“Não há a noção que as prestações vão subir”, diz Presidente da Associação das Instituições de Crédito Especializado

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  1. O presidente da ASFAC considera que “as pessoas sabem que se aproximam tempos difíceis”, mas entende que esse é um conhecimento “transversal e geral,” e não uma noção de que “a prestação que hoje pagam de duzentos euros que vai passar a custar, por exemplo, duzentos e vinte”. “Eu acho que não há essa noção”, confessa. Mas não por falta de informação. “Quando as pessoas fazem um crédito à habitação, recebem uma simulação, que lhes diz quanto será a prestação se a taxa de juro subir 1%”, recorda. E questiona: “Alguém guarda essas simulação. Tenho dúvidas”, admite.

    Apesar do provável aumento dos das prestações de empréstimos com taxa variável, Gomes Pereira não receia um “tsunami” de crédito malparado. “Passámos por uma situação de grande dificuldade por parte das famílias e empresas em 2020 e verificámos que não houve um aumento do incumprimento, mesmo dos clientes que tiveram moratórias”, recorda. E agora o país está mais experiente. “Tivemos uma dupla vacina, a do covid e a de saber o que fazer para quem está em dificuldades”.

    Os últimos números do Banco de Portugal, relativos a janeiro de 2022, indicam que o endividamento dos particulares em créditos ao consumo e outros fins atinge 46,96 mil milhões de euros (parte de um total de 148,2 mil milhões, incluindo o crédito a habitação).

    O valor representa uma queda muito ligeira face ao um máximo histórico atingido em dezembro de 2021, insuficiente para reverter a tendência de crescimento que se verifica desde 2014. No verão desse ano, os particulares tinham um endividamento total de 35,86 mil milhões de euros em crédito ao consumo. Desde então o valor tem subido quase todos os meses, com duas exceções, o início da pandemia, em 2020, e a vaga mais intensa, registada no início de 2021.

  2. A paternnalização constante de entidades destas já enerva, e sinceramente, é incorreta. Se acham que se pôs tudo a comprar casas a taxa variável sem pés nem cabeça, estão um pouco sem noção. Desde 2011 que as alterações sucessivas ao financiamento têm criado um perfil de comprador muito mais restrito e atento: limitação ao montante máximo indexado ao valor do imóvel, valor mais elevado de entrada, redução da utilização de crédito pessoal para ser usado como entrada, limitação do prazo máximo em anos , etc etc, têm obrigad a maioria dos compradores a pensarem e bem o que devem fazer no momento de se agarrarem a uma prestação.

    No meu grupo de amigos, fomos 3 a comprar casa nos últimos 5 anos. nenhum tem rendimentos líquidos muito acima dos 1000€. Nenhum tem créditos formais com carros. Taxas de esforço estão nos 20% com taxa variavel. Capacidade de continuar a agar quase até ao dobro do que pagam pela prestação da casa mensalmente.

    Em resumo, sim, muita gente sabe que a prestação vai subir. Mas também o sabia quando contratualizou o rédito. E continua a conseguir pagar.

  3. A Euribor devia subir até aos 2% para acalmar este mundo.
    A inflação está em alta as empresas estão no ritmo desenfreado não vencem o trabalho.
    Este mundo precisa desaceleração um pouco e abrandar o ritmo e estabilizar a economia.

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