Constança Urbano de Sousa diz que sofreu pressões para não alterar Lei da Nacionalidade

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  1. “Numa entrevista ao jornal Público, Constança Urbano de Sousa, que em 2020 procurou alterar a “lei do retorno” dos descendentes de judeus sefarditas, aponta o dedo a figuras como Manuel Alegre e Maria de Belém e insiste que, na altura, alertou para a ‘comercialização’ da nacionalidade portuguesa.

    “Devido a pressões ao mais alto nível, acabei por recuar duas vezes. Primeiro, deixei cair a exigência de dois anos de residência, substituindo este requisito por uma qualquer conexão relevante a Portugal, que seria depois regulamentada, mas fui também obrigada a desistir desta proposta”, afirma, na entrevista.

    Sobre as pressões, Constância Urbano de Sousa responde: “Alguns dos chamados ‘senadores’ do PS, como Maria de Belém [autora da Lei da Nacionalidade de 2013], Vera Jardim, Manuel Alegre e Alberto Martins nunca falaram comigo, mas moveram nos órgãos de comunicação social, e provavelmente fora deles, mundos e fundos para evitar qualquer alteração a esta lei”.”

  2. > “Ou estamos no reino da hipocrisia ou não sei como explicar esta mudança profunda de opinião”

    Penso que a resposta é óbvia.

  3. Se não te deixavam fazer o teu trabalho, pq não te demitiste logo na altura, Constançazinha?

  4. Foi minha professora e gosto dela, mas esta conversa não lhe fica nada bem. É normal que os ministros alterem propostas em resultado de contributos da sociedade civil, tudo bem. Não é normal que acabem por aprovar propostas que depois vêm dizer que são “mercantilização” da nacionalidade, e justificar isso com pressões. Se era errado, não cedia às pressões. Se as pressões eram irresistíveis, demitia-se.

  5. A Constança Urbano de Sousa sempre foi uma pessoa íntegra.

    Está certa sobre este assunto. Foi a pessoa em Portugal que mais tentou alterar a lei dos sefarditas e foi acusada de anti-semitismo por isso

    O tempo deu-lhe toda a razão do mundo Tenho pena que volte à sua vida profissional, porque deputados a pensar pela sua cabeça são os melhores

  6. A nacionalidade portuguesa é vista lá fora como algo que se compra ao desbarato numa papelaria

    10 mil euros chegam para ter um passaporte da EU, comem todos a meio

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