>O país, 48 anos depois do verão quente, foi confrontado com a natureza totalitária, antidemocrática e desumana do PCP
fodasse.
edit: lá fui ler o resto. o homem ainda consegue superar-se.
>Foram as posições passivas do Ocidente em relação a um homem que, no espaço de uma semana, bombardeou escolas e hospitais, ignorou a Convenção de Genebra e a Carta das Nações Unidas e para quem a única paz possível é a obliteração da democracia ucraniana.
não foi a passividade do ocidente coisa nenhuma, foi a sua agressividade mal direcionada. tivesse a união europeia sido agressiva no objetivo da integração de todos os antigos países da união soviética na união europeia e esta porcaria nunca teria acontecido. ficou o trabalho a meio e agora se vê o resultado. e isto é o que me causa grande confusão nesta opinião como é que um capitalista não vê a vantagem de integrar num bloco económico um país com 120 milhões de possíveis consumidores?
esta porcaria toda só faz sentido se de facto existir mesmo a necessidade de existir uma rússia inimiga. é que do ponto de vista social, económico e mesmo ambiental a ue só perde com uma rússia antagonista.
merda de mundo ao contrário onde um gajo lê algo do Bugalho e consegue dizer: olha, não está mau.
>a invasão da Ucrânia não é uma resposta à NATO
Tretas! Todo o resto do mundo sabe que é uma resposta ao expansionismo da NATO, basta ver as notícias do Brasil ou da [Al Jazeera](https://www.youtube.com/watch?v=L5zBvj3WTd0). Nós aqui é que continuamos cegos com a propaganda.
Bem escrito
Por baixo daquele blazer está de wife beater?
> Por outras palavras: o inimigo do Kremlin, muito mais do que a aliança atlântica, é o capitalismo.
Como é que se consegue escrever isto?
A asneira histórica, que agora os ucranianos estão a pagar com sangue (e antes já bósnios, croatas, sérvios e kosovares tinham pagado também) foi não se ter aproveitado o colapso da URSS e a dissolução do Pacto de Varsóvia (que foi uma resposta à NATO, para os menos atentos) para dissolver também a NATO e criar uma verdadeira união europeia que, e isto é importante, incluísse a Rússia.
É que, e isto vários governantes anteriormente perceberam, entre eles o célebre Otto von Bismarck, não é possível falar em estabilidade e segurança na Europa sem incluir a Rússia. Ou não fosse a Rússia, de muito longe, o maior país europeu.
O problema, e foi assim que fomos ter à primeira e segunda guerra mundial, na Europa (e não só) continua-se a pensar no mundo como se estivéssemos ainda no séc. XIX, em que dum lado (o nosso, evidentemente) somos um modelo de virtudes incapaz de qualquer mal e do outro está literalmente o Diabo encarnado.
Isso já correu espetacularmente mal na Grande Guerra, ao aplicar-se uma visão 100 anos desatualizada numa guerra com essencialmente armamento moderno e vai correr incomparavelmente pior agora que a Rússia tem cerca de 6000 armas nucleares.
Mas enfim, preferiu-se colocar à frente da Rússia um bêbado que, por ser um bêbado, escancarou a porta ao nacionalismo russo.
E agora estamos como estamos.
E pior, a UE continua com a cabeça no séc. XIX, e pensa que não há nenhuma alternativa à capitulação total da Rússia.
A mesma Rússia que tem quase 6000 armas nucleares.
> 48 anos depois do verão quente, foi confrontado com a natureza totalitária, antidemocrática e desumana do PCP
ele chamou-os sub-humanos
É quase como se o partido que nos tentou vender à urss ainda mantenha o sonho de a terra mae tomar conta disto um dia e, quem sabe, lhes oferecer o trono como paga pela longa amizade.
Quase…
> A 12 de fevereiro, o BE não reconhecia “guerra”, “ocupação” ou “invasão” da Rússia ao território ucraniano. Duas semanas depois, o mesmo BE votava no Parlamento Europeu uma resolução que reconhecia que tudo isso acontece desde 2014. A única diferença entre bloquistas e comunistas, como se vê, é que os primeiros convivem melhor com a hipocrisia e os segundos com banhos de sangue.
De acordo com o que li, o Bloco não reconheceu inicialmente porque o empréstimo do FMI e da UE à Ucrânia vinha com condições atadas (leia-se: medidas de austeridade). Depois reconheceu assim que as medidas foram postas de parte.
Não me parece ser hipocrisia do Bloco, *neste caso específico* (e digo isto como alguém que deixou de votar Bloco há alguns anos, e que sabe sobre o caso Robles e outros casos, esses sim, indicadores de alguma hipocrisia no partido). Quanto muito, peca pela demora na resposta e na comunicação política deles.
De resto, concordo, o PCP deu um valente tiro no pé, ideologicamente e não só.
Este garoto já tem mama para os próximos 30 anos, não é?
