Este mapa pode ser usado como referência futura para se discutir estatísticas comparativas, descontextualizadas, pois bate numa multiplicidade de tópicos:
– em Portugal, a população activa é bastante menor que a média da União Europeia, o que faz com que a percentagem da população que trabalhe para o estado seja relativamente maior que aquela que transparece aqui. É também pela mesma razão, que é normal *e necessário* que tal aconteça.
– na Alemanha ( e Holanda) o sector da saúde é privado, mas financiado pelo estado. Logo, a saúde não contribui para este indicador. (É também a razão pela qual a Alemanha tem a saúde mais cara de toda a UE)….
Era interessante também ver o quanto custa os funcionários públicos de cada país relativamente ao PIB. Mais do que ter mais ou menos funcionários públicos, interessa quanto é que se gasta.
Países diferentes tem demografias diferentes.
Seria útil se o mapa fosse:
(número de funcionários públicos x 100) / população ativa
Mas provavelmente não iria mudar assim tanto o mapa.
Corrijam-me se estiver errado, mas nos países nórdicos há muito mais empresas/funções sob a alçada do estado, correto?
Era interessante perceber estas diferenças, pois o que normalmente se diz de “fulano x tem um tacho na câmara” não é tanto por o cargo existir, mas sim porque os serviços não funcionam como é suposto. Se é por falta de pessoas ou burocracias demasiado complexas? Talvez ambos
Seria interessante ver os setores que constituem este número. Muito por curiosidade em perceber como temos um valor semelhante aos USA quando não existe saúde pública – quase que aposto que o nos temos na área da saúde eles tem no setor da defesa.
Quanto à tuga, estava a espera de um valor em linha com Espanha – também me admira a Itália estar ao mesmo nível de Portugal.
Estamos a comparar nações com regimes políticos diferentes ( A Alemanha é uma federação e a Suécia uma Monarquia Constitucional por exemplo). Nestes países as leis são diferentes, as instituições não funcionam da mesma forma nem possuem as mesmas funções.
Não sei que ponto estás a tenta fazer com este gráfico, mas o gráfico por si só, é genuinamente tolo. Não provas rigorosamente nada com um gráfico que expõem países com modelos governativos diferentes.
Estás a dar cabo da narrativa aqui dos gajos de alfama, estão a agarrar-se a tudo para salvar a narrativa parola que aprenderam com o Camilo Lourenço
Isto ajuda em alguma coisa a despedir os funcionários públicos inúteis e incompetentes. Ajuda na deslocalização os funcionários publicos que já não são precisos num local mas noutro?
Ja agora, que es tão bom em estudos, arranja ai o estudo que foi feito que demonstra que metade da função publica podia ser extinta e o país nem notava. Estudo feito em 2005 quando havia muito me os FP.
Bem, voltei a estudar para tirar licenciatura em administração pública, espero bem ter lugar garantido, não me lixem. Precariedade já tenho tido até agora
O problema de Portugal não é o número de funcionários é que o nosso estado não produz nada é só gastos, Portugal o que devia de vender não vende e o que não devia de vender vende, se com menos de 15% temos uma carga fiscal do tanas imagina se fosse como a Suécia.
Mostra o quão merda o nosso país é. Tudo nos privados a fazer o preço que querem e a pagar os salários que lhes apetece. Se tivéssemos mais empresas na mão do estado os preços desciam e os salários subiam, as empresas do sector de competição não teriam carta branca. O estado deveria ser a principal competição nos serviços básicos
Isso quer dizer que ainda se pode contratar mais funcionários públicos aqui no tuga para andarem a coçar os guizos todo o dia???
Pessoal, isto é aldrabice. Há muitos funcionários estatais (e de empresas estatais) que não contam para o bolo dos funcionários públicos.
E conntinuo a achar que temos a mais…
Agora qual o esforço relativo que cada país contribui? Podemos até dar mais para impostos em percentagem do rendimento e mesmo assim ficar atrás- quem sabe a corrupção signifique isso.
