🌹🪖🇵🇹🕊️ Acham que o espírito do 25 de Abril ainda está vivo — ou foi transformado num feriado como outro qualquer?

by Fine_Imagination_101

30 comments
  1. Para quase todos os portugueses sempre foi um feriado como outro qualquer.
    Só tem significado mesmo para quem faz ou fez parte do sistema no poder.

  2. Eu acho que desde que o Chega apareceu, começou a ser mais valorizado porque as pessoas não querem voltar “ao tempo da velha senhora”.

  3. Mesmo no dia em que houve a revolução o espírito não estava lá. As pessoas estavam na “festa” e não fossem os militares ainda estávamos em ditadura. Mesmo assim, a grande maioria dos militares queria estar no poder

  4. Morreu e perdeu todo o seu significado com a apropriação da Esquerda

    A Direita sempre quis participar, às vezes podia era não calhar nos dias certos, não dar jeito, etc. etc.

  5. agora é só um slogan apropriado para partidos políticos

  6. Para a maioria era e é, mais um feriado. Excepto hoje, hoje já a maioria entrou no espírito só porque se falou na questão dos festejos vs luto do papa.

  7. Sim, acredito que o espírito está bem vivo e isso viu-se na quantidade de pessoas que foi à manifestação no ano passado. Amanhã espero que se mantenha ou aumente. Desejo a todos um bom 25 de Abril, fascismo nunca mais!

  8. Está mais vivo do que alguma vez foi em décadas, como símbolo de resistência à proliferação de extrema direita 

  9. Eu acho que está mais que nunca.
    Até a extrema direita vai fazer uma festa com Salazar no espeto.

  10. Tendo em conta o que está a acontecer na Europa e nos EUA, acho que se vai voltar a dar o devido valor ao 25 de abril.

  11. Acho que está esquecido mas também acho normal que a sociedade se “esqueça”. Pensa que até há pessoal a negar que o holocausto aconteceu. É infeliz mas assim é.

  12. Do mesmo modo que o Natal é uma festa que se tornou numa oportunidade de capitalismo, o 25 de Abril é uma oportunidade de campanha para os nossos políticos fingirem que o que interessa é a democracia o povo português e não o seu proveito próprio.

  13. pergunta honesta de um estrangeiro que não conhece pormenores da revolução. Sei que não foi sangrento, mas o regime foi responsabilizado, por exemplo. os perpetradores foram presos e altos funcionários foram impedidos de participar na vida pública?

  14. Acho que é um dia que antes unia o povo ,e agora faz completamente o oposto .

  15. Quê ?? O 25 de abril foi aquela revolução em os soldados não possuiam ballas por isso usaram cravos nas espingardas ??

  16. 25 de Abril Sempre, Fascismo nunca mais! Viva a Liberdade, Viva Portugal 🇵🇹 🌹

  17. Olhando para as sondagens, parece que está cada vez mais a ser um “dia livre” que uma celebração pela liberdade, infelizmente.

  18. Está bem vivo.

    Claro que para o habitual cinismo do reddit português é isto e o outro e nada vale a pena nem tem qualquer signifcado.

  19. O espírito vai-se perdendo um pouco com o surgir de novas gerações que têm pouca noção do que significou o 25 de abril para nós portugueses, ouvem falar em revolução e cravos mas têm pouca noção do que era Portugal na ditadura ao ponto de já ter lido barbaridades de que naquela altura é que era bom. Eu nasci em 73 vivi apenas 1 ano na ditadura, mas sei o que os meus pais e sobretudo os meus avós passaram…hoje o tuga gosta de se queixar do SNS do subsídio de desemprego, do abono de família…na ditadura tinhas bola, nada disso existia, passava-se fome, as pessoas não eram livres, as mulheres eram basicamente escravas dos maridos com zero direitos. Faz falta a muita gente saber o que era o Portugal do antes para dar mais valor ao de agora.

  20. Ingénuo é aquele que acredita que ganhou uma total liberdade após o 25 abril.

  21. Acredito que não, no entanto acho de mau gosto por parte do povo português também não reconhecer o 25 de novembro.

  22. Quem esteve hoje no Arraial dos Cravos viu que ainda há muitos a valorizar a nossa liberdade! 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

  23. Temos e de ter mais orgulho em portugal, em nós portugueses e lutar mais por nós enquanto povo e cultura.

  24. O espírito está vivo, mas seriamente ameaçado pela direita, desde a mais chunga até à mais sonsa. Agora, só de uma assentada, esta até quer anular oficialmente o dia da liberdade e o dia do trabalhador, e substituir por uma versão do piquenicão, paga pelo contribuinte.

  25. Vão às celebrações numa câmara do PCP e digam-me que o 25 de Abril não está vivo! Claro que há uns que querem fazer do 25 de Abril uma data sem importância e totalmente desvirtuada, até igual uma qualquer data de um golpe falhado ou até de importância menor ao luto por uma figura religiosa que não nos toca a todos da mesma forma e que, ainda por cima, seria dos primeiros a defender o que essa data representa.

    Como ainda não é socialmente aceite ser contra o 25 de Abril, faz-se estas manobras e celebra-se uma “liberdade” em abstrato, sem nunca falar das conquistas concretas que vão muito para lá do direito a eleições livres e do fim da censura.

    O 25 de Abril nao foi um golpe de Estado, foi o início de uma revolução que teve como conquistas o fim de uma guerra fraticida que servia apenas o interesse de um punhado de famílias, o saneamento de fascistas das mais variadas instituições, o controlo popular sobre as terras e fábricas em que trabalhavam, a nacionalização das maiores e mais importantes empresas do país, incluindo toda a banca, companhias de seguros, tabaqueiras, cimenteiras, indústrias, o sector energético, etc., a elaboração e aprovação de uma constituição progressista, a fundação do sistema nacional de saúde, um enorme aprofundamento e democratização do poder local, enormes avanços na libertação da mulher, o direito à greve, a concretização da jornada de 8 horas (tecnicamente já conquistada mas nem sempre respeitada), o salário mínimo nacional, a conquista do direito a férias pagas, tal como a licença de maternidade, etc. Se beneficiam de algum destes direitos, lembrem-se de quem sempre as defendeu e mais lutou por elas, e lembrem-se que não nos foram dadas de bom grado por ninguém, mas conquistadas de forma revolucionária. E sim, conquistou-se também o direito de se ser comunista, pelo que muitos foram torturados, aprisionados e pagaram com a vida. Não são nem os que apagam estas conquistas dos seus discursos nem os que, como vários de vocês aqui nos comentários, desejam o fim e até a proibição de um partido como o PCP, que mantêm o 25 de Abril vivo. Convido-vos de novo a ir às celebrações do 25 de Abril das câmaras do PCP e vejam a diferença, vejam quem é que o mantém vivo.

    E para os que são a favor da regressão que se tem feito ao longo de 50 anos de todas estas conquistas, mas acham-se a favor de uma “liberdade” que só existe em abstrato: Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação, e quando pertencer ao povo o que o povo produzir.

  26. Vendo o país como está penso que o espírito já não é o mesmo. O país vendeu-se e o povo não luta para mudar nada. 

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