12 comments
>O país, 48 anos depois do verão quente, foi confrontado com a natureza totalitária, antidemocrática e desumana do PCP
fodasse.
edit: lá fui ler o resto. o homem ainda consegue superar-se.
>Foram as posições passivas do Ocidente em relação a um homem que, no espaço de uma semana, bombardeou escolas e hospitais, ignorou a Convenção de Genebra e a Carta das Nações Unidas e para quem a única paz possível é a obliteração da democracia ucraniana.
não foi a passividade do ocidente coisa nenhuma, foi a sua agressividade mal direcionada. tivesse a união europeia sido agressiva no objetivo da integração de todos os antigos países da união soviética na união europeia e esta porcaria nunca teria acontecido. ficou o trabalho a meio e agora se vê o resultado. e isto é o que me causa grande confusão nesta opinião como é que um capitalista não vê a vantagem de integrar num bloco económico um país com 120 milhões de possíveis consumidores?
esta porcaria toda só faz sentido se de facto existir mesmo a necessidade de existir uma rússia inimiga. é que do ponto de vista social, económico e mesmo ambiental a ue só perde com uma rússia antagonista.
merda de mundo ao contrário onde um gajo lê algo do Bugalho e consegue dizer: olha, não está mau.
>a invasão da Ucrânia não é uma resposta à NATO
Tretas! Todo o resto do mundo sabe que é uma resposta ao expansionismo da NATO, basta ver as notícias do Brasil ou da [Al Jazeera](https://www.youtube.com/watch?v=L5zBvj3WTd0). Nós aqui é que continuamos cegos com a propaganda.
Bem escrito
Por baixo daquele blazer está de wife beater?
> Por outras palavras: o inimigo do Kremlin, muito mais do que a aliança atlântica, é o capitalismo.
Como é que se consegue escrever isto?
A asneira histórica, que agora os ucranianos estão a pagar com sangue (e antes já bósnios, croatas, sérvios e kosovares tinham pagado também) foi não se ter aproveitado o colapso da URSS e a dissolução do Pacto de Varsóvia (que foi uma resposta à NATO, para os menos atentos) para dissolver também a NATO e criar uma verdadeira união europeia que, e isto é importante, incluísse a Rússia.
É que, e isto vários governantes anteriormente perceberam, entre eles o célebre Otto von Bismarck, não é possível falar em estabilidade e segurança na Europa sem incluir a Rússia. Ou não fosse a Rússia, de muito longe, o maior país europeu.
O problema, e foi assim que fomos ter à primeira e segunda guerra mundial, na Europa (e não só) continua-se a pensar no mundo como se estivéssemos ainda no séc. XIX, em que dum lado (o nosso, evidentemente) somos um modelo de virtudes incapaz de qualquer mal e do outro está literalmente o Diabo encarnado.
Isso já correu espetacularmente mal na Grande Guerra, ao aplicar-se uma visão 100 anos desatualizada numa guerra com essencialmente armamento moderno e vai correr incomparavelmente pior agora que a Rússia tem cerca de 6000 armas nucleares.
Mas enfim, preferiu-se colocar à frente da Rússia um bêbado que, por ser um bêbado, escancarou a porta ao nacionalismo russo.
E agora estamos como estamos.
E pior, a UE continua com a cabeça no séc. XIX, e pensa que não há nenhuma alternativa à capitulação total da Rússia.
A mesma Rússia que tem quase 6000 armas nucleares.
> 48 anos depois do verão quente, foi confrontado com a natureza totalitária, antidemocrática e desumana do PCP
ele chamou-os sub-humanos
É quase como se o partido que nos tentou vender à urss ainda mantenha o sonho de a terra mae tomar conta disto um dia e, quem sabe, lhes oferecer o trono como paga pela longa amizade.
Quase…
> A 12 de fevereiro, o BE não reconhecia “guerra”, “ocupação” ou “invasão” da Rússia ao território ucraniano. Duas semanas depois, o mesmo BE votava no Parlamento Europeu uma resolução que reconhecia que tudo isso acontece desde 2014. A única diferença entre bloquistas e comunistas, como se vê, é que os primeiros convivem melhor com a hipocrisia e os segundos com banhos de sangue.
De acordo com o que li, o Bloco não reconheceu inicialmente porque o empréstimo do FMI e da UE à Ucrânia vinha com condições atadas (leia-se: medidas de austeridade). Depois reconheceu assim que as medidas foram postas de parte.
Não me parece ser hipocrisia do Bloco, *neste caso específico* (e digo isto como alguém que deixou de votar Bloco há alguns anos, e que sabe sobre o caso Robles e outros casos, esses sim, indicadores de alguma hipocrisia no partido). Quanto muito, peca pela demora na resposta e na comunicação política deles.
De resto, concordo, o PCP deu um valente tiro no pé, ideologicamente e não só.
Este garoto já tem mama para os próximos 30 anos, não é?
O tema já cansa. PCP já era. Porno final.