A minha filha já começa a ler.

Explicou que ali o amigo de azul estava encaminhar as pessoas para o baile. E do ponto de vista de código, não está errada.

“Mas então não devia existir aqui um risco em cima do A”?

🤷‍♂️🥴

É particularmente curioso pq na idade dela já tem as ferramentas para interpretar o código, mas não tem a bagagem das expressões idiomáticas.

A frase é suficientemente ambígua para, não havendo o conhecimento da expressão, estar 100% correcta na sua análise. O baile já começou, oupa.

Se uma criança de 6 anos percebe, como é que sucessivos painéis de linguistas não conseguiram perceber a ambiguidade desta alteração, escapa-me.

by frankielc

10 comments
  1. > Se uma criança de 6 anos percebe, como é que sucessivos painéis de linguistas não conseguiram perceber a ambiguidade desta alteração, escapa-me.

    Perceber, até perceberam. Mas nesse dia tinham uma consulta às cinco e tiveram de abandonar.

  2. O maravilhoso acordo ortográfico… Uniu os falantes de Português no facto de agora ninguém conseguir escrever corretamente.

  3. Do ponto de vista de álgebra, num sentido mais formal e matemático (porque linguagem é um código) isto é um disparate absoluto.

    Se coisas como óptimo vs ótimo meramente vão alterar a fonética da frase, como se viu com vacina vs vaccina; são alterações que apenas afastam a palavra da sua origem, vaccina com os dois c estava acentuado, a soar a vaca, precisamente porque a primeira vacina é descoberta em vacas infectadas com varíola. Ainda há, aliás, quem continue a pronunciar vácina; o que actualmente será incorrecto.

    Mas isso são pormenores meramente estilísticos e de opinião pessoal. Há quem tenha saudosismo do y porque as palavras pingavam… 😉 mas nada retira precisão.

    Pára e para, como se vê, cria o caos.

  4. Tirar o acento de “pára” é de longe a pior mudança que o AO fez, há uns anos também li um “jogador X para duas semanas” e fiquei a pensar “Uma equipa vai contratar este jogador só durante duas semanas? Como é que isso funciona?” e depois é que abri a notícia e percebi que o jogador estava aleijado e ia ficar parado durante duas semanas

  5. Já dizia a famosa cantiga “Ninguém para o Benfica!”, referindo-se claramente a uma janela de transferências pouco produtiva.

  6. Olha o “não abras este livro”, acabei de ler isto ao meu filho pela 1000000 vez

  7. Já pararam para pensar como dizemos cara, Lara, Mara, rara, Sara, tara, vara, Zara? Se calhar “para” para parar está certo e a preposição devia era ser escrita “pâra”?

  8. O AO que já tem uns bons anos (entrou em vigor em 2009) falhou tanto na sua adoção pelo mundo lusófono (pelo que sei, só Angola é que lhe presta alguma atenção) como na sua própria acepção em Portugal. 

    Prometeu-se uma língua harmonizada entre o Brasil e Portugal, que iria facilitar a entrada de produção cultural lusa no Brasil e mais uma série de coisas. Volvidos dezasseis anos, o que se vê? 

    Já para nem falar no retalhamento da etimologia com régua e esquadro, sem qualquer sentido algum, como a queda do ‘p’ em Egipto mas o habitante deste país mantém o ‘p’. Já para nem falar da retirada do ‘c’ em arquitecto, ficando este trabalhador associado agora a um grande seio. 

    Só para acabar. Não é bizarro ter um acordo ortográfico há mais de quinze anos e ainda ter uma série de cronistas e jornalistas a recusarem usá-lo nos seus textos?  

  9. Eu continuo a escrever com o antigo acordo quando acho que faz mais sentido.

  10. A unica coisa que acho gira do AO é aquela piada tipica de que hoje em dia um trolha faz o mesmo que um cirurgião plástico, tetos falsos.

Comments are closed.