O problema dos Carros. Imagem do artista Sueco Karl Jilg

30 comments
  1. isto é giro. como tbm ter carros eléctricos….

    mas €€€€€€ e já tenho um carro a combustível… e dá jeito no imediato ter carro

  2. Como é que achas que o que consomes chega a onde quer que a compres? Ou como é que as tuas compras da internet chegam à tua porta?

    É verdade que as máquinas ocupam uma grande parte ruas, mas qual é a alternativa? O transporte privado e de mercadorias também precisam de existir, mesmo que a uma escala diferente. E no interior simplesmente não dá para praticar isso.

  3. Como habitantes de um planeta com 8 mil milhões de pessoas, temos de começar a aceitar que andar de carro vai ser cada vez mais um luxo. Pragmaticamente, revoltarmo-nos contra o preço dos combustiveis é inutil, porque é inevitável com a escassez do petróleo, as taxas carbónicas que cada vez mais nos vão ser impostas e outras coisas que os preços continuem sempre a subir mais rápido que os nossos salários.

    O que nos temos de revoltar é contra a falta de interesse e de preparação dos nossos governantes nacionais e municipais em investirem em alternativas a andar de carro. Precisamos de transportes públicos em condições e cidades viradas para a mobilidade pedonal e velocípede.

  4. Estamos perante uma obra de arte que nos faz reflectir e questionar. Isto não é um cartaz a pedir a abolição dos carros, mas sim uma imagem com um simbolismo.

    Obviamente que precisamos de carros como meio de transporte para várias coisas na nossa vida. Mas isso não nos impede de nos questionarmos sobre o espaço que eles ocupam no dia-a-dia.

    Óptima imagem, obrigada pela partilha!

  5. Eu acho engraçada a malta de Lisboa.

    Quem está dentro de Lisboa tem metro praticamente de qualquer ponto aleatório x para qualquer ponto aleatório y. Ok, pode ter que andar um bocadinho depois de sair do metro, mas caramba…

    Depois vejo aquelas histórias de malta de Lisboa a bufar porque o metro está 5 mins atrasado… Lols.

    Essa malta devia experimentar ir trabalhar para o interior. Boa sorte a ter transporte sequer.

    No **interior** é que não se consegue viver sem carro. Não num emprego em que te exijam flexibilidade de horários, sair um bocado mais tarde às vezes^(TM) , etc. E mesmo que os horários sejam fixos e cumpridos à risca, tens um gap enorme entre a chegada e o início do trabalho, ou entre o final do trabalho e o transporte. E tens que dar **muito** à perna depois de saíres do transporte com destino mais próximo do teu local de trabalho.

    E depois olho para a malta de Lisboa, que paga um rim para morar no centro nevrálgico do país… e são incapazes de deixar o carro em casa e ir de metro. Quando têm metro tipo a cada 10 mins.

    Não percebo… É medo de serem assaltados?

    Estou a ver mal a coisa?

    De vez em quando vou a Lisboa e uso os metros, aquilo para mim é o Céu na Terra… quem me dera ter aquilo onde vivo. Mas pelos vistos imensos lisboetas torcem o nariz – senão não havia o trânsito que há em Lx…

  6. Esse foi uns dos motivos que me fez gostar tanto de Liubliana, carros foram abolidos do centro da cidade, acho que haverá cada vez menos espaço para eles no futuro.

  7. As if people driving was not the same walking in some other day or place. Everybody uses streets, by bus or car, or bike. Everybody use it.

  8. Eu gosto de sair às horas exactas para cumprir os horarios que combinei.

    Gosto de ouvir a minha musica(ou silencio), ter a temperatura como eu quero, ir sentado num banco confortável, poder ter flatulência à vontade, falar comigo mesmo, cantar. Coisas que nos transportes públicos só fazem os “malucos”.

    Isso é qualidade de vida. Enquanto estudei em Lx viajei quase sempre de metro/autocarro. Sei como é, nas horas de ponta até era mais rápido que ir de carro. Mas para mim é muito mais confortável estar no meu carro 1h que no metro 30mins.

    Mais, quando era mais novo, esperar pelo autocarro parecia-me tão aborrecido que ia a pé e depois corria atrás do autocarro quando ele passava por mim.

    Una ciudad avanzada no es en la que los pobres pueden moverse en carro,
    sino una en la que incluso los ricos utilizan el transporte público.” – Gustavo Petro

  9. Vamos fazer uma média simplista de cada carro andar uma hora por dia, e que a maioria dos Portugueses vai sozinha no seu carro, que costuma ter 5 lugares.

    Andamos nele meia hora de manhã, depois está parado 9 horas perto de onde trabalhamos, provavelmente na rua, andamos mais meia hora à tarde e depois fica parado mais 14 horas, perto de casa, na rua ou numa garagem.

    Investimos dezenas de milhares de euros num veículo que está parado 96% do tempo, e que normalmente vai só a 20% da sua capacidade.

    É um problema que tem várias causas e necessita de ser resolvido de várias maneiras diferentes, conforme o caso específico de cada pessoa, mas o que é verdade é que é absurda a importância que os carros têm na vida moderna, especialmente o preço versus utilização que têm, o espaço que ocupam nas ruas e vias públicas e a poluição que fazem.

  10. Todas as cidades que eu conheço têm os passeios bem mais largos que esses. Downvote à vontade, é a verdade. Lisboa tem carros a mais, mas no resto do país esta realidade não se verifica.

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