O esclarecimento do Luís Ismael (diretor da LighBox)

40 comments
  1. Listar folgas, banco de horas e folgas no dia de aniversário como benefícios que a empresa dá é só estúpido… 😒

    Edit: devia ter também mencionado os “horários não rígidos”

    Quanto aos períodos de formação, não sei o que está na lei quanto a serem obrigatórios ou não

  2. Quão diferente seria este esclarecimento se fosse alguém de relações publicas a escrever.

  3. Estas condições são algo de se gabar? Já agora, também fornecem papel higiénico nos WC ou têm uma quota por colaborador?

  4. Tenho a dizer, Luís Ismael, que não enganas ninguém.

    Gostas de usar expressões informais como “mama segura”, mas quando queres pedir desculpa e mostrar arrependimento tens que usar uma palavra cara tipo “contrição”.

    Expressão mama segura era só uma private joke, não foi dito com malícia… yeah right.

    Se ninguém consegue trabalhar respeitando os horários de trabalho, pagam horas extraordinárias. Tcharan!

    “Acordo de cavalheiros” não é feito com a linguagem que usaste no [email anterior](https://www.reddit.com/r/portugal/comments/ssfr58/isso_%C3%A9_real/). Cavalheiros não falam assim.

    [“Pugnamos por um bom ambiente de trabalho”.](https://c.tenor.com/W2RRZhtFDKQAAAAM/throw-our-heads-back-laughing.gif)

    “Conjunto de iniciativas” e metes na lista “horários não rígidos” (depois de fazeres parágrafo a explicar que é impossível, basicamente, respeitar os horários do trabalhador). You can’t make this hit up, people…

    “Pagamos 100 €/dia de trabalho extra” numa empresa que assume que é impossível não trabalhar extra basicamente diariamente… já tinham ido à falência, filho. Não cola. E no final o salário médio é 1200 €? Só em prémios deviam andar a pagar 1500 € a cada trabalhador, assumindo que metade dos dias teriam que fazer trabalho extra…

    *Cantas bem mas não me alegras, moço.*

  5. Viagens para o funcionário do ano e bilhetes para a bola a sortear? Que anedota….

    Muito motivador para quem não recebe tal sorte na vida. Trabalhar que nem um escravo e no fim a sorte ditará se mereces o prêmio.

    Isto é acenar com o osso ao cão… Uma vergonha

  6. Ui, calminha que ele da folga no dia de aniversario e tem zona gaming, assim nao ha atl que resista

  7. Mas como é que uma empresa de 20 pessoas tem tanto drama no Reddit? É por ser do Tone?

  8. Típico discurso somos todos uma família, dêem as mãos e oremos nesta noitada de trabalho para o chefão encher o cu.

  9. O damage control tá forte. Existe uma grande possibilidade de estes benefícios todos serem mentira, até porque desativou os comentários.

  10. Se querem funcionários para TRABALHAREM sempre e quando for necessário, então um bom ponto de partida é não serem completos idiotas e enviarem emails daqueles para uma EQUIPA!

    É que aquele email já está cá fora e não é preciso ser-se um génio para se perceber o que ele significa. Na minha opinião era rua para quem escreve isso embora infelizmente este é o tipo de liderança medíocre que temos no país e no mundo.

  11. Abusam dos trabalhadores, mas pelo menos têm “benefícios” fofinhos para inglês ver. 🤡

    A ACT anda a dormir, ou então este gajo é só connects, que não descarto de todo. Realmente é exímio no que trata a chular o estado para providenciar as óptimas condições de trabalho pelas quais se pugna. Com ~~ditadores~~ gestores assim é que o país não anda para a frente.

  12. Área social com zona de gaming, fantástico! Deve ser uma mesa com uma caixa de scrabble onde faltam metade das peças.

  13. eheheh lindo

    Agora se quisessem mesmo vergar a produtora , bastava ir a traz dos clientes dela , das grandes marcas que trazem o grosso do trabalho. Devia ser motivo de vergonha trabalhar com esta produtora , ai sim vergavam o gajo e mandavam uma mensagem que é bem necessária no audiovisual em Portugal

    Agora como as coisas são neste pais , mais uns meses ninguém se lembra disto e ele continuam a faturar .

