

Olá a todos,
Comprei uma casa em fevereiro e fiz a escritura no dia 10. No CPCV, ficou claramente estipulado que a entrega do imóvel seria feita a 5 de maio. Também ficou acordado, por escrito, que vários equipamentos ficariam na casa: caldeira, exaustor, máquina de lavar roupa, máquina de lavar loiça e placa de indução.
Durante abril, a vendedora informou-nos (através da imobiliária) que não conseguiria sair na data acordada e pediu adiamento até 19 de maio. Fomos compreensivos e aceitámos sem levantar problemas.
Já perto da nova data, ligou-nos a perguntar se estaríamos interessados em comprar alguma mobília, visto que se ia mudar para uma casa mais pequena. Fizemos uma proposta por algumas peças, que ela recusou (por considerar o valor baixo face ao que tinha pago). Tudo pacífico até aqui.
O problema surgiu no dia da entrega das chaves: fomos completamente surpreendidos ao entrar e ver que a cozinha estava sem qualquer eletrodoméstico. A vendedora decidiu, de forma unilateral, remover todos os equipamentos que estavam incluídos no CPCV e deixou-nos apenas um “cheque-oferta” de 750€ da Worten como compensação.
Para agravar, ao retirarem a placa de indução, partiram a pedra da bancada da cozinha (com cerca de 5m²). A zona da placa era uma área de emenda e, ao ser arrancada, a pedra rachou — mesmo que seja remendada, vai sempre ficar uma junta visível e feia (ver fotos, se possível anexar).
Os eletrodomésticos eram da Miele, portanto o valor da oferta nem sequer cobre um único dos equipamentos. Só a placa custa mais do que isso.
O que nos deixa ainda mais incrédulos é o seguinte: recusou vender-nos mobília porque “estávamos a oferecer pouco”, mas depois oferece-nos um valor simbólico por equipamentos que estavam contratualmente garantidos. Não faz sentido.
No próprio dia, quando nos apercebemos do que estava a acontecer e questionámos o valor, ela disse apenas que tinha sido a imobiliária a sugerir esse montante — alegando que era um valor “normal”.
Contámos a situação à imobiliária e, para nossa surpresa, eles disseram que não tinham qualquer conhecimento sobre a remoção dos eletrodomésticos nem do “cheque-oferta”. Ficaram completamente incrédulos com o que se passou.
Sentimo-nos enganados e agora temos um buraco financeiro inesperado — tanto pelos eletrodomésticos como pelos danos na bancada.
Pergunto:
Alguém já passou por algo semelhante?
Como procederam?
Acham que vale a pena envolver um advogado ou tentar resolver isto de outra forma?
Agradeço imenso qualquer conselho ou partilha de experiência.
by lord_zwank
28 comments
Tribunal
Eu envolveria um advogado.
Isso não é roubo?
>Acham que vale a pena envolver um advogado ou tentar resolver isto de outra forma?
Advogado já! E esquece falares com a imobiliária. A partir do momento em que eles têm a comissão do lado deles, estão-se literalmente a marimbar para o que quer que seja que aconteça.
Vamos ver o seguinte. Se no CPCV diz que a casa vem com os eletrodomésticos e não veio, isto chama-se roubo. Eu ameaçava com polícia e adv
Advogado para ontem, os eletrodomésticos estavam no CPCV não um cheque oferta (e não o usem!)
Se no CPCV está que esse material tinha que lá estar… Chamar atenção da senhora que ou coloca novamente o material, ou iria a uma loja, escolhia electrodomésticos da mesma categoria ( sê sensato.. não estou a dizer para ficares a perder, mas também não abusar ). Pedir orçamento a uma loja, para o material todo e com instalação incluída. Dar mais uma ligadela à proprietária para ela saber do valor… Dar conhecimento à imobiliária do valor.. e contratar advogado com isso. Espero que a imobiliária ajude também, e ir para tribunal com isso.
Vais ter que equipar e vais… Por isso mais cedo ou mais tarde tens que o gastar, depois é esperar que o caso seja ganho e a senhora pague tudo.. por ti, só ficas a ganhar. Ela se queria poupar, poupou e ficou com o material dela e tu com novo.
