“Talento a sair sem aviso” – Dá-lhes melhores condições que eles ficam.
Não me parece que esteja chateado. O que ele diz é um pouco ingénuo por ser apenas a perspectiva de liderança, mas é verdade que perdemos o contacto entre equipas e existem coisas boas/más no remoto.
Não vejo os meus colegas há mais de seis meses, e não sinto qualquer tipo de sinergia com malta que vive a milhares de km e existe apenas no zoom.
Sim, evito colegas tóxicos, mas também evito os bons. Há coisas que se perdem com a falta de contacto humano.
Assim que usam a palavra “talento” já sabemos que são CEO ou ex[inserir empresa tech que todos conhecem, mas na verdade ou só estagiei lá a pagar ou fui despedido por incompetência]
Se é talento a sair sem aviso, o problema não era o trabalho remoto de certeza.
Podem dar downvotes, mas não vejo nada de mal no que ele diz.
Cada um lê o que quer, mas ele não falou de lealdade, falou de conexão entre as pessoas, e nisso tenho de lhe dar toda a razão.
É efectivamente um problema do trabalho remoto.
Ainda mais quando se olha para o trabalho como um conjunto de pessoas a trabalhar individualmente para um objectivo comum, isto é também fomentado por estes CEOs, portanto não se podem queixar.
Não sei maninho CEO, eu trabalhando com a minha equipa que está toda espalhada no mundo até estamos bem e somos bastante unidos. Até estamos a planear um meet presencial daqui a uns meses.
Oh não, a cultura de não poder desligar do trabalho quando chego a casa, a lealdade de não ter vida pessoal e estar sempre de “pernas abertas” para o patrão para fazer horas extra, fins de semana e no fim receber uma palmadinha nas costas enquanto o “filho da p…atria” vai de férias para punta cana
O gajo espera lealdade quando trata os funcionários como escravos e oferece salários de 💩
Isto parece-me… razoável? Longe de mim defender CEOs, mas esta publicação não diz nada sobre presencial > remoto (pelo contrário) e fala de um problema real e que não se verifica só no mundo do trabalho, que é a perda do sentido de comunidade à medida que a sociedade e as pessoas e vão atomizando cada vez mais na era digital.
Tipo, sei que o estereótipo deste sub são loners reconvertidos para IT, mas de certeza que já repararam nisto, certo? Não é bom.
Mais um CEO que paga o mínimo, mas quer 200% de cada trabalhador e que os mesmos ainda esteja satisfeitos.
Que saudades de ir ao escritório e estar com a tv ligada e na conversa a manhã toda com os colegas e a produzir 0. /s
Sinceramente já trabalho remoto à mais de 8 anos, 4 deles com idas ao escritório e sempre que a coisa envolvia ir ao escritório eram sempre os dias em que gastava mais dinheiro e que era menos produtivo.
Claro que se criam relações e amizades mais facilmente, mas mesmo full remote é relativamente simples de haver encontros de team-building 1 ou 2x por ano.
As lideranças em Portugal têm algo que não é nada saudável. São elitistas, mesquinhas e não partilham riqueza. Ser maniento ou cheio deles mesmos ao mesmo tempo que se acham superiores a todos à sua volta não faz deles merecedores de lealdade ou dedicação.
Há excepções, mas normalmente é o retrato do CEO em Portugal.
Percebo parte do texto: de facto no trabalho há sempre uma componente social, que convém ser tb fomentada pelas chefias pois afinal durante 40 anos, passamos 1/3 da nossa vida com essas pessoas. Portanto criar um ambiente positivo e de entreajuda (e não um ambiente de chico espertos) é bom para todos.
Convém também dar boas condições às pessoas para que elas possam sentir-se apreciadas pelo seu trabalho (seja em salário, ou outras ajudas como seguros de saude, ou beneficios em tickets ensino, cresces, acções da empresa com desconto, etc…)
Acho o trabalho 100% remoto “mau”, pois perde-se mta ligação, torna-se dificil acompanhar os juniores e assim ensinar-lhes como as coisas são feitas. Mesmo com a partilha de ecras e “calls” é mais facil e mais rapido quando estamos literalmente ao lado da pessoa a explicar algo.
Por outro lado, com toda a tecnologia que temos hoje em dia, não me faz sentido em muitas industrias obrigar as pessoas a irem 5 dias por semana ao escritório.
