Está na hora de se criar uma lei do lobby como deve ser, pois bem sabemos que o lobby existe.
Na América é normal o lobby e é tudo regulado, quem dá dinheiro a quem e quais os interesses, cada político pode receber até um valor definido.
Até termos uma lei do lobby, vamos continuar a confundir corrupção, tráfico de influências, lobby, idoneidade política, etc., etc.
Neste caso, p. ex., até agora não existem quaisquer indícios de corrupção, de tráfico de influências ou de qualquer crime.
Existem indícios de irregularidades ao nível das declarações.
Posto isto, o resto depende da nossa visão da política e da democracia. Eu acho que o Primeiro-Ministro perdeu a idoneidade para governar o país. Não é preciso existir crime para tal idoneidade ser perdida. Da mesma forma que não é correcto começar a confundir tudo isto com corrupção só para fazer um ponto político.
A solução adequada para este caso, já desde a semana passada, passava por demitir o governo e chamar o PSD a formar outro governo. Também era a solução adequada em 2023, aquando da operação influencer. Não só era adequada do ponto de vista político, como, acima de tudo, do ponto de vista do nosso sistema jurídico-constitucional (que não é semi-presidencialista). No entanto, como Marcelo, durante anos, forjou a ideia de que o governo e a legitimidade política está intrinsecamente ligada à figura do candidato a PM, agora está de mãos atadas e terá de dissolver novamente a Assembleia.
“Pessoal, se achamos que isto é mau então deviamos regularizar”
Esta é uma lógica que não me passa pela cabeça mas parece que é a narrativa que estão a tentar implantar…
Ele foi presidente do conselho de administração deles…
Não é muito surpreendente considerando que pelo menos um dos donos da RP tem ligações muito próximas com os Violas (Solverde), sendo tudo malta influente da zona do Montenegro.
Acho que existe aqui um grande problema de transparência, não sei se existe corrupção, não sei se existe conflito de interesses, mas sei que dada a forma de fazer coisas em Portugal o mais certo é haver.
Acho que era simples encerrar este tema com uma exposição do trabalho de consultoria efetivamente prestado (dentro dos limites da confidencialidade claro).
Ter a família do primeiro ministro avençada por vários dos grandes empresários da região de onde é natural “não cheira bem” e devia sem dúvida haver explicações concretas destes pagamentos e uma demonstração inequívoca do não envolvimento do PM na empresa.
Para não me acusarem de partidarismo, eu votei na AD e o Luís Montenegro devia ter vergonha e dar o lugar a outro no PSD.
A empresa não tinha site, número de telefone, instalações ou empregados, era nada mais que uma fachada para o primeiro ministro receber avenças para fora como é óbvio.
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Está na hora de se criar uma lei do lobby como deve ser, pois bem sabemos que o lobby existe.
Na América é normal o lobby e é tudo regulado, quem dá dinheiro a quem e quais os interesses, cada político pode receber até um valor definido.
Até termos uma lei do lobby, vamos continuar a confundir corrupção, tráfico de influências, lobby, idoneidade política, etc., etc.
Neste caso, p. ex., até agora não existem quaisquer indícios de corrupção, de tráfico de influências ou de qualquer crime.
Existem indícios de irregularidades ao nível das declarações.
Posto isto, o resto depende da nossa visão da política e da democracia. Eu acho que o Primeiro-Ministro perdeu a idoneidade para governar o país. Não é preciso existir crime para tal idoneidade ser perdida. Da mesma forma que não é correcto começar a confundir tudo isto com corrupção só para fazer um ponto político.
A solução adequada para este caso, já desde a semana passada, passava por demitir o governo e chamar o PSD a formar outro governo. Também era a solução adequada em 2023, aquando da operação influencer. Não só era adequada do ponto de vista político, como, acima de tudo, do ponto de vista do nosso sistema jurídico-constitucional (que não é semi-presidencialista). No entanto, como Marcelo, durante anos, forjou a ideia de que o governo e a legitimidade política está intrinsecamente ligada à figura do candidato a PM, agora está de mãos atadas e terá de dissolver novamente a Assembleia.
“Pessoal, se achamos que isto é mau então deviamos regularizar”
Esta é uma lógica que não me passa pela cabeça mas parece que é a narrativa que estão a tentar implantar…
Ele foi presidente do conselho de administração deles…
Dar consultoria surpreende alguém?
Normal, ninguém tem nada a ver com isso
A parte da Rádio Popular que me interessa aqui é mais [a relação com a AugustaLabs.](https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/filho-de-luis-montenegro-foi-parceiro-de-uma-empresa-com-os-mesmos-clientes-da-spinumviva) Já ninguém se lembra do nome, mas foram a “empresa de AI” que “[media o sentimento nas redes sociais](https://cnnportugal.iol.pt/decisao24/pulsometro)” para a CNN-PT durante os debates das legislativas. Aquilo que depois foi divulgado na CNN como se fosse uma espécie de sondagem que metia em último o partido que ficou em 2o. Empresa onde, sabemos hoje, trabalhou muito brevemente o filho do Montenegro.
Não é muito surpreendente considerando que pelo menos um dos donos da RP tem ligações muito próximas com os Violas (Solverde), sendo tudo malta influente da zona do Montenegro.
Acho que existe aqui um grande problema de transparência, não sei se existe corrupção, não sei se existe conflito de interesses, mas sei que dada a forma de fazer coisas em Portugal o mais certo é haver.
Acho que era simples encerrar este tema com uma exposição do trabalho de consultoria efetivamente prestado (dentro dos limites da confidencialidade claro).
Ter a família do primeiro ministro avençada por vários dos grandes empresários da região de onde é natural “não cheira bem” e devia sem dúvida haver explicações concretas destes pagamentos e uma demonstração inequívoca do não envolvimento do PM na empresa.
Para não me acusarem de partidarismo, eu votei na AD e o Luís Montenegro devia ter vergonha e dar o lugar a outro no PSD.
A empresa não tinha site, número de telefone, instalações ou empregados, era nada mais que uma fachada para o primeiro ministro receber avenças para fora como é óbvio.
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