cepStudy: 20 Years of the Euro: Winners and Losers (2019)

7 comments
  1. Se tivéssemos continuado com o Escudo será que não teria havido uma desvalorização em relação ao Euro?

  2. Isto parece mais descartar as culpas para cima do euro. O nosso PIB per capita baixo não terá mais a ver com a falta de investimento da nossa para parte para o fazer crescer?

  3. O que me parece é que estão a comparar o Euro a um Escudo sem Euro ter existido. O que mostra que ia ser um crescimento constante mesmo em anos de crise. Caso o Escudo tivesse ficado e o Euro tivesse sido adotado por todos menos “nós”. Não acredito nessa evolução sem Euro. A desvalorização do Escudo tinha sido tremenda e iriamos perder ainda mais.

  4. Boas pessoal. Eu por acaso tive a sorte de estudar Economia . O método utilizado é possivelmente o melhor que quem fez o estudo conseguiu fazer. No entanto este estudo não tem grande utilidade. Os autores dizem que desvalorizar a moeda é uma fonte de competitividade. Eu questiono isso . Sure, as exportações de bens finais são mais competitivas . Mas a importação de matérias-primas e o consumo de bens finais importados ficam mais caros, pq a tua moeda vale menos em relação à moeda x, o que afecta o consumo interno por exemplo. Além disso, há a questão da credibilidade financeira. Portugal e Grécia, sem o programa de compra de activos do BCE tinham descoberto as maravilhas da inflação com pelo menos dois dígitos. E nós somos dos principais beneficiados destes programas . Isto teria tido um impacto brutal no consumo interno, investimento público e privado. E sim, isto já aconteceu em PT, na década de 80. Acresce ainda que a partir do momento em que não se faz política monetária na taxa de câmbio, pode fazer-se política monetária nas taxas de juros , que abre a porta a uma maior liquidez na economia.

    A minha maior critica a este estudo é que ignora completamente a importância das instituições . Portugal sofre muito com Clientelas, Nepotismo e Corrupção. O autor avisa que o método usado assume que não houve reformas para aumentar o PIB per capita. Isto por si só limita bastante a validade do trabalho. Há ainda a questão se as trends utilizadas são sequer válidas . O trabalho deve ser visto mais como uma correlação e não como uma causalidade.

    Eu acredito que no caso de PT o principal problema sejam as instituições. Portugal sofre da ” doença holandesa “. Algo que acontece , em parte pela má qualidade das instituições que levam a alocações ineficientes dos recursos. Principais consequências deste fenómeno : estagnação económica, quebras nas produção industrial, défices nas balanças correntes,endividamento externo, alocação de trabalhadores e investimento a sectores pouco produtivos( restauração e construção). É uma teoria que bate em cheio com dados empíricos mas que nunca vão ouvir flr na tv, visto que é resultado de má governação. Deixo aqui um paper que explora o tópico .([https://www.researchgate.net/publication/317097704_The_Dutch_Disease_in_the_Portuguese_Economy](https://www.researchgate.net/publication/317097704_The_Dutch_Disease_in_the_Portuguese_Economy))

  5. O Euro foi um absoluto desastre económico. Se repararmos, os países da Europa com melhores padrões de vida têm a sua moeda própria, à exceção de Alemanha e Países Baixos: Suécia, UK, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suiça são todos exemplos disto.

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    E perguntam-se, **se é uma decisão tão estúpida, para quê fazer o Euro?** Eu explico-vos: todo o poder económico dum continente torna-se centralizado numa mão cheia de banqueiros no BCE. Dá mais poder à UE, torna os países menos soberanos, no fundo dá mais poder a algumas pessoas. Isto é espelho da Reserva Federal Americana, que pertence a banqueiros privados e não ao governo (basta irem ao site oficial da Fed para perceberem isto). Este sistema financeiro podre é a raiz de todos os males na sociedade ocidental.

  6. Há ainda gente que odeia Portugal e portugueses e que por algum motivo meteu na cabeça que a UE sabe o que é melhor para nós e que é melhor sermos governados por tecnocratas estrangeiros que nós próprios.

    O PCP bem avisou para as consequências do euro e na verdade era algo óbvio. O que se tem vindo a passar desde os anos 80 é a perda da soberania portuguesa e submissão a forças estrangeiras pela nossa elite política que nos prostitui.

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