Já pensaram que se não fosse preciso 1 ano para retirar um rendeiro que não paga a renda da casa, haveriam mais casas no mercado de arrendamento?
Para mim isso é ainda mais relevante do que a questão fiscal. Porque neste estado de coisas, toda a gente com casas prefere fazer AL ou vender. Arrendar é um perigo.
Portanto estamos a assumir, que e mais rentável ter uma casa fechada do que a ter no mercado de arrendamento.
Ao mesmo tempo andamos a dizer que os senhorios são todos uns ***.
Decidam se.
Pessoas com casas vazias ou múltiplas casas deviam pagar 10x mais impostos.
Concordo.
Precisamos de um conjunto de medidas alargado.
– Baixar impostos sobre a construção e habitação. IVA 6% já discutido tantas vezes. Diminuir burocracias das câmaras. Deixar de inventar impostos sobre a habitação e propriedade.
– Diminuir os requerimentos de construção, mais medidas como os terrenos rústicos.
– Refazer e legislar a habitação pública. Para quem existe? Para dar? Para alugar? Contratos, deveres e direitos bdm legislados. Colocar o IHRU a funcionar como uma agência instituto profissional. Que consiga manter os edifícios com as rendas que recebe. Que a habitação pública não se torne em custo público constante. Identificar e reabilitar o que o estado já tem.
Sinceramente precisamos de boom de casas “baratas” como anos 90. Nem que a qualidade de construção diminua. Precisamos de rápido e barato durante 10 anos. Precisamos crescer.
Se ja agora as casas são mais rentáveis vazias (culpa da lentidão dos despejos e da justiça), imaginem se ainda por cima tivéssemos os tectos às rendas que o BE e o Livre querem
E eu a pensar que era culpa exclusiva dos banglas a viver 50 sob o mesmo tecto
Agora temos arquitetos a falar sobre economia? 🙂
Se uma casa vazia é mais rentável que arrendar, então ajnda temos que agradecer aos senhorios 🙂
E infelizmente, qualquer partido que proponha o contrário disto é imediatamente apelidado de extrema-esquerda. Extremo é as pessoas não conseguirem ter casa.
É necessário fazer tudo para extinguir a especulação imobiliária, proibindo fundos de investimento, revogando licenças de AL, acabando com os vistos gold, e construindo habitação pública. Só assim se pode acabar com a procura não-habitacional e oferecer concorrência ao mercado privado que possa baixar os preços.
Em vez de inventarem soluções para saber se a casa está devoluta ou não e como cada cidadão só pode ter uma residência fiscal porque não haver 2 valores de IMI: Um valor baixo se é residência fiscal de alguém e um valor varias vezes superior se não for residência fiscal de ninguém.
As finanças sabem disso e seria justo que á custa de quem tem várias casas, reduzir o IMI a quem apenas tem uma casinha para a qual trabalhou ou terá de trabalhar a vida toda.
Ah! mas foi uma herança e tal… Aluga e passa a ter uma residência fiscal.
Enquanto o País continuar a ver a habitação como um ativo imobiliário e não um direito, estamos a condenados a este jogo de monopólio.
Aumentar o IMI de segundas casas no mesmo distrito!
Volto a dizer, pela enésima vez… Por o estado a construir em massa e a vender só preço de custo + taxa de risco. Só podem comprar nacionais individuais (exclui empresas e fundos) e só podem ser vendidas passados x anos. Bairros planeados, com transportes, parques e comércio
Ui, já vai ser apelidado de extrema-esquerda…
As casas deviam ser tratadas precisamente como mercadorias, produtos para consumo. E isso passa pela liberalização da produção.
Os solos, na outra mão, não são produtos; um imposto sobre o valor do solo/localização, sem melhorias, até ao valor de renda que teria no mercado não reduziria a oferta, não desincentivaria o melhoramento (construção), e até acabaria com o seu uso na qualidade de puro investimento especulativo.
É impressionante como o “dividir para conquistar” continua a ser eficaz.
O Estado enterrou não se sabe o valor ao certo, cerca de 4 mil milhões do dinheiro do contribuinte na TAP, o Estado anda a dar casas a “famílias numerosas” e a migrantes. Casas pagas com dinheiro do contribuinte.
O Estado e a Santa Casa da Misericórdia são os maiores detentores de casas em devoluto mas, o pessoal gosta de atacar é a propriedade privada dos outros.
O mais provável é que recebeu de herança, pode até nem ter muitas condições financeiras, pode quer manter a casa dos pais para o projeto futuro e o pessoal é deve pagar 10x IMI deve isto, deve aquilo.
O problema da habitação, não é por causa dos privados é por causa desta fantochada de portas abertas que fez disparar as rendas e o preço das casas.
