o que vale é que em portugal recebemos todos 5000 limpos por mês, agora no luxemburgo eles só recebem uns 800 miseros euros … lol
Quando vejo estes posts sempre me lembro do meu primeiro dia de trabalho fora de Portugal. Em 2015 fui fazer um estágio Erasmus numa empresa de traduções em Málaga e quando chega a hora de sair, eu continuo sentado na cadeira porque tinha interiorizado que era má educação sair a horas e tinha sempre de dar 30 minutos à casa (já tinha tido experiências de trabalho em Portugal).
Nisso, um dos meus colegas levanta-se para sair, vê que eu continuo a trabalhar e diz-me “Se vais ficar aqui a dormir, eu posso trazer-te uma almofada” e foi aí que eu me dei conta do absurdo a que tinha sido acostumado: Se existem horas definidas para entrar também tem de existir para sair.
Depois disso ainda voltei para Portugal mas a empresa onde trabalhava impunha horas extras (pelo menos 1h ao dia) por isso aguentei só um par de meses e voltei a sair do país porque sinceramente já nem me conseguia acostumar a essa rotina. E sinceramente, parece-me que as 37.5 horas ainda me parecem pouco porque conheço gente que faz bem mais de 50 por semana.
Como português emigrado na Holanda há mais de uma década, e conhecendo ambos os ambientes laborais, digo apenas: BS
Falar de “horário de trabalho” no século XXI é um anacronismo neomarxista que não faz qualquer sentido.
Devíamos debater produtividade e não horário de trabalho. Quando debatermos produtividade, podem os trabalhadores até trabalhar da praia remotamente, que no final do ano, o que conta são os objetivos cumpridos.
Se começássemos a medir de forma rigorosa a produtividade, iríamos perceber que há muita gentinha que não trabalha ou faz de conta.
Muito pouca gente anda a manter esta merda toda.
Seria muito mais fácil acabar com os trabalhos ou tarefas da treta, reduzir o número de horas diárias de trabalho, e dividir o mal pelas aldeias.
Essa estatística é má. Porque leva a interpretações erradas. O que as pessoas lêem aí é “quantas horas trabalha realmente um trabalhador a tempo inteiro”. Mas não é esse o número reportado.
Países como a Holanda onde há muita gente que trabalha em horário parcial (20h, 32h, 36h) fazem descer essa estatística. Estas pessoas recebem menos do que um trabalhador a tempo inteiro (40h).
Fazer inferências sobre as horas a mais que se trabalham aqui ou ali para além das contractualizadas é errado.
9 comments
Impostos ocidentais, qualidade de vida de leste!
Ah o bom velho r/PORTUGALCYKABLYAT
o que vale é que em portugal recebemos todos 5000 limpos por mês, agora no luxemburgo eles só recebem uns 800 miseros euros … lol
Quando vejo estes posts sempre me lembro do meu primeiro dia de trabalho fora de Portugal. Em 2015 fui fazer um estágio Erasmus numa empresa de traduções em Málaga e quando chega a hora de sair, eu continuo sentado na cadeira porque tinha interiorizado que era má educação sair a horas e tinha sempre de dar 30 minutos à casa (já tinha tido experiências de trabalho em Portugal).
Nisso, um dos meus colegas levanta-se para sair, vê que eu continuo a trabalhar e diz-me “Se vais ficar aqui a dormir, eu posso trazer-te uma almofada” e foi aí que eu me dei conta do absurdo a que tinha sido acostumado: Se existem horas definidas para entrar também tem de existir para sair.
Depois disso ainda voltei para Portugal mas a empresa onde trabalhava impunha horas extras (pelo menos 1h ao dia) por isso aguentei só um par de meses e voltei a sair do país porque sinceramente já nem me conseguia acostumar a essa rotina. E sinceramente, parece-me que as 37.5 horas ainda me parecem pouco porque conheço gente que faz bem mais de 50 por semana.
Como português emigrado na Holanda há mais de uma década, e conhecendo ambos os ambientes laborais, digo apenas: BS
Falar de “horário de trabalho” no século XXI é um anacronismo neomarxista que não faz qualquer sentido.
Devíamos debater produtividade e não horário de trabalho. Quando debatermos produtividade, podem os trabalhadores até trabalhar da praia remotamente, que no final do ano, o que conta são os objetivos cumpridos.
Se começássemos a medir de forma rigorosa a produtividade, iríamos perceber que há muita gentinha que não trabalha ou faz de conta.
Muito pouca gente anda a manter esta merda toda.
Seria muito mais fácil acabar com os trabalhos ou tarefas da treta, reduzir o número de horas diárias de trabalho, e dividir o mal pelas aldeias.
Essa estatística é má. Porque leva a interpretações erradas. O que as pessoas lêem aí é “quantas horas trabalha realmente um trabalhador a tempo inteiro”. Mas não é esse o número reportado.
Países como a Holanda onde há muita gente que trabalha em horário parcial (20h, 32h, 36h) fazem descer essa estatística. Estas pessoas recebem menos do que um trabalhador a tempo inteiro (40h).
Fazer inferências sobre as horas a mais que se trabalham aqui ou ali para além das contractualizadas é errado.
Deixa-me rir.
Escreveram mal 40
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