Preços da habitação tornam Lisboa menos competitiva

by tallicahet81

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  1. >“A AML vive uma tendência de declínio no que toca à produtividade e qualificação das suas atividades económicas, o que não é condizente com o que se pode esperar de uma região-capital, que deveria contribuir para a qualificação do país”, conclui o estudo “A Descomplexificação Económica da Área Metropolitana de Lisboa”.

    >(…) o crescimento do turismo e negócios imobiliários, que trazem menos valor acrescentado a uma economia, à boleia do chamariz das rentabilidades imediatas, tem ‘esvaziado’ a aposta noutros sectores, defendem os autores.

    >Guilherme Rodrigues, coordenador do estudo, defende que “as economias podem e devem ser diversificadas. O problema aqui é que estes dois sectores estão a crescer à boleia da subida do preço dos solos e canibalizam os outros”.

    >“O investimento não é ilimitado, e quando se canaliza todo o capital para um sector de baixo valor acrescentado, composto por empregos de baixos ordenados, estamos a limitar a criação de empregos qualificados e de maior produtividade na região”, explica Marlon Francisco.

    >E são várias as multinacionais que tinham apostado em Lisboa mas que agora realocam equipas ou serviços para outras economias. O banco BNP Paribas, por exemplo, está a delegar parte das funções de alguns departamentos de Lisboa para a Índia. Outras empresas na área financeira e tecnológica estão a trocar o sol de Lisboa pelo frio do Leste europeu, como a Polónia ou a Eslováquia. No caso polaco, o salário mínimo é supe­rior ao português (4666 zlótis, cerca de €1126) e o eslovaco é de €820, equivalente aos €870 praticados em Portugal.

  2. Mas isso é óbvio, mas em tudo, as universidades de Lisboa perdem talento porque as famílias já não têm dinheiro para mandar os seus filhos para Lisboa, etc etc.

    Existe um efeito bola de neve, quem está na bola do “lado bom” não nota e quem continuar, mas estas tendências a longo prazo têm efeitos. Não é nada de novo, os Estados Unidos está cheio de cidades e zonas que ficaram demasiado caras para o que ofereciam e é ver o que lhes aconteceu. Mas não é de um dia para o outro.

    Infelizmente este tipo de estudos e alertas são demasiado à frente para a sociedade portuguesa e decisores, quem pensam mais a curto prazo e vão desvalorizar os alertas sem oferecer alternativas viáveis.

  3. Se ao menos houvesse maneira de descentralizar a AML e AMP para o resto do país.

  4. Só os políticos não percebem – ou não querem perceber isto

  5. Quem diria que turismo não pode ser a base de uma economia de primeiro mundo?

  6. A algarvização de Lisboa a passos largos. O Turismo é como o eucalipto – seca tudo à sua volta.

  7. “Rendimento sem regulação da habitação pública é um fator extremamente importante para garantir uma elevada qualidade de vida”.

    A frase não é minha, provém do vídeo “O desastroso mercado imobiliário de Lisboa” (link segue abaixo), que um especialista em finanças dinamarquês, que por acaso gosta de Portugal, se deu ao trabalho de fazer.

    Vale a pena ver os dados e a comparação com outras cidades, sobretudo Copenhaga, que levaram a identificar as seguintes medidas para solucionar o problema:

    1. Construir mais parque habitacional, evitando a construção excessiva
    2. Regular o Airbnb
    3. Investir mais em infraestruturas
    4. Adicionar um imposto sobre o valor do terreno para ruínas e habitações vagas
    5. Exigir que os promotores de novos edifícios incluam um mínimo de 20% de unidades para habitação acessível ou social
    6. Regular o volume de imigração, ajustando-o com a capacidade do parque habitacional

    https://youtu.be/zNbMiY9P-vs?si=ldd0GKIIMkpIH923

  8. Jasus, agora percebi tudo. Isto é uma jogada dos políticos para tornar o interior mais habitável e descentralizar a costa. Génio.

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