Diria que o ideal seria que as pessoas tivessem que ir ao escritório 2 dias por semana:
– Isto permitiria manter o contacto entre as pessoas;
– Permitiria acompanhar os juniores e fazer as reuniões de Equipa
– E numa perspectiva de País, permitira:
1 – que muitas pessoas pudessem viver em zonas mais afastadas dos grandes centros (Lisboa e Porto onde estão a maioria das empresas), e assim retirar transito dessas áreas
2 – Levar mais riqueza para zonas mais despovoadas, e assim melhorar a economia de vilas e pequenas cidades
3 – Imaginem o que seria poder viver em Vendas Novas, Alcácer, Montemor o Novo, Santarém com menos transito, casas mais baratas dado que apenas teriamos de ir ao escritorio 2x por semana ?
Isso existe no presencial também.
Este pequeno é que vive num pequeno universo só dele.
Sempre que um CEO vier falar em perda de talento e enumerar tudo o que ele acha ser as razões, deveria publicar quanto paga aos “talentos ” que saíram.
Assim ficaria mais fácil jogarmos a razão e eu tenho certeza que em 98,28% dos casos estaria ligada ao salário.
As pessoas cuja personalidade é toda ela apenas e só trabalho sofrem bastante com trabalho remoto.
Se houvesse recompensa pelo esforço para todos e não apenas para ele, se calhar a lealdade estava garantida. O tempo de trabalhar apenas para aquecer acabou, o povo acordou e quer mais, ou melhor, merece mais, porque quem trabalha é a razão pela qual o ceo ganha o que ganha, porque o ceo não gera riqueza, quem trabalha sim.
Será “talento” o novo “colaborador”?
Os empregados não podem deixar o emprego sem avisar como aí se implica. Há uma coisa chamada lei que diz que a empresa terá que ser compensada caso os prazos de pré-aviso não sejam cumpridos.
Quanto ao resto, a mesma dúvida de sempre. Quando for preciso apertar o cinto, congelam-se os prémios a este CEO ou manda-se um departamento para o desemprego? A lealdade conquista-se.
CEO de que?
Verti uma lágrima
É fodido, por email não sabe tão bem apertar com as pessoas e fazer aquele bullying de escritório que os chefes e malta dos RH tanto gosta.
Já não me podes foder a cabeça pq estas calças são tecnicamente desportivas ou pq a Letícia de sales se sentiu ofendida pela minha t-shirt, o que podes fazer agora é ir p cona da tua mãe e deixar-me trabalhar em paz, seu filho da puta.
25 comments
Aqui somos todos uma família
Cringe 😬 paga ele um salário “leal”?
“Talento a sair sem aviso” – Dá-lhes melhores condições que eles ficam.
Não me parece que esteja chateado. O que ele diz é um pouco ingénuo por ser apenas a perspectiva de liderança, mas é verdade que perdemos o contacto entre equipas e existem coisas boas/más no remoto.
Não vejo os meus colegas há mais de seis meses, e não sinto qualquer tipo de sinergia com malta que vive a milhares de km e existe apenas no zoom.
Sim, evito colegas tóxicos, mas também evito os bons. Há coisas que se perdem com a falta de contacto humano.
Assim que usam a palavra “talento” já sabemos que são CEO ou ex[inserir empresa tech que todos conhecem, mas na verdade ou só estagiei lá a pagar ou fui despedido por incompetência]
Se é talento a sair sem aviso, o problema não era o trabalho remoto de certeza.
Podem dar downvotes, mas não vejo nada de mal no que ele diz.
Cada um lê o que quer, mas ele não falou de lealdade, falou de conexão entre as pessoas, e nisso tenho de lhe dar toda a razão.
É efectivamente um problema do trabalho remoto.
Ainda mais quando se olha para o trabalho como um conjunto de pessoas a trabalhar individualmente para um objectivo comum, isto é também fomentado por estes CEOs, portanto não se podem queixar.
Não sei maninho CEO, eu trabalhando com a minha equipa que está toda espalhada no mundo até estamos bem e somos bastante unidos. Até estamos a planear um meet presencial daqui a uns meses.
Oh não, a cultura de não poder desligar do trabalho quando chego a casa, a lealdade de não ter vida pessoal e estar sempre de “pernas abertas” para o patrão para fazer horas extra, fins de semana e no fim receber uma palmadinha nas costas enquanto o “filho da p…atria” vai de férias para punta cana
O gajo espera lealdade quando trata os funcionários como escravos e oferece salários de 💩
Isto parece-me… razoável? Longe de mim defender CEOs, mas esta publicação não diz nada sobre presencial > remoto (pelo contrário) e fala de um problema real e que não se verifica só no mundo do trabalho, que é a perda do sentido de comunidade à medida que a sociedade e as pessoas e vão atomizando cada vez mais na era digital.
