Portugal e a substituição dos F-16: a escolha certa entre o F-35 e o Rafale com o FCAS em perspectiva

by PapaEslavas

23 comments
  1. Isso… Comprem uns F-35 para ficarem inutilizáveis quando o Trump carregar no kill switch.

  2. Se Portugal fosse para comprar F-35s, só iríamos receber os caças lá para 2035. Por essa altura, os americanos já podem ter feito um novo 180 e estar outra vez virados para a Europa.

    Também os Franceses podem entretanto fazer o seu 180 ao eleger a Le Pen e ficamos a sofrer o mesmo desfecho.

    Agora é caso se calcular esse risco e a Força Aérea perceber o quanto precisa de um caça de 5ª geração ou se consegue fazer a missão com um caça de 4.5ª geração.

  3. Considerando que os EUA se tornaram inimigos da Europa, a escolha parece óbvia e são os Rafaele

    Aparentemente os F-35 são melhores, mas não compraria

  4. Esta conversa dos F35 serem desactivados e preocupante, e de momento a aposta mais segura seria o rafale.

    E comprar umas unidades e se elvolver na producao de um caca de quinta ou sexta geracao na europa.

  5. Se temos mesmo que gastar dinheiro preferia que o mesmo fosse gasto a comprar equipamentos europeus…

    A própria UE deveriasse unir e adoptar uma estratégia de produção de material militar em conjunto

  6. O F-35 não tem qualquer “kill switch”, utiliza sim uma rede em nuvem para otimizar a manutenção e cadeia de logística mas se esta rede vier abaixo, o avião é alvo de qualquer manutenção ou reparação sem problema nenhum. A maior vulnerabilidade está no software, ele é atualizado de forma relativamente simples, mas todas as atualizações partem dos Estados Unidos, o avião consegue voar sem problema nenhum com software desatualizado, mas ficará obsoleto mais depressa pois ele serve para adaptar o avião a novas ameaças assim como permitir a integração de novos sensores e munições. De salientar que o programa do F-35 só foi possível graças a um esforço conjunto dos Estados Unidos com mais 19 países aliados, com a produção de componentes distribuída entre estes, qualquer coisa que Trump faça para limitar ou restringir o F-35 aos países que o operam hoje, irá resultar em centenas de milhares de milhões em perdas para os Estados Unidos e um atraso significativo de décadas na modernização da aviação do USMC e da USAF. Quanto a possíveis escolhas, o Rafale é inequivocamente superior, mas não apresenta na minha opinião, um salto tecnológico capaz de justificar os custos de aquisição e manutenção, o F-16 já deveria ter sido substituído ou modernizado entre 2015 e 2020 pelo que já estamos a perder muito tempo. Tendo em consideração a atual situação com os Estados Unidos, e o atraso significativo que temos em relação ao resto dos nossos aliados e do mundo, o caça mais barato disponível agora mesmo no mercado será a melhor opção por mais que nos deixe para trás, o F-16AM MLU chega ao fim de vida em 2030 e precisamos de algo que voe até 2050

  7. São aviões distintos com aplicações diferentes. Um F-35 é um avião para ser o “cérebro” das cenas, consegue transmitir informações dos seus sistemas para outros aviões, tornar até um F-16 mais completo com toda a informação presente. Um Rafale é concebido mais para dogfighting, não para “stealth”, o Rafale é detetado a distâncias muito maiores do que o F-35 por esta razão e não são jatos especificamente rápidos o que decresce a sobrevivência do piloto em caso de perigo. O Rafale é também uma “geração” atrás do F-35, com custos menores de fabrico mas também muito mais manutenções que o F-35. Há mais diferenças mas aqui o ponto que tento chegar é que nenhum é relativamente superior ao outro, são ambos com aplicações distintas, o melhor era um mix de ambos e ir faseando os F-16 para os Typhoon (ou até manter os F-16 visto que conseguem maior autonomia (+1320km) que um Typhoon. Não há um claro vencedor, mas que temos de nos atualizar, temos.

  8. Kill Switch é preocupante. Já vi histórias que existe, histórias que não, e que o que podem deixar de fornecer é peças para o avião…

    Seja como for, e trabalhando em tecnologia, acredito mais na teoria que o Kill Switch exista, assim como as atualizações de software sejam apenas permitidas a certos actores através de chaves criptográficas que apenas os Estados Unidos possuirão, o que limita e muito a viabilidade destes aviões para a União Europeia.

    Tendo em conta a possibilidade real de haver um conflito entre a Europa e os Estados Unidos por causa da Gronelândia, é muito preocupante pensar que podemos literalmente estar a dar as armas ao inimigo.

    Com a protecção nuclear da França a ser extendida aos parceiros Europeus, parece-me lógico termos um avião (Rafale) capaz de carregar ogivas nucleares Francesas em pontos estratégicos como os Açores caso haja algum tipo de ameaça vinda do homem do outro lado do atlântico.

  9. Comprar o F-35 para depois sermos chantageados pelos EUA como está a ser a Ucrânia ?

  10. Segundo dizem mesmo que existia um kill switch se os EUA o usarem é um kill switch à sua industria de armamento já que ninguem vai querer comprar mais equipamento nessas condições.

