Uma das conclusões do livro "As causas do atraso Português" se Nuno Palma.

Após um raro período de real convergência europeia na décadas de 50 a 70, interrompida pela destabilização económica e social do 25 de Abril, verificamos um curto momento de crescimento associado à entrada na UE.

Período em que fundos estruturais permitiram um crescimento brutal de todos oa sectores sociais e económicos do país.

Contudo, por causa deles, o autor concluiu que foi estabelecida uma classe política elitista que criou um modelo de estado baseado não no real crescimento e desenvolvimento do país, mas sim na mendicidade e desresponsabilização que os fundos permitem.

A marca dos últimos anos foi, é, e muito provavelmente será, a divergência para com a média europeia.

Isso inclui como já sabemos paises da europa central e do leste que entraram na UE com bastante atraso e já nos ultrapassaram em muitas métricas relevantes.

by GallaeciCastrejo

22 comments
  1. Sempre ouvi dizer que a mudança da moeda para o Euro tinha sido a reversão económica de Portugal desde a sua entrada na união europeia. Mas ainda não tinha visto tão bem explicado como neste gráfico. Boa partilha.

  2. Sim, o problema são os fundos europeus.

    Nao tem nada a ver com sermos um país periférico, sem recursos naturais, sem tradição mercantilista, com níveis de escolaridade baixos e também uma classe dirigente fraca.

    Não, são os fundos.

  3. O google tá-me a dizer que Portugal em 1999 tinha PIB per capita de 12 475,29 USD, a Itália 22K, a França 24.5K, Reino Unido 28.7K, Alemanha 27K e Espanha 15.7K.

  4. Algo já mais que visto, como povo estamos sempre há espera do que nos dão. Não temos uma projecto de crescimento, não nos destacamos em nada. Somos medíocres e temos políticos medíocres. Os políticos são a face de um povo e nós como povo somos medíocres ( eu incluído) e por isso não há muito para dizer.

  5. Portugal para a UE serve para 2 coisas: mão de obra barata e desvalorizar o Euro para as exportações alemãs serem competitivas. Os países como Alemanha, Holanda, etc, vêm-nos assim e fazem de tudo para continuarmos assim, a competitividade da economias deles depende disso.

    Muita gente defende o federalismo europeu e nem sabe bem o que está a dizer. Federalismo era a morte econômica total de Portugal.

  6. Já temos aqui pessoal a dizer “fOI A iSQuiErda”, mas ainda não temos 1 iluminado que questione o facto de Portugal NUNCA ter estado a menos de 10 pontos percentuais da média europeia? Seja de que forma seja analisado o PIB?

    É por isto que Portugal não passa disto…

  7. Conclusão do autor: “somos pobres porque deram-nos guito”.

    A verdade é que muitos países beneficiam de fundos de coesão e têm estado a convergir a passos largos com a média da UE (Polónia, Croácia Eslovénia, recentemente Roménia) – países esses que também têm corrupção e joguinhos políticos (não é só Portugal!)
    O problema não são os fundos, o problema é que nós não temos uma agenda de crescimento, um projeto de Estado onde todos os partidos participam (do ponto de vista da sua ideologia e interessas como é óbvio) mas onde todos se comprometem com projetos chave nacionais que permitam o crescimento económico e a convergência com a média europeia.
    Em vez disso, andamos a mudar de estratégia de 4 em 4 anos, ora privatizamos, ora nacionalizamos, ninguém se entende com nada e demoramos 50 anos a decidir onde e como construir um novo aeroporto.

  8. Desculpa, um período de real convergência europeia entre 50 e 70 ?!! Tás a falar a sério? Foi época de maior miséria, emigração, e isolacionismo de Portugal diz antes assim.

  9. A UE não quer mais vinhas, vamos receber dinheiro para tirar tudo e vamos plantar pereiras!!!

    Agora não querem mais batatas , vamos deixar os campos de pousio e mandamos vir batatas da França .

    Afinal temos que ter é estufa! A UE quer estufas!! Peçam os vossos fundos, fazem uma estufa e compram um jipe!!

    Agora não temos mão de obra!! Precisamos de 3° mundo para ter mão de obra . Não é ordenado decente, é mesmo é pessoas do 3° mundo.

  10. Nos anos 90 muitos empresários recebiam os fundos perdidos e usavam em automóveis, imóveis e férias. Toda a gente sabia e achava normal o “chico-espertismo”.

  11. Quero ver esse gráfico com dados desde os anos 40 e com o valor base no 0%

  12. Com base nesse gráfico completamente inventado, tens aí bom material para limpar o rabo se um dia ficares sem papel higiénico.

  13. Nos últimos anos temos convergido com a União Europeia. E havemos de continuar a convergir. Apesar da classe política 

  14. o OP largou aqui um cagalhao como um cao deixa na calçada sem ninguem ver e nunca mais volta a aquela rua , enquanto os transeuntes passam olham e cheiram o coco indignados o cao dorme a sesta a sombrinha.

  15. Porque é que não leem o livro em vez de só comentarem merda?

  16. Não sendo necessariamente anti-europeísta, penso que somos vítimas de uma espécie de “colonialismo” económico, onde os países centrais da União Europeia ofereceram fundos em troca de limitações estruturais.

    Em nome da Europa, Portugal desmantelou indústrias, reduziu a pesca, abrandou a agricultura e abdicou da sua política monetária e de muita mão de obra.

    Foi um excelente negócio para os países centrais que ganharam mercados para os seus produtos e mão de obra competente e qualificada. A cauda da Europa apenas ficou dependente de “amamentação”.

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