Agora publica o outro mapa do peso (custo salarial por exemplo) do sector publico em função do PIB de cada país
Portugal consegue ter falta de funcionários públicos em funções técnicamente diferenciadas e importantes (por exemplo: enfermeiros, médicos, etc) e excesso de funcionários públicos em funções indiferenciadas que qualquer pessoa consegue fazer, mas poucos o fazem eficientemente (exemplos: funções administrativas que normalmente são ocupadas por familiares, amigos e malta dos partidos).
Conclusão: uma análise como a deste “gráfico” vale 0. Interessante era avaliar por tipologia de função pública: enfermeiros, auxiliares de saúde, médicos, professores, administração local, finanças, segurança social, administração central, segurança pública, segurança externa/serviços secretos, militar, etc etc etc…
O problema é que temos demasiados funcionários em funções da treta que qualquer um poderia fazer mas é preciso 1001 requisitos e testes para entrarem os amigos e familiares dos políticos, ainda existem todos aqueles cargos políticos (assessores por exemplo) e por fim temos cargos de chefia desnecessários e mais cargos políticos do que aqueles que seriam necessários.
Por outro lado temos falta daqueles profissionais realmente necessários como policias e guardas (daqueles que efetivamente fazem trabalho de segurança publica e não ficar o dia atrás de uma secretária), enfermeiros, médicos, inspetores, …
Por isso o problema está mais na baixa eficiência da função pública do que propriamente na sua dimensão e custo. Não me importava de pagar os impostos que pago se depois tivesse serviços públicos decentes, mas em vez disso o dinheiro é esbanjado em corrupção, nepotismo, incompetência e ineficiência.
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Este mapa pode ser usado como referência futura para se discutir estatísticas comparativas, descontextualizadas, pois bate numa multiplicidade de tópicos:
– em Portugal, a população activa é bastante menor que a média da União Europeia, o que faz com que a percentagem da população que trabalhe para o estado seja relativamente maior que aquela que transparece aqui. É também pela mesma razão, que é normal *e necessário* que tal aconteça.
– na Alemanha ( e Holanda) o sector da saúde é privado, mas financiado pelo estado. Logo, a saúde não contribui para este indicador. (É também a razão pela qual a Alemanha tem a saúde mais cara de toda a UE)….
Era interessante também ver o quanto custa os funcionários públicos de cada país relativamente ao PIB. Mais do que ter mais ou menos funcionários públicos, interessa quanto é que se gasta.
Países diferentes tem demografias diferentes.
Seria útil se o mapa fosse:
(número de funcionários públicos x 100) / população ativa
Mas provavelmente não iria mudar assim tanto o mapa.
Corrijam-me se estiver errado, mas nos países nórdicos há muito mais empresas/funções sob a alçada do estado, correto?
Era interessante perceber estas diferenças, pois o que normalmente se diz de “fulano x tem um tacho na câmara” não é tanto por o cargo existir, mas sim porque os serviços não funcionam como é suposto. Se é por falta de pessoas ou burocracias demasiado complexas? Talvez ambos
Seria interessante ver os setores que constituem este número. Muito por curiosidade em perceber como temos um valor semelhante aos USA quando não existe saúde pública – quase que aposto que o nos temos na área da saúde eles tem no setor da defesa.
Quanto à tuga, estava a espera de um valor em linha com Espanha – também me admira a Itália estar ao mesmo nível de Portugal.
Estamos a comparar nações com regimes políticos diferentes ( A Alemanha é uma federação e a Suécia uma Monarquia Constitucional por exemplo). Nestes países as leis são diferentes, as instituições não funcionam da mesma forma nem possuem as mesmas funções.
Não sei que ponto estás a tenta fazer com este gráfico, mas o gráfico por si só, é genuinamente tolo. Não provas rigorosamente nada com um gráfico que expõem países com modelos governativos diferentes.