Se o governo:
* facilitasse o despejo (ou seja, quem nao paga)
* adicionasse devolucoes/beneficios de IRS aos inquilinos pagadores (vamos imaginar que por cada ano consecutivo SEM NUNCA FALHAR pagamentos, terias direito a uma devolucao de 5% do teu valor de renda, até um maximo de 5 anos)
* adicionasse beneficios de IRS aos senhorios por usarem contratos de arrendamento, por exemplo devolucao de 5% de impostos de arrendamento, ou reducao de IMI nessa casa, por cada ano consecutivo de contrato de arrendamento
Reduziam em muitos os stresses, aumentava o numero de contratos, aumentava a confianca do inquilino E do senhorio.
As casas sao mais rentaveis vazias porque despejar um nao pagador demora mais de um ano quando deveria demorar no maximo 1 mes. É ridiculo. Nao tenho casa para alugar, mas com estas leis tambem nao as punha a arrendar.
Edit: Uma outra sugestao seria incentivar os senhorios a terem contratos com o mesmo arrendatario durante longos periodos. Nao necessariamente contratos de 5 anos, mas sim por exemplo devolver X% dos impostos se o teu inquilino já estiver na tua casa há muito tempo (exemplo: no total, mais de 4 anos, mais de 8 anos, etc)
Isso mais uma vez só pensamos que problema são os senhorios e o investimento que tem recuperado o nosso património a cair de podre, e que tal em vez de sermos ressabiados por incentivos para senhorios/ proprietários colocarem mais casas no mercado? Que tal mais proteção aos senhorios? sim aos senhorios ! Enquanto não percebermos que temos um problema de oferta e andarmos com a mesma lógica ressabiada de sempre isto não vai lá …
Este arquiteto é **o único comentador** que fala sobre a realidade do que se está a passar e é um tipo super moderado. E isto dito por mim que há anos que denuncio a situação da habitação em Portugal.
> *O arquiteto Tiago Mota Saraiva afirma que construir mais casas não vai, por si só, resolver a dificuldade no acesso à habitação, e defende que esta medida tem de ser acompanhada por outras que forcem a colocação de casas no mercado.*
Imaginem rentabilidades de 2 dígitos sem alugar, é algo concreto, que existe, podem verificar que está lá, não desaparece numa crise, facilmente transacionavel
Comparação:
– depósito a prazo: 0% a 4%, risco mínimo…se confiarem na banca, garantia de capital só até 100k
– obrigações: 1% a 5%, com risco moderado ou baixo
– certificados de aforro) tesouro: 0,5 a 5 %, baixo risco
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Já pensaram que se não fosse preciso 1 ano para retirar um rendeiro que não paga a renda da casa, haveriam mais casas no mercado de arrendamento?
Para mim isso é ainda mais relevante do que a questão fiscal. Porque neste estado de coisas, toda a gente com casas prefere fazer AL ou vender. Arrendar é um perigo.
Portanto estamos a assumir, que e mais rentável ter uma casa fechada do que a ter no mercado de arrendamento.
Ao mesmo tempo andamos a dizer que os senhorios são todos uns ***.
Decidam se.
Pessoas com casas vazias ou múltiplas casas deviam pagar 10x mais impostos.
Concordo.
Precisamos de um conjunto de medidas alargado.
– Baixar impostos sobre a construção e habitação. IVA 6% já discutido tantas vezes. Diminuir burocracias das câmaras. Deixar de inventar impostos sobre a habitação e propriedade.
– Diminuir os requerimentos de construção, mais medidas como os terrenos rústicos.
– Refazer e legislar a habitação pública. Para quem existe? Para dar? Para alugar? Contratos, deveres e direitos bdm legislados. Colocar o IHRU a funcionar como uma agência instituto profissional. Que consiga manter os edifícios com as rendas que recebe. Que a habitação pública não se torne em custo público constante. Identificar e reabilitar o que o estado já tem.
Sinceramente precisamos de boom de casas “baratas” como anos 90. Nem que a qualidade de construção diminua. Precisamos de rápido e barato durante 10 anos. Precisamos crescer.
Se ja agora as casas são mais rentáveis vazias (culpa da lentidão dos despejos e da justiça), imaginem se ainda por cima tivéssemos os tectos às rendas que o BE e o Livre querem
E eu a pensar que era culpa exclusiva dos banglas a viver 50 sob o mesmo tecto
Agora temos arquitetos a falar sobre economia? 🙂
Se uma casa vazia é mais rentável que arrendar, então ajnda temos que agradecer aos senhorios 🙂
E infelizmente, qualquer partido que proponha o contrário disto é imediatamente apelidado de extrema-esquerda. Extremo é as pessoas não conseguirem ter casa.
É necessário fazer tudo para extinguir a especulação imobiliária, proibindo fundos de investimento, revogando licenças de AL, acabando com os vistos gold, e construindo habitação pública. Só assim se pode acabar com a procura não-habitacional e oferecer concorrência ao mercado privado que possa baixar os preços.
Em vez de inventarem soluções para saber se a casa está devoluta ou não e como cada cidadão só pode ter uma residência fiscal porque não haver 2 valores de IMI: Um valor baixo se é residência fiscal de alguém e um valor varias vezes superior se não for residência fiscal de ninguém.
