Não são um ‘bibelot’ e não servem para tomar conta dos pais na velhice. Há cada vez mais pessoas que não querem ter filhos

by KhaosSama

20 comments
  1. Sou um desses. Se alguém quiser tenho para dar.

  2. É um facto que na natureza os animais não reproduzem quando têm falta de recursos. Rendas absurdas que não permitem começar a vida, horas e expectativas absurdas com horários de trabalho e deslocações e um futuro desanimador em relação ao futuro do planeta terra são fatores determinantes em não querer ter filhos.

    Afinal de contas, somos todos animais.

    Deixem-se destes artigos que culpam o individual e comecem a focar-se em resolver os problemas de fundo

  3. Eu nunca quis, mas mesmo pessoas que já quiseram não estão a querer mais. A vida já está demasiado difícil e naturalmente não a querem tornar mais complicada.

    Acho muito bem que haja cada vez mais pessoas a pensar e não tomar decisões baseadas na ideia romantizada de uma família.

  4. Salário médio Vs preço das coisas

    Ter uma criança é irresponsabilidade , quem pode , que tenha

  5. Não há tempo, dinheiro ou perspectivas de um futuro melhor, para quê trazer mais alguém para esta existência

  6. Há um grande culpado disto: as economias desiguais que só servem para servir os ricos. Isso impede as pessoas de assentar e constituir família.
    Isto acontece naquelas soviedades em que proibir fundos imobiliários de comprar casas é de um enorme radicalismo, mas em que um apartamento custa mais do que o salário mínimo é visto apenas como o mercado a funcionar.

  7. Como pai de dois pequenos q adoro e n trocava por nada, isto é uma merda.

    Impressionante como se pode odiar e gostar de ser pai ao mesmo tempo

  8. É complicado com a conjuntura actual alguém conseguir ter filhos de livre vontade.

    A minha única filha nasceu em 2014 e foram muitas as dificuldades,.era algo que eu e a minha esposa queríamos mas foi muito difícil, entretanto consegui melhor vencimento e o valor da casa está muito mais baixo.

    São muitos os sacrifícios, para mim compensou pois era algo que eu queria, mas pqp.

    E depois ficas indignado porque vês que o dinheiro está demasiado curto, vais a seg social e… Ahh ganhas mais que o ordenado mínimo? Então não tens direito a abono.

    Creche? Toma lá uma IPSS por 230 euros, enquanto que as mães solteiras (no papel) pagam 50.

    Ahh e mês de agosto desenrasca-te porque fechamos, apesar de pagares….

    Fdx meti a minha filha no privado por mais 40 euros por mês, aberto todo o ano e com um acompanhamento espetacular.

    Depois os turnos, a organização e mais importante, a saúde mental, estás cansado, descarregas na parceira, a parceira descarrega em ti, a conta no negativo…

    Férias? Vais a terra dos teus pais e já vais com sorte.

    Desculpem o rant, fico fdd quando há tanta gente a explorar o sistema e para quem se esforça mais leva nicles.

    Mas o problema crucial é sempre a conjuntura.

    Quem quer tem de planear muito bem.

    Coisas novas para o quarto do bebê? Tudo o que pude comprei usado, por acaso já tinha carrinho, ovo etc porque ofereci ao meu afilhado quando nasceu e disse logo a mãe dele que ficava reservado para mim, quando a minha nascer.

    Aproveitar descontos nas fraldas e encher o porta bagagens para as fraldas ficarem “baratas”.

    UFF tanta coisa para dizer.

    Edit, só para clarificar as mães solteiras de papel.

    Acho triste haver mães solteiras, é uma tarefa muito difícil e deveriam ter muito apoio do estado.

    O problema é que conheço n casais, não casados, com moradas diferentes, e elas são mães solteiras… Sacam umas boas coroas mensalmente.

    Fico fdd

  9. Nunca quis e não me arrependo minimamente. Com esta crise na habitação, o desequilíbrio entre vida privada e e profissional e com as cada vez maiores exigências que se aplicam aos pais, não, obrigada. Gosto de ir dormir sem grandes preocupações.

  10. >“Uma vasectomia? Tem a certeza?” O médico olhou-o com estranheza. Carlos respondeu: “Sim, tenho a certeza.”

    >Carlos tem 27 anos e está a estudar engenharia eletrotécnica.

    Como se estudar engenharia já não fosse um método contraceptivo suficientemente bom

  11. Eu até sou das pessoas que gostava muito de ter filhos mas com a situação do mundo e vários outros fatores é algo que simplesmente morfou para nope não quero não estou interessado.

    Se tivesse seria para conseguir dedicar o máximo possível de tempo, com os trabalhos das 9 às 18 (que nem é bem o meu caso sendo muito mais flexível), o preço das coisas, o estado da saúde pública, etc.

    Como disse aqui alguém, os animais quando não têm recursos não se reproduzem. E não me parece racional tornar a minha vida insuportável só para satisfazer um desejo primitivo e criar outra geração de crianças que não tiveram contacto com os país porque era casa trabalho – trabalho casa .

  12. Eu tenho e compreendo perfeitamente. Até porque a maior parte que tem se os Pais trabalharem os dois o tempo para estarem com os filhos é ridículo. Mas depois quando os problemas acontecem são culpados de tudo e mais alguma coisa.

    Ao contrário do que muita gente pensa aqueles casos de pessoas que deixam os filhos nos carros acidentalmente nada tem a ver com irresponsabilidade mas sim com um total esgotamento da sociedade que mal tem tempo para pensar o dia de amanhã.