  14. Algumas das iniciativas que promovem o “bem-estar” na LightBox

    * Folgas
    * Banco de horas
    * Horários não rígidos
    * …

    **art. 232.º do Código do Trabalho** – “…O trabalhador tem direito, no mínimo, a um **dia de descanso** por semana…”

    **artigo 208.º do Código do Trabalho** – “…os regimes de bancos de horas podem ser instituídos por instrumento de regulamentação…”

    **artigo 203.º n.º 1 -** “O período normal de trabalho não pode exceder oito horas por dia e quarenta horas por semana”

    ​

    Adoro quando o empreendedor ***”bate-punho” anti-“mama segura”*** vende a ideia de bem-estar como sendo um produto do ambiente e cultura únicas da sua empresa. Quando na verdade está a embrulhar artigos do código trabalho com o papel de embrulho (e fitinha) das ***”iniciativas” que visam o bem-estar.***

    O **Luís** “esta empresa não é das 9 às 5” **Ismael** é uma jóia de moço!!!

    PS: Mencionei que eles dão folga no dia de aniversário ?

  15. Conjunto de iniciativas qure tem com intuito proporcionar bem-estar dos funcionários:

    – Folgas
    – Banco de Horas
    – Períodos de Formação

    Alguém me corrija se estiver errado, mas não é obrigatório ter pelo menos 2 dias de folgas, quer sejam consecutivos ou não, banco de horas e 30h de formação anual??

  16. Eu gostava de saber como é que uma empresa que sobrevive em grande parte graças a subsídios e foi tão prejudicada com uma pandemia, consegue ter tantas regalias para os funcionários.

  17. Trabalhei na LB por volta de um ano e meio, ente 2017 e 2018. O que posso dar de perspetiva em primeira mão é o seguinte:

    – O ambiente era informal e nada profissional. Isso significa que tanto momentos de piada e descontração, como de “bullying” e abuso psicológico, eram a rotina.

    – Entrei por 850 euros a recibos verdes, e quando sai recebia 900. Outros colegas recebiam menos, alguns por volta dos 700 e poucos euros.

    – No projeto específico no qual iniciei o trabalho estiveram entre 8-10 pessoas, apenas uma delas não estava (na época) a recibos verdes.

    – Todos batiam o ponto de entrada e saída em um ponto biométrico. O contrato mencionava o uso deste controlo diretamente, e salientava que o trabalhador não estava estritamente obrigado a respeitar um horário.

    – Fui uma das pessoas que recebeu um e-mail no qual o Luís disse que a próxima vez que algum patrimônio da empresa fosse avariado por negligência, todos os funcionários teriam seus salários descontados de maneira indiscriminada para pagar o prejuízo (creio que na ocasião um funcionário teria partido uma peça importante de uma das carrinhas do estúdio).

    – Durante uma reunião com toda a equipa, me causou grande impressão quando o coordenador dos grafistas disse a plenos pulmões e com certa raiva que, se pudesse, ameaçaria os grafistas com suspensão dos salários para ver se “tomavam jeito”.

    – Um ponto de opinião pessoal: este coordenador, e não o próprio Luís (que, como realizador, passava grande parte do tempo em filmagens nos estúdios e locais externos, e não propriamente onde estavam os grafistas), era responsável por grande parte do ambiente tóxico.

    – Estava presente quando o tal software de monitoramento foi inicialmente instalado nas máquinas. Na época a justificativa foi de que aquilo era necessário para que a empresa pudesse passar orçamentos mais “precisos” aos clientes. O software realmente tirava prints da tela várias vezes durante o dia.

    – Logo no começo do meu tempo na LB, presenciei uma “inspeção” do trabalho na produtora (não me recordo se se tratava da ACT). Fui orientado pela gerente sobre o que dizer, e que não deveria mencionar um dos funcionários (que esteve fisicamente escondido durante a inspeção). A gerente esteve presente na sala durante minha conversa com os fiscais.

    – Os funcionários que trabalhavam as peças dos clientes maiores (particularmente Sonae/Continente) realmente ficavam até depois da meia-noite e regressavam logo pela manhã, durante vários dias seguidos, particularmente durante as temporadas de “pico”. Lembro-me que “pagar o jantar” para os que faziam este horário era um ponto de orgulho para a empresa.