Julgados da paz, não tem custo e tentam resolver as coisas a “bem” , acredito que é do interesse teu e da vendedora pois decerto saberão o quão custoso e demorado é o nosso sistema de justiça, mas se mesmo assim a maluca decidir não restituir o valor real dos electrodomésticos ou devolver os electrodomésticos, segue para tribunal. Artistas é no circo esta gentalha tem que aprender.
Se está por escrito faz todo o sentido consultares um advogado para saber os próximos passos. Mas e a Imobiliária o que diz? Não vos dará apoio nessa situação ou é só meter ao bolso a comissão e tá feito?
Licao para quem ler isto, visitar casa sempre no dia da escritura, ou dia antes se tanto (tirar fotos nesse caso).
Apenas fazer a escritura se entregarem as chaves, se precisam da casa mais tempo que adiem a escritura.
Foram roubados… Portanto tribunal com eles, tenta ameaçar primeiro para ver a reação mas eles não podem fazer isso!
Advogado o mais cedo que conseguires. Na altura que comprei o meu apartamento, no CPCV estipulamos duas clausulas que os acabamentos e eletrodomésticos seriam todos à nossa escolha. A construtora não cumpriu com o estipulado na parte dos acabamentos, falamos com a nossa advogada e eles devolveram parte do valor que adiantamos na altura do CPCV. Foi um processo um bocado moroso mas nem chegou a ir a tribunal.
>Acham que vale a pena envolver um advogado ou tentar resolver isto de outra forma?
na minha opinião, se tiveres o dinheiro para tal, sim, por uma questão de princípios, houve clara quebra de contrato. obvio que o advogado provavelmente vai levar algum dinheiro, mas assim a outra pessoa não se fica a rir e a achar que pode andar a gozar com os outros. Não queria deixar os electrodomésticos, não os punha no contrato, agora que vá gastar dinheiro a tribunal e que se fda, para cabrã0, cabrã0 e meio
Por isso, antes de assinar a escritura, eu fui na casa verificar se estava tudo conforme o dia da última visita.
Corrijam-me se eu estiver errado, mas após a assinatura da escritura, o CPCV deixa de ter validade.
Bom dia tive uma situação semelhante , mas no meu caso foi um frigorífico e não todos os equipamentos. Até acabou por ser melhor para mim, pressionei e disse que aquilo era quebra de contrato (CPCV) e acabaram por me dar dinheiro para compra de outro. No teu caso que é mais grave falaria com advogado. Se está no CPCV tudo descriminado não têm hipótese. Não sei quanto tempo demoram os processos mas certamente que ganhas isso
Sim, vale a pena meter um advogado ao barulho dado o valor dos eletrodomésticos e a filha da p*tisse que nunca deve sair impune.
Pagaste por algo que não recebeste. Chama-se roubo. Ela roubou os **teus** eletrodomésticos e ainda partiu **a tua** banca da cozinha.
Advogado, preferencialmente dos bons.
Uma dúvida, a casa foi escriturada em fevereiro ou agora em Maio? Há sempre ‘problemas’ qd se escritura e não se toma posse do imóvel. Fizeram algum contrato escrito? A escritura menciona que o imóvel é entregue devoluto de pessoas e bens? É má fé da anterior proprietária, mas a imobiliária tb não tem culpa. Qto mto o consultor pode testemunhar que ouviu o que ficava que depois não ficou. Boa sorte com isso, espero que recuperes pelo menos uma parte!
Será que colocaram os modelos dos equipamentos no CPCV?
Cpcv ok. Mas e o que diz a escritura ?
A chave é entregue na escritura. Visitaram antes da escritura para ver se estava tudo ok ?
Cpcv e escritura são atos destintos e apesar do primeiro ter o seu valor o segundo ato é o de maior relevo.
Se assinaram uma escritura “normal” haverá um parágrafo em que diz que visitaram e aceitam as condições do imóvel ….
Julgados de paz. Sao rápidos e baratos e o teu caso parece bastante óbvio
Se os eletrodomésticos estavam contemplados no CPCV então são teus e ela roubou-tos
E a escritura? Já está feita? Descreve que o imóvel tem esses equipamentos ou isso ficou só no CPCV?
O que diz a escritura/DPA? Isso é o que mais importa.
Agora metes um processo em tribunal , daquia 3 anos se ela tiver alguma coisa em nome dela , recoperas isso
Advogado, nem penses noutra opção. Se estava no contrato ganham muito facilmente
Salvo erro a imobiliária por norma tem gabinete jurídico e deveria intervir…
Lixa a gaja
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