Calçado precisa de dois a três mil trabalhadores no imediato

18 comments
  1. “Salário médio no setor cresceu 40% numa década, situando-se nos 871 euros em 2019”

    Vou explicar a falácia do salário médio: se um diretor da empresa ganhar 1742€ e um empregado ganhar 0€, o salario médio desses dois colaboradores são 871€.

    Digam logo quais são as condições reais em vez de se meterem com médias e com percentagens só para enganar as pessoas

  2. Empresas que se estão pouco cagando em melhorar os salários ou condições, quando a geração que tem o mindset de trabalhar no mesmo local a vida toda a receber migalhas se reformar, ou se adaptam ou fecham. Conheço de várias fábricas que as pessoas mais novas têm 50 anos! Dá que pensar, planeamento a longo prazo é zero! E ainda por cima necessitam de trabalhadores que não se formam de um mês para o outro! É disto que temos por cá, mas não venham chorar

  3. > ganho médio dos trabalhadores do setor passou de 623 euros, em 2009, para 871, em 2019, o último ano disponível, o que representa um aumento de 40%. No mesmo período, o salário mínimo nacional aumentou 33,3%, passando de 450 euros, em 2009, para 600 euros, em 2019. Este ano subiu para o patamar dos 705 euros.

    lol

  4. Noticia: dois a tres mil trabalhadores precisam de salarios decentes acima do minimo para passar resto da vida a cheirar cola

  5. > “Salário médio no setor cresceu 40% numa década, situando-se nos 871 euros em 2019”

    *Nem que vocês se fodam, mil vezes*

  6. Se pagarem mais que o salário mínimo e oferecerem regalias aos trabalhadores eles vão aparecer 🙂

  7. É isso. Tirei um curso de cortador de calçado no Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado em S. João da Madeira, no antigo centro, para quem não sabe é talvez a melhor escola de formação na área no país e talvez no mundo. Tirei porque era uma área que tinha interesse, e ainda tenho, era também uma altura em que saia da escola sem grande formação, precisava de trabalho. Fui o segundo melhor aluno na turma, o primeiro era cortador de calçado `à 30 anos, não é um grande feito visto que a maioria estava ali para receber do RSI, incluindo o cortador.

    Acabei o curso, procurei trabalho, no fundo desemprego, fui bater à porta de grande maioria das fábricas em S. João da Madeira, grandes e de garagem, não fui contratado em nenhuma, não recebi pedido de entrevista em nenhuma. Tinham um jovem que tinha uma luz, que tinha vontade, e que não ia pensar no dinheiro, que queria aprender, ninguém quis saber. Hoje estou bem empregado noutro ramo, a ganhar 200 € acima da média na área com margem de progressão, ainda tenho interesse na área, mas não me vão apanhar, quando precisei não me abriram porta nenhuma, não merecem o meu tempo e dedicação, não é muito, mas é mais que a grande maioria tem para oferecer.

  8. Quem conhece bem a indústria do calçado sabe que eles não querem trabalhadores, querem escravos. Vivi parte da minha vida em Felgueiras e sei bem a realidade que ali se vive. Exploram os trabalhadores e ainda acham que são os salvadores da pátria, sentados nos seus carrinhos topo de gama.

    Aproveitaram durante anos os fundos da UE para comprar casas e carros novos e não para dar formação aos trabalhadores e desenvolver os próprios negócios. São da pior classe de patrões que existe.

    As histórias que se ouvem e que vêm de dentro de fábricas de calçado são medonhas. Até malta que bate aos empregados e atira com formas pesadas há. Inqualificável.

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