    – Os prémios de funcionário do ano e “cut the crap”; as folgas no aniversário (bem como uma breve celebração com bolo e bebida no dia anterior no estúdio no dia anterior, para todos); a distribuição de bilhetes para as partidas de futebol, uma bela festa de São João com sardinhada e outros comes e bebes à discrição e uma bela festa de final de ano com restaurante fechado só para os funcionários também fazem parte da realidade da empresa (ao menos no tempo que lá estive).

    Embora até tenha algum cabimento dizer que o Luís trata a sua empresa como um “pequeno ditador”; eu honestamente acho que uma descrição mais precisa é dizer que ele trata a empresa como uma casa de família, na qual os funcionários são os filhos que devem ser muito gratos por ter um teto sobre as suas cabeças, uma “mesada” todo mês e até uns “mimos” que ele, como amoroso pai de grande coração, é muito bondoso em dar.

    O problema é que uma empresa não é uma família, e as leis laborais não são um conjunto de orientações pedagógicas que o pai pode escolher não seguir conforme o seu julgamento pessoal do que é certo ou errado. Acreditar que “alertar de forma frontal” de que ali se cometem crimes contra o trabalho de alguma maneira o exime da responsabilidade de cumprir as leis do país, a mim demonstra que o homem vive num universo um pouco paralelo.

    Enfim, particularmente vejo o Luís como uma pessoa que conquistou muito a partir de quase nada, num setor no qual este tipo de realização é absurdamente difícil; e isto lhe deve ter custado sacrifícios imensos, e daí advém o desdém que ele tem por qualquer pessoa que faça “queixinhas” por ter de fazer algo que ele vê como uma pequena fração do próprio esforço.

    O problema é que ele parece simplesmente incapaz de imaginar que o projeto e os sonhos dele são mesmo só dele; e que a maior parte das pessoas que está ali a trabalhar quer mais é pagar as suas contas no final do mês e ter tempo para viver suas vidas.

  18. Efeito Will Smith. Depois da ilusão ficcional, quando um gajo vê como eles são na realidade, aterra-se a fundo no chão.

  19. “Banco de horas”. Fode-te tu e o banco de horas. As horas extras sao para ser pagas. Merda de patroes

  20. Acho piada às empresas que acham normal usar perks de merda tipo “zona de gaming” ou “matraquilhos” et al, como resposta a ambientes tóxicos ou exigência de horas de trabalho ridículas… Não é nada red flag..

  21. Eu ia mandar aqui umas bocas de como apostava que o sr. Luís não ganha 1200€ por mês e q portanto faça ele as horas extraordinárias mas depois vi que tinham zona de gaming e aí sim senhor, grande empresa p trabalhar.

    Se o Luís se lembra de oferecer fruta na empresa aos colaboradores torna-se a maior produtora deste país.

  22. E é esta produtora que o IL escolhe para fazer os seus ads…. pqp

    Talvez isto seja o exemplo de “Liberdade” que procuram no mercado de trabalho.

    Só faltava o homem pedir a baixa de IRC e do IVA às empresas para pagar melhor aos escravos

  23. Disclaimer: trabalho na área e já visitei a Lightbox, nunca trabalhei diretamente com eles nem para a Lightbox. Não é para criar uma guerra entre Norte e Sul, é a minha opinião e experiência de 18 anos a trabalhar em audiovisuais sedeado a Norte.

    O grande problema dele neste caso é ser uma empresa do Porto.
    Na área dos audiovisuais o cenário é semelhante ou pior nas restantes produtoras da zona. Comparando-as, a Lightbox até tem condições de trabalho relativamente boas e é um caso fora de série a nível de produção audiovisual fora de Lisboa, com uma carteira de clientes que qualquer produtora do Sul teria orgulho em ter.
    Nesta área de trabalho as oportunidades a Norte são infinitamente inferiores às oportunidades que existem na capital.

    Em Lisboa não é muito diferente, mas no geral o ordenado é superior, sei de casos que provavelmente são piores.
    Quanto a patrões broncos há de Norte a Sul, a Lightbox está a ser visada principalmente devido ao seu posicionamento geográfico.

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