Deparamo-nos, mais uma vez, com o potencial desaparecimento de mais uma loja histórica e icónica da cidade de Lisboa.

A Ginginha Sem Rival está em risco novamente de fechar. E porquê? Porque os proprietários, (um grupo de investimento estrangeiro que comprou o prédio a um outro grupo de investimento estrangeiro), que transformaram o prédio num hotel, não querem renovar o contrato à pequena loja do rés do chão, que já em 2014, conseguiu um acordo com acordo de arrendamento aquando a abertura do hotel.

Para quem não vive em Lisboa, pode não interessar, mas quem cá vive sabe que este tipo de sítios é cada vez mais escasso, e sem eles, a cidade perde a graça e a autencidade que a fez colocar no mapa dos destinos atractivos.

Esperemos que a Câmara se mexa para conseguir preservar a cidade, mas suspeito que com a actual presidência, nada venha a ser feito.

Entretanto começaram a surgir avaliações negativas ao Hotel no Google à conta disso. Eu não sou de intrigas, mas como é que é aquele ditado? Quem não tem cão caça com gato?

by eremithermetic

17 comments
  1. O que é que uma Câmara pode fazer? Impedir que o dono do loja não possa não renovar? Pode ir conversar , tentando chamar a razão(para o lado sentimental da coisa), mas mais que isso? Não estou a ver

    O facto de ser loja histórica ou não , vai dar ao mesmo, se ao lado tiver uma loja 100% típica portuguesa com 1 ano de portas e lhe acontecer o mesmo, é para repetir? Ou como não é histórico já não se faz nada?

    Infelizmente é um caso onde os donos podem fazer o que quiserem e estão no seu pleno direito.

  2. Uma coisa que não me sai da cabeça há anos (alguns 7 ou 8) foi um velhote na Rua do Carmo a resmungar sozinho “já nem há um sítio para um gajo comer um bolo, fdx, crlh.,”

  3. Quem tiver pena que compre o prédio e depois arrende com prejuízo.

  4. O problema de perder as coisas típicas, uma por uma, substituídas por algo genérico moderno e bonito no instagram é que aos poucos a cidade vai perdendo a alma, o que a tornava única, e fica mais uma cidade europeia igual às outras. 

  5. Lisboa está a ficar como algumas outras cidades europeias, em que só ficam as vistas e os monumentos. Toda a parte de “cultura popular” desaparece. Fiquei com essa ideia em visitas recentes a Londres (centro), Nápoles e Marselha.

  6. Percebo a consternação, mas o titulo é um pouco extremo

  7. Estes caralhos de gravata vermelha especuladores golden merdas são os maiores parasitas desta década, tenho-lhes um nojo tão grande, que era a única coisa pela qual perdia a cabeça para lhes dar um valente selo nas trombas. São is responsaveis pela destruição das nossas comunidades e identidade das cidades. Dassssss

  8. Ponham um gajo do Bangladesh a gerir aquilo, que não fecha. E ele ainda abre mais duas ou três lojas na mesma rua

  9. Se fossem uns velhotes estavam todos a borrifar-se para o caso.

  10. Dizia há uns tempos a uns amigos que moram na Graça e que vêem o café da moda a abrir a cada semana o seguinte: Lisboa, aquela que conhecíamos está nos arredores. Algés, Linda-a-Velha, Odivelas, Moscavide, por aí fora, é onde se encontra aquilo tornou Lisboa uma referência. O centro é sabido que há muito se tornou numa Disneyland.

  11. Pah não sei se alguém se lembra do que era a baixa no final dos anos 90 e anos 2000 – absolutamente deprimente, edifícios abandonados, tudo a cair de podre. Não se podia meter os pés na zona do Intendente, só drogados. Não digo que isto seja muito melhor, mas acho que está bem mais activa e dinâmica do que era há umas décadas

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