
Capítulo inteiro sobre ameaças da extrema-direita em Portugal desapareceu na versão final do Relatório Anual de Segurança Interna
by Mountain_Beaver00s

Capítulo inteiro sobre ameaças da extrema-direita em Portugal desapareceu na versão final do Relatório Anual de Segurança Interna
by Mountain_Beaver00s
12 comments
>A versão final do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2024, apresentada esta segunda-feira aos deputados, não contém o capítulo ‘Extremismos e Ameaças Híbridas’, que constava nas páginas 35 a 39 da versão preliminar do RASI, a que o Expresso e outros órgãos de comunicação social tiveram acesso na última semana.
>Nesse capítulo eram descritas ameaças como as da presença em Portugal de um “chapter” [grupo] de uma organização extremista internacional “classificada como organização terrorista em listas nacionais de alguns países, e contra a qual foram já impostas sanções financeiras por incitamento e financiamento do terrorismo”. Segundo o documento, “esta organização realiza eventos internacionais, como concertos musicais, que se tornam locais de radicalização, recrutamento e financiamento das suas atividades, incluindo a produção de propaganda”. **E alertava para o facto de a falta de adoção de uma posição comum por parte dos países da União Europeia em relação a este tipo de grupos extremistas poder criar um maior à vontade para o desenvolvimento das suas atividades**.
>No mesmo capítulo também eram descritas outras ameaças contra a soberania nacional, como o da presença de influencers de extrema-direita que estão a cativar os mais jovens com os seus discursos nas redes sociais, como escreveu o Expresso na última semana.
>No total, havia pelo menos quinze referências diretas às ameaças da extrema-direita no relatório preliminar. Na versão final, passaram a ser três as referências diretas. Também a referência à presença da extrema-esquerda e de grupos anarquistas acabou por ser menor no documento (de oito para três). **Já as denominadas ameaças híbridas – como a de movimentos negacionistas e anti-sistema nascidos na pandemia e que ganharam outras ramificações após o período de confinamento – desapareceram por completo no relatório entregue aos deputados**. No preliminar, havia vários parágrafos sobre esses movimentos.
Deve ser isto a tal “manipulação política dos factos que os governos fazem para esconder a realidade do povo”, etc., etc., etc. Já nem se aguenta este *lobby* dos governos europeus para manipular as massas e prejudicar quem representa “o povo” e “o verdadeiro espírito nacional”.
Agora é esperar que a comunicação social faça o seu trabalho e questione as razões das alterações para o documento final.
Então por isso é que eu não encontrava nada apesar da Lusa dizer que ele existia.
https://old.reddit.com/r/portugal/comments/1jowaag/rasi_alerta_para_bra%C3%A7o_de_organiza%C3%A7%C3%A3o_extremista/mkuv5ar/
E que grupo internacional que organiza concertos é? Nunca ouvi falar.
Eu a pensar que seria sobre os 1143 e afinal deve ser uma banda skinhead qualquer que ninguem conhece.
A menos que o Varg ande a fazer tours e não dei por isso.
Depois querem que se confie nos dados do RASI, cheira muito a dados martelados…
Portanto, afinal quem controla os dados não é a esquerda, mas sim a direita.
O título está incompleto, já que também referências à presença da extrema esquerda e grupos anarquistas foram retiradas do relatório. O BE só se lembrou de questionar pelos de extrema direita
Que conveniente para certos partidos.
Alguém encontra/tem link para o relatório original?
Deve ser a tal extrema-direita que deixou entrar imigrantes cadastrados e cartéis em Portugal 😉
Existe uma organização de extrema-direita que actua em Portugal e muitos outros países com uma máscara de legitimidade que afasta *quase* todas as suspeitas.
Chama-se Nova Acrópole e intitula-se de « escola de filosofia ».
Descobri por acaso, andava a ver os tais cursos de filosofia que publicitam e achava aquilo muito a puxar para a astrologia e banha da cobra – a mítica ligação entre fascismo e superstição.
Pesquisei o nome do fundador, e… bingo.
Creio que a maioria dos que andam lá nem têm noção. Aparentemente, só escolhem pessoas com certas características para entrarem no tal « círculo íntimo » onde deixam cair a máscara.
EDIT: O reddit e restantes redes sociais parecem ter muito pouca informação sobre este tema – o brigading deve ser fortíssimo.
Já não há extrema direita em Portugal. São só sensações
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