As finanças sabem disso e seria justo que á custa de quem tem várias casas, reduzir o IMI a quem apenas tem uma casinha para a qual trabalhou ou terá de trabalhar a vida toda.
Ah! mas foi uma herança e tal… Aluga e passa a ter uma residência fiscal.
Enquanto o País continuar a ver a habitação como um ativo imobiliário e não um direito, estamos a condenados a este jogo de monopólio.
Aumentar o IMI de segundas casas no mesmo distrito!
Volto a dizer, pela enésima vez… Por o estado a construir em massa e a vender só preço de custo + taxa de risco. Só podem comprar nacionais individuais (exclui empresas e fundos) e só podem ser vendidas passados x anos. Bairros planeados, com transportes, parques e comércio
Ui, já vai ser apelidado de extrema-esquerda…
As casas deviam ser tratadas precisamente como mercadorias, produtos para consumo. E isso passa pela liberalização da produção.
Os solos, na outra mão, não são produtos; um imposto sobre o valor do solo/localização, sem melhorias, até ao valor de renda que teria no mercado não reduziria a oferta, não desincentivaria o melhoramento (construção), e até acabaria com o seu uso na qualidade de puro investimento especulativo.
É impressionante como o “dividir para conquistar” continua a ser eficaz.
O Estado enterrou não se sabe o valor ao certo, cerca de 4 mil milhões do dinheiro do contribuinte na TAP, o Estado anda a dar casas a “famílias numerosas” e a migrantes. Casas pagas com dinheiro do contribuinte.
O Estado e a Santa Casa da Misericórdia são os maiores detentores de casas em devoluto mas, o pessoal gosta de atacar é a propriedade privada dos outros.
O mais provável é que recebeu de herança, pode até nem ter muitas condições financeiras, pode quer manter a casa dos pais para o projeto futuro e o pessoal é deve pagar 10x IMI deve isto, deve aquilo.
O problema da habitação, não é por causa dos privados é por causa desta fantochada de portas abertas que fez disparar as rendas e o preço das casas.
Se o governo:
* facilitasse o despejo (ou seja, quem nao paga)
* adicionasse devolucoes/beneficios de IRS aos inquilinos pagadores (vamos imaginar que por cada ano consecutivo SEM NUNCA FALHAR pagamentos, terias direito a uma devolucao de 5% do teu valor de renda, até um maximo de 5 anos)
* adicionasse beneficios de IRS aos senhorios por usarem contratos de arrendamento, por exemplo devolucao de 5% de impostos de arrendamento, ou reducao de IMI nessa casa, por cada ano consecutivo de contrato de arrendamento
Reduziam em muitos os stresses, aumentava o numero de contratos, aumentava a confianca do inquilino E do senhorio.
As casas sao mais rentaveis vazias porque despejar um nao pagador demora mais de um ano quando deveria demorar no maximo 1 mes. É ridiculo. Nao tenho casa para alugar, mas com estas leis tambem nao as punha a arrendar.
Edit: Uma outra sugestao seria incentivar os senhorios a terem contratos com o mesmo arrendatario durante longos periodos. Nao necessariamente contratos de 5 anos, mas sim por exemplo devolver X% dos impostos se o teu inquilino já estiver na tua casa há muito tempo (exemplo: no total, mais de 4 anos, mais de 8 anos, etc)
Isso mais uma vez só pensamos que problema são os senhorios e o investimento que tem recuperado o nosso património a cair de podre, e que tal em vez de sermos ressabiados por incentivos para senhorios/ proprietários colocarem mais casas no mercado? Que tal mais proteção aos senhorios? sim aos senhorios ! Enquanto não percebermos que temos um problema de oferta e andarmos com a mesma lógica ressabiada de sempre isto não vai lá …
Este arquiteto é **o único comentador** que fala sobre a realidade do que se está a passar e é um tipo super moderado. E isto dito por mim que há anos que denuncio a situação da habitação em Portugal.
> *O arquiteto Tiago Mota Saraiva afirma que construir mais casas não vai, por si só, resolver a dificuldade no acesso à habitação, e defende que esta medida tem de ser acompanhada por outras que forcem a colocação de casas no mercado.*
Imaginem rentabilidades de 2 dígitos sem alugar, é algo concreto, que existe, podem verificar que está lá, não desaparece numa crise, facilmente transacionavel
Comparação:
– depósito a prazo: 0% a 4%, risco mínimo…se confiarem na banca, garantia de capital só até 100k
– obrigações: 1% a 5%, com risco moderado ou baixo
– certificados de aforro) tesouro: 0,5 a 5 %, baixo risco
– ouro: 10%, algum risco, mprevisibilidade
– ETF/ações: 10%, risco elevado /moderado, imprevisibilidade
(As percentagens são de cabeça, mas não estarão longe)
Que investimento é melhor do que investir em casas (vazias) para o mesmo perfil de lucro/risco?
Também aposto que tens algum astrónomo a dizer que a terra é plana, com as rendas como estão essa afirmação é de rir.
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