    Existe aí um grupo de pessoas que diz que o que é bonito é ver uma família a superar as dificuldades unida. Essa gente pode ter a certeza que nunca soube o que são dificuldades.

  13. Ter filhos em Portugal só é um problema para quem mete a mão na consciência e avalia não ter recursos para criar uma criança com o as condições que quer.

    Mas ao mesmo tempo continuamos a ver quem não tenha consciência e se reproduza apesar disso (“white trash”, suecos, Palops) às custas do Estado Social. 

    Ainda há pouco tempo foi noticiado um caso de uma mãe de São-Tomé, grávida que se queixava de ter sido ameaça de ficar sem o bebé à nascença, por não ter casa (mas ia já para o 4.º filho, o mais velho já maior de idade. 

    Está na altura de o Estado Social começar a servir melhor aqueles que mais contribuem para ele. 

  14. Aqui em casa não vemos mais prós do que contras.

    Temos mais tempo, mais dinheiro e menos preocupações.

  15. Eu quero estar presente na vida dos meus pais durante a velhice. E quero estar presente na vida dos meus filhos.

    Mas para isso preciso que seja mais normalizado abdicar de trabalhar 40h semanais, mesmo que com um vencimento menor.

    Cada um sabe de si. Eu sabia, antes de ter filhos, que a decisão de os ter ia ter um impacto financeiro nefasto. Simplesmente no balanço geral da minha vida não achei que uma soma monetária ou um bem material equivalente fossem fazer uma diferença equivalente ao de uma família com mais elementos.

  16. Olá,

    Acho que quando os países atingem um determinado nível de desenvolvimento económico, as pessoas simplesmente deixam de querer ter filhos. Há qualquer coisa no contexto dos países desenvolvidos, que faz com as pessoas “percam a vontade” de ter filhos.

    Basta falar com imigrantes de países de terceiro mundo que aqui chegam, que não têm nem onde cair mortos, para perceber que, para muitas destas pessoas, ter filhos é uma meta de vida, tão importante como ter um teto ou um emprego, um verdadeiro “marco” a ser alcançado, independentemente das condições de vida ou recursos que possuem. Eu acredito que era desta forma que os nossos antepassados, na sua maioria, “olhavam” para esta questão.

    Acho que muitas pessoas que não querem ter filhos, não têm a noção de que a escolha/opção de vida que estão a tomar (a qual não tem para mim nada de errado, atenção), não é tão consciente como querem acreditar que é.

    Freud demonstrou há mais de 100 anos que o Ego não é verdadeiro “dono” da casa e que muitas decisões são tomadas verdadeiramente por detrás do pano da consciência, ficando esta última encarregue de se “explicar (ou racionalizar) a si própria, perante si mesma”. Sobejando então uma série de explicações ou racionalizações para o porquê de “termos decidido”, o que achamos que decidimos, ou “querermos” o que supostamente queremos.

    Nunca conheci ninguém nascido num país desenvolvido e em idade fértil, que quando questionado relativamente ao que faria se ganhasse o Euro Milhões, me dissesse que teria filhos. Conheço bastantes pessoas em idade fértil, bastante pobres, de países em desenvolvimento, que veem no facto de terem filhos uma forma de realização pessoal, totalmente independente de conseguirem alcançar um patamar arbitrário qualquer, em termos de condições de vida. A mim, dá-me que pensar…

  17. Eu sou um desses, por consequência das circunstâncias. Não há condições para ter filhos, e ter apenas para os fazer passar dificuldades não é algo que eu aceite.

    Estou próximo da idade limite, e mesmo assim não tenho condições. No grupo de amigos, Todos mais ou menos da mesma idade, em 6 casais apenas um tem um filho. Neste momento, a aproximar dos 40, são doze pessoas com apenas um descendente

  18. Eu acho muito bem. Isso de ter filhos porque ajudam em casa, porque a família quer netos/sobrinhos/etc ou porque se quer ter alguém que cuide de nós quando somos velhos é extremamente egoísta. Para isso contratam-se empregadas, ganha-se respeito próprio para dizer que não à família e vai-se para um lar/centro de dia na velhice. As pessoas estão finalmente a pensar a sério nas consequências de ter um filho em vez de terem só porque sim e porque é o esperado delas.

  19. Escola 300-600 paus num privado (público está atolado de alunos de bairros que só fazem merda).

    Comida em cada puto se os fores alimentar bem 200 paus, minimo. Fruta, proteina, massa, arroz, vegetais…

    Roupas e calcado até aos 18anos mete uns 20€/30€ por mês (n compras todos os meses, mas compras…)

    Um livrinho, um docinho, o pediatra, o creme, o remédio, a terapia… e gastas FÁCIL 800/1000 com um puto, e joga na inflação.

    Depois a geração dos boomers cagava os putos na escola, ia buscar, largava os a ver tv, e está fino, a preocupação era o jantar e as notas.

    Agora é evento todas as semanas na escola, festas dos putos no caralho, trabalhos de casa para os pais… etc…
    E sempre a pagar… a portagem, a gota, a roupa, a prenda do amigo.

    Está cada vez pior… e mais caro…

    E a sociedade transformou a parentalidade numa espécie de… trabalho extra… honestamente e a ser misógino… a culpa é das mulheres e da merda do instagram e dos pseudo-influenceres da parentalidade…

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