa grande área reservada marítima

    Mas para isto é necessário muito know-how e muito dinheiro.

    Mas nem tudo é mau, ao menos no vinho somos os melhores consumidores do mundo

  8. Já dizia alguém que desde os séc xx que as guerras se ganham no mar.

  9. A questão que se coloca aqui é, para que?
    Há necessidade? Cria riqueza? Qual é o benefício? Qual é a utilidade?

    Concordo que devam ser modernizados e mantidos, mas não precisamos de uma marinha carregada de barcos e submarinos, para tudo e mais alguma coisa.

    Temos uma zona costeira assim tão grande? 1794Km de costa.

    A dos Estados Unidos é bem maior. (19,924 km)

    A do Reino Unido idem. (12,429 km)

    A de Espanha idem. (4,964 km)

    Franca também. (4,853 km)

    Itália também. (7,600 km)

    Alemanha também. (2,389 km)

    Dinamarca igual. (7,314 km)

    Suécia também. (3,218 km)

    E temos uma zee mais pequena que a francesa e que a inglesa, sem mencionar sequer a americana.

    Para além de o nosso país não ter uma faixa costeira tão grande quanto se pensa, em comparação, a indústria bélica cá é quase inexistente…

    Talvez fizesse sentido se tivéssemos estaleiros a potes, prontos a construir navios para a nossa marinha e para marinhas de outros países, era dinheiro do estado a alimentar a indústria e a mover a economia, e a indústria a alimentar o estado e a economia interna.

    Temos problemas, sérios, que precisam de mais atenção.

    Isto agora veio a baila porque andam muito aflitos a tentar agradar ao Americano, porque não querem que ele nos deixe agarrados à tomatada. Os cães ladram e a caravana passa.

  10. Não parece que o estado português esteja muito preocupado em manter a sua ZEE. E os Açores pelos vistos vão estar a saldo

  11. O que a nossa Marinha precisa antes de mais é de pessoal motivado, qualificado e que se mantenha no ativo.

    Nos últimos anos houve centenas (milhares) de abates ao quadro escondidos da opinião pública, motivados pela exploração extrema de anos consecutivos fora de casa em embarques intermináveis (quase a custo zero), escalas de serviço de três e menos divisões que se traduziram em cargas horárias por vezes superiores a 90h semanais sem que ganhassem mais um cêntimo por isso. Isto é muito mais.

    Portanto vamos primeiro resolver o problema de recursos humanos das nossas forças armadas e depois sim investir em meios de defesa que nos garantam um mínimo de segurança e soberania.

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