Tutti-Frutti: em casa de autarca havia computadores a fabricar votos para prémio

by estalido

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  1. A apoiar este projeto tem “vultos mundiais como um Didier Drogba, o Batman, aquele pássaro muito grande da rua Sésamo, Mourinho…”

  2. >Um dos principais autarcas acusados pelo Ministério Público de vários crimes de colarinho branco no caso Tutti-Frutti, o social-democrata Vasco Morgado, da Junta de Freguesia de Santo António, é agora suspeito de ter forjado votos falsos para ganhar um prémio de inovação com um projecto desta autarquia.

    >A estratégia parece ter resultado: o projecto que pôs a falar as estátuas da Av. da Liberdade e zonas circundantes, com a ajuda de vozes como a de Júlio Isidro ou Herman José, alcançou em Outubro passado o segundo lugar do prémio da consultora Inova+, na categoria destinada às cidades criativas. Além dos 2500 euros que conseguiu o autarca que governa desde 2013 uma das zonas mais caras do país, nas quais se têm vindo a instalar as principais marcas de luxo do mundo, ficou ainda na mira das autoridades por um novo tipo de crime, falsidade informática. O Ministério Público extraiu uma certidão do Tutti-Frutti para aquilatar das competências digitais de Vasco Morgado, neto do actor e empresário de espectáculos com o mesmo nome.

    >A descoberta deu-se no passado dia 24 de Setembro. Eram 7h00 quando os inspectores da Polícia Judiciária bateram à porta do autarca – literalmente, porque a campainha estava avariada. Quem abriu a porta foi um dos filhos, já adulto: Vasco Morgado encontrava-se em Coimbra. Aos polícias despertou curiosidade os três portáteis já ligados a uma hora tão matutina, e a laborarem sem ajuda humana, pousados numa mesa da sala, por cima de uma modesta toalha de refeição aos quadrados coloridos. Os peritos informáticos que acompanharam a busca depressa desfizeram dúvidas: **as três máquinas, uma das quais pertença da autarquia,estavam a votar de forma automática e repetitivamente no projecto das estátuas**. Por forma a simular a votação de diferentes utilizadores, o tráfego de Internet proveniente da casa do autarca era redireccionado para servidores localizados noutros pontos do globo. Faltava menos de uma semana para a votação online do público terminar, depois de uma pré-selecção em que o júri havia escolhido seis finalistas. O filho do autarca e um irmão seu, ambos adultos, garantiram ignorar o que estavam a fazer os computadores.

    >Apreendidos pelas autoridades, não terão desempenhado a sua missão até ao fim, mas, mesmo assim, Vasco Morgado ainda conseguiu receber no mês seguinte o segundo prémio de um concurso que conta com o alto patrocínio da Presidência da República e tem entre os seus parceiros a Direcção-Geral das Artes e o Centro Nacional de Cultura. O segundo prémio não é pecuniário, mas pago em serviços. Ao PÚBLICO, a Inova+ diz que desconhecia a situação. “O prémio é uma referência na área da inovação em Portugal, pelo que acompanharemos de perto o tema e tomaremos as medidas adequadas”, diz a consultora, sem se alongar mais sobre o assunto.

    Que pequenez.

    Agora imaginem o festival que devem ser “orçamentos participativos”

  3. Ser-se pulha é requisito mínimo para se ser autarca

  4. Se a forma inovadora que ele arranjou não permite ganhar o Prémio Inova+, não sei o que permite.

  5. Enterrem Portugal de uma vez por todas! Um país tão pequeno e com índices de corrupção ao nível da máfia italiana. Inacreditável!

  6. Daqui a 1h já sai uma fresquinha contra o chega para abafar esta.

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