Estás a dar cabo da narrativa aqui dos gajos de alfama, estão a agarrar-se a tudo para salvar a narrativa parola que aprenderam com o Camilo Lourenço
Fdx… tantas desculpas e desvios do assunto XD
Neste [fact check](https://visao.sapo.pt/atualidade/verificado/2021-08-26-fact-check-portugal-e-um-dos-paises-com-mais-funcionarios-publicos/) tens indicadores mais actualizados, bem como análises mais relevantes como o peso da remuneração da administração pública sobre o PIB.
Mas… a IL tinha dito que…
Isto ajuda em alguma coisa a despedir os funcionários públicos inúteis e incompetentes. Ajuda na deslocalização os funcionários publicos que já não são precisos num local mas noutro?
Ja agora, que es tão bom em estudos, arranja ai o estudo que foi feito que demonstra que metade da função publica podia ser extinta e o país nem notava. Estudo feito em 2005 quando havia muito me os FP.
Bem, voltei a estudar para tirar licenciatura em administração pública, espero bem ter lugar garantido, não me lixem. Precariedade já tenho tido até agora
O problema de Portugal não é o número de funcionários é que o nosso estado não produz nada é só gastos, Portugal o que devia de vender não vende e o que não devia de vender vende, se com menos de 15% temos uma carga fiscal do tanas imagina se fosse como a Suécia.
Mostra o quão merda o nosso país é. Tudo nos privados a fazer o preço que querem e a pagar os salários que lhes apetece. Se tivéssemos mais empresas na mão do estado os preços desciam e os salários subiam, as empresas do sector de competição não teriam carta branca. O estado deveria ser a principal competição nos serviços básicos
Isso quer dizer que ainda se pode contratar mais funcionários públicos aqui no tuga para andarem a coçar os guizos todo o dia???
Pessoal, isto é aldrabice. Há muitos funcionários estatais (e de empresas estatais) que não contam para o bolo dos funcionários públicos.
E conntinuo a achar que temos a mais…
Agora qual o esforço relativo que cada país contribui? Podemos até dar mais para impostos em percentagem do rendimento e mesmo assim ficar atrás- quem sabe a corrupção signifique isso.
Agora publica o outro mapa do peso (custo salarial por exemplo) do sector publico em função do PIB de cada país
Portugal consegue ter falta de funcionários públicos em funções técnicamente diferenciadas e importantes (por exemplo: enfermeiros, médicos, etc) e excesso de funcionários públicos em funções indiferenciadas que qualquer pessoa consegue fazer, mas poucos o fazem eficientemente (exemplos: funções administrativas que normalmente são ocupadas por familiares, amigos e malta dos partidos).
Conclusão: uma análise como a deste “gráfico” vale 0. Interessante era avaliar por tipologia de função pública: enfermeiros, auxiliares de saúde, médicos, professores, administração local, finanças, segurança social, administração central, segurança pública, segurança externa/serviços secretos, militar, etc etc etc…
O problema é que temos demasiados funcionários em funções da treta que qualquer um poderia fazer mas é preciso 1001 requisitos e testes para entrarem os amigos e familiares dos políticos, ainda existem todos aqueles cargos políticos (assessores por exemplo) e por fim temos cargos de chefia desnecessários e mais cargos políticos do que aqueles que seriam necessários.
Por outro lado temos falta daqueles profissionais realmente necessários como policias e guardas (daqueles que efetivamente fazem trabalho de segurança publica e não ficar o dia atrás de uma secretária), enfermeiros, médicos, inspetores, …
Por isso o problema está mais na baixa eficiência da função pública do que propriamente na sua dimensão e custo. Não me importava de pagar os impostos que pago se depois tivesse serviços públicos decentes, mas em vez disso o dinheiro é esbanjado em corrupção, nepotismo, incompetência e ineficiência.