Fora quando surgiu o COVID, em Portugal (e não só) os salários não têm aumentado ao mesmo ritmo que a produtividade.

Isto para mim são provavelmente um dos dados mais importantes da sociedade moderna. Mostra como os trabalhadores têm sido prejudicados (para não dizer roubados). Mostra a causa da deterioração da qualidade de vida das pessoas. Mostra que a sociedade podia ser mais igual. E mostra que aqueles que dizem que basta crescimento económico para ajudar as pessoas e aumentar os salários, estão a atirar areia para os olhos.

Fonte: https://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2024/01/para-alem-da-controversia-fabricada-os.html

by RomesHB

15 comments
  1. Se os preços do produtos não subiram, então é normal que os salários não tenham subido. O que quero dizer é: lá porque se produziu mais, não quer dizer que os lucros aumentaram do mesmo modo

  2. Sinceramente estava à espera de uma correlação pior sabendo de estudos semelhantes feitos sobre os Estados Unidos. O que me parece é que existi-o por volta de 2009 uma crise/correção que ficou até 2016, mas de resto a correlação não é má.

  3. Talvez faça falta a curva da carga fiscal e outros custos sobre a produção (IVA da electricidade, custos de capital, etc)

  4. Tens valores absolutos? Estes valores indexados podem enganar… por exemplo se colocares 2016 como baseline parece que os salários aumentaram mais do que a produtividade

  5. Exato, toca a dar mais liberdade às empresas e eliminar o SMN que as empresas pela mão invisível do mercado vão pagar mais!

    O liberalismo faz falta e funciona!

  6. “Os salários não acompanham o aumento da produtividade” prossegue a partilhar um gráfico para sustentar essa afirmação que claramente mostra os salários a acompanhar a produtividade e a subir só quando a produtividade sobe.

  7. Esta comparação parece-me falaciosa, por não tem em conta a distribuição da Produtividade. Por outro lado, comparar PIB com salários parece ser a forma mais simples de análise. De facto poderia ter um fator de ajuste, já que assume uma distribuição normal da produtividade.

  8. Ok. Mas faz lá o gráfico sem aldrabar o eixo dos y…
    A diferença esbate-se mesmo muito.

  9. Estes valores para serem comparáveis deviam estar em percentagem do PIB e depois comprar também com PIB potencial e se possível ajustar com a inflação. Quem fez um estudo sobre isto foi o professor Fernando Alexandre, lembro que é professor na escola de economía e gestão da universidade do Minho depois tornou se no actual ministro da educação. Resumindo ele verificou que os salários médios em Portugal não têm acompanhado os aumentos de produtividade. O salário mínimo recuperou um pouco durante o governo da geringonça e o governo minoritário do António Costa.

  10. Importem mais mão-de-obra precária em massa e ignorem essa variável, pode ser que ajude.

  11. E em grande parte esse aumento deve-se à subida do SME. Existe toda uma classe de trabalhadores cujos salários têm estagnado ou mesmo diminuido em termos reais.

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