Tipo, sei que o estereótipo deste sub são loners reconvertidos para IT, mas de certeza que já repararam nisto, certo? Não é bom.
Mais um CEO que paga o mínimo, mas quer 200% de cada trabalhador e que os mesmos ainda esteja satisfeitos.
Que saudades de ir ao escritório e estar com a tv ligada e na conversa a manhã toda com os colegas e a produzir 0. /s
Sinceramente já trabalho remoto à mais de 8 anos, 4 deles com idas ao escritório e sempre que a coisa envolvia ir ao escritório eram sempre os dias em que gastava mais dinheiro e que era menos produtivo.
Claro que se criam relações e amizades mais facilmente, mas mesmo full remote é relativamente simples de haver encontros de team-building 1 ou 2x por ano.
As lideranças em Portugal têm algo que não é nada saudável. São elitistas, mesquinhas e não partilham riqueza. Ser maniento ou cheio deles mesmos ao mesmo tempo que se acham superiores a todos à sua volta não faz deles merecedores de lealdade ou dedicação.
Há excepções, mas normalmente é o retrato do CEO em Portugal.
Percebo parte do texto: de facto no trabalho há sempre uma componente social, que convém ser tb fomentada pelas chefias pois afinal durante 40 anos, passamos 1/3 da nossa vida com essas pessoas. Portanto criar um ambiente positivo e de entreajuda (e não um ambiente de chico espertos) é bom para todos.
Convém também dar boas condições às pessoas para que elas possam sentir-se apreciadas pelo seu trabalho (seja em salário, ou outras ajudas como seguros de saude, ou beneficios em tickets ensino, cresces, acções da empresa com desconto, etc…)
Acho o trabalho 100% remoto “mau”, pois perde-se mta ligação, torna-se dificil acompanhar os juniores e assim ensinar-lhes como as coisas são feitas. Mesmo com a partilha de ecras e “calls” é mais facil e mais rapido quando estamos literalmente ao lado da pessoa a explicar algo.
Por outro lado, com toda a tecnologia que temos hoje em dia, não me faz sentido em muitas industrias obrigar as pessoas a irem 5 dias por semana ao escritório.
Diria que o ideal seria que as pessoas tivessem que ir ao escritório 2 dias por semana:
– Isto permitiria manter o contacto entre as pessoas;
– Permitiria acompanhar os juniores e fazer as reuniões de Equipa
– E numa perspectiva de País, permitira:
1 – que muitas pessoas pudessem viver em zonas mais afastadas dos grandes centros (Lisboa e Porto onde estão a maioria das empresas), e assim retirar transito dessas áreas
2 – Levar mais riqueza para zonas mais despovoadas, e assim melhorar a economia de vilas e pequenas cidades
3 – Imaginem o que seria poder viver em Vendas Novas, Alcácer, Montemor o Novo, Santarém com menos transito, casas mais baratas dado que apenas teriamos de ir ao escritorio 2x por semana ?
Isso existe no presencial também.
Este pequeno é que vive num pequeno universo só dele.
Sempre que um CEO vier falar em perda de talento e enumerar tudo o que ele acha ser as razões, deveria publicar quanto paga aos “talentos ” que saíram.
Assim ficaria mais fácil jogarmos a razão e eu tenho certeza que em 98,28% dos casos estaria ligada ao salário.
As pessoas cuja personalidade é toda ela apenas e só trabalho sofrem bastante com trabalho remoto.
Se houvesse recompensa pelo esforço para todos e não apenas para ele, se calhar a lealdade estava garantida. O tempo de trabalhar apenas para aquecer acabou, o povo acordou e quer mais, ou melhor, merece mais, porque quem trabalha é a razão pela qual o ceo ganha o que ganha, porque o ceo não gera riqueza, quem trabalha sim.
Será “talento” o novo “colaborador”?
Os empregados não podem deixar o emprego sem avisar como aí se implica. Há uma coisa chamada lei que diz que a empresa terá que ser compensada caso os prazos de pré-aviso não sejam cumpridos.
Quanto ao resto, a mesma dúvida de sempre. Quando for preciso apertar o cinto, congelam-se os prémios a este CEO ou manda-se um departamento para o desemprego? A lealdade conquista-se.
CEO de que?
Verti uma lágrima
É fodido, por email não sabe tão bem apertar com as pessoas e fazer aquele bullying de escritório que os chefes e malta dos RH tanto gosta.
Já não me podes foder a cabeça pq estas calças são tecnicamente desportivas ou pq a Letícia de sales se sentiu ofendida pela minha t-shirt, o que podes fazer agora é ir p cona da tua mãe e deixar-me trabalhar em paz, seu filho da puta.
Comments are closed.