    É duvidoso que os donos disto tudo, tão gananciosos como poderosos, fossem permitir, mesmo sendo o Trump, fechar assim a torneira dos dollars.

    Mesmo sem kill switch o f35 está dependente demais dos americanos para quem quer ser independente deles.

  11. Sim estamos a chegar ao fim de vida dos atuais F-16, mas a melhor opção é trocar pelos F-16V já temos pilotos formados e treinados nesta plataforma, só precisam de um update na formação, os custos são mais baixos, há imensas peças em diferentes países, há interoperabilidade e é uma plataforma NATO. Serve perfeitamente às nossas necessidades, não temos ameaça real que justifique aviões como F-35 cujo custo de aquisição é extremamente elevado.

    Percebo o que o cronista menciona, mas mudar de plataforma tem custos económicos elevados que o país não pode suportar, Temos a decorrer investimentos mais importantes como a Linha de Alta Velocidade e o segundo aeroporto de Lisboa, o dinheiro não estica e não podemos parar os investimentos em infraestruturas que já por si estão atrasadas.

  12. O fornecedor dos F-35 neste momento simplesmente não é de confiança, logo o produto também não é.

  13. Eu também queria comprar uma Rafale…Renault Rafale.

  14. Relativamente aos gripen, a Saab estará eventualmente a trabalhar na substituição dos componentes americanos por europeus, nomeadamente o moto, pelo que até pode vir a ser uma opção viável mas que resultaria no adiar da data de entrega.
    Ainda recentemente os EU vetaram a venda para um país sul americano, não devemos arriscar com componentes americanos.
    O super EF também tem componentes americanos, pelo que a única alternativa neste momento que garante autonomia estratégica é mesmo o Rafale.

  15. Depois do que os EUA fizeram com os F16 Ucranianos, é impensável considerar aeronaves Americanas como uma opção.

  16. O ideal era começar a colaborar com os nossos parceiros no desenvolvimento e construção do FCAS.

    Que duvido que aconteça, as nossas forças armadas, incluindo ministério da defesa, estão corrompidas até ao tutano. É notória a ausência de Portugal em todos os projetos de equipamento militar desenvolvido na Europa. É também notório o facto que qualquer programa de aquisição de equipamento se transformar em negócio de lesa pátria. Coincidência?

    Depois, o F35 é um avião complexo, com toneladas de software que os Americanos NUNCA vão fornecer o código fonte. Há décadas que os aviões precisam ser programadas para toda e qualquer missão. Mais que nunca no caso de F35. Os americanos dizem que não querem e não programam, o avião fica no chão. É o que está a acontecer com os F16 Ucranianos.

    Isto sem irmos para o problema das peças e treino.

    Os Rafales são uma boa opção, mas como qualquer avião moderno, sofrem do problema da programação do mesmo. Estão os franceses dispostos a dar mais autonomia e soberania sobre o equipamento?

    A unica forma de dar volta ao problema, é fazer parte do desenvolvimento. Portugal ainda está a tempo de se meter no FCAS.

  17. Gripen caralho, poupar dinheiro e manter capacidade de resposta. O que a guerra na Ucrania veio provar é que a superioridade aérea é obtida actualmente por drones, gliders e satelites e não por aviões tripulados.

  18. Comprar o que quer que seja aos americanos neste momento nao só é perigoso como é deitar dinheiro europeu para as maos de um país que so pensa em si e nos seus interessses pessoais acima de tudo e já está a causar perdas de vidas na ucrania. Desde o corte de ajuda de inteligencia americana que se começou a perder os avanços em kerson e noutras regioes. Felizmente noutras frentes está a correr melhor. Pagar-lhes é rebaixar demais a europa. Tem de ser material europeu. A logica assim o diz isto nem se trata de opinião mas sim bom senso

  19. Adoro que o eurofighter foi automaticamente excluido hahaha

    >O mesmo que sucedeu à Ucrânia com os HIMARS, F-16 e SCALP poderá acontecer com os F-35 que Portugal venha eventualmente a adquirir.

    Por causa disto o SCALP e stromshadow largaram os seus componentes americanos e agora sao 100% europeus

    Dito isto, nos colocamos estas preocupações, mas ninguem fala dos bradleys que nos vamos comprar aos Americanos

    >FCAS no horizonte

    Ainda nem um protótipo existe hahaha

  20. F35 é dinheiro mal gasto.
    Não há caças “stealth”, eles aparecem nos radares modernos à mesma, só enganam os antigos.
    E a guerra da Ucrânia provou que os sistemas anti aereos estão acima dos aviões atuais, mesmo a Russia com supremacia aerea não arrisca muito.
    Se os caças moderno só funcionam em ambientes sem baterias anti aereas, tanto faz ter um F16 com um Rafale ou um F35. Só servem para largar bombas por trás da linha de combate.
    Invistam antes num ou dois sistemas anti aereos, que temos zero! Podes ter os aviões que quiseres, seriam destruidos na pista.

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