by pvicente77

25 comments
  1. Correção: “não temos portugueses disponíveis para trabalhar ao preço que queremos pagar”

  2. Não se apanhava cerejas antes da situação atual? Sempre foram estrangeiros? 🤨

    Um bom exemplo deve ser celebrado. Mas um bom exemplo não invalida os maus exemplos que têm que ser ser reconhecidos, discutidos e resolvidos. Quando um bom exemplo tem saídas destas, dificulta a vida a toda a gente e até a eles mesmos. Para bom entendedor..

    Outra coisa:

    > Nos 35 hectares de cerejal da quinta de Castelo Novo, em 41 pessoas envolvidas na campanha da cereja, 31 são nepalesas.

    > Começou por recrutar através de empresas de trabalho temporário, já recorreu ao Centro de Acolhimento de Trabalhadores Temporários do Fundão e, depois ter colaboradores de várias nacionalidades, privilegia os do Nepal e passou a fazer diretamente contratos de trabalho.

    > “Opto pelo povo nepalês, porque é mais humilde e tem uma destreza maior na colheita da fruta, da cereja, neste caso”, explicou João Filipe Mendes, que durante o ano conseguiu manter 28 trabalhadores e, na campanha, confia nos que trabalham consigo para chamarem compatriotas.

    Opta…. Como? Não é suposto “optar” por x etnia/nacionalidade em detrimento de outras. Não mandem tiros nos pés.

    Eu posso, também, optar por x pessoas quando escolho trabalhadores? Quando escolho inquilinos? Complicado..

    Como é que livra da suspeita de outros trabalhadores terem ficado de fora da escolha porque ele prefere pessoas X em vez de Y por causa da opinião dele? Isto é um terreno apertado que eu não sei se é boa ideia ele ter falado nisso.

    Tanto se quer passar uma ideia bonita das coisas que passam ao lado do terreno cheio de minas onde estão.

    Depois dá bum. Ele dizer que opta por X em vez de Y dá a hipótese a qualquer Y que tenha lá ido e tenha ficado na rua de começar a fazer perguntas.

  3. Tradução: ” Se não houvesse pessoas dispostas a trabalhar em más condições por ordenados miseráveis não havia colheita de cereja. Não temos Portugueses a disponibilizarem-se para escravidão.”

    Se o negócio não consegue competir no mercado oferecendo ordenados e contratos de trabalho com condições dignas para os funcionários, então não derramo uma lágrima se “não houver colheita de cereja”.

  4. Mais uma notícia ridícula a tentar enfiar a narrativa do costume: “ai sem imigrantes não há cerejas, não há agricultura, não há país”. Epá, tenham vergonha. O problema não é falta de gente, é falta de salários decentes. Se pagassem como em Espanha ou na Suíça, até havia fila para colher cerejas!

    Mas não… preferem importar pessoal em massa, pagar uma miséria, e depois ainda vêm com a conversa da solidariedade e da inclusão. Isto não é solidariedade, é exploração legalizada, e serve para manter os portugueses em silêncio enquanto os patrões enchem os bolsos.

    E o pior? Esta lenga-lenga é feita de propósito para ganhar votos de quem anda distraído, que acha que criticar imigração descontrolada é ser racista. Não tem nada a ver. Isto é ser realista: um país que não valoriza os seus, que não aumenta salários, que não baixa impostos, vai continuar a empobrecer.

    Chega de sermos governados por gente que vive numa bolha em Lisboa e acha que o país real é uma reportagem bonita da RTP. Portugal precisa de justiça, não de propaganda.

  5. “Não temos portugueses disponíveis para ~~trabalhar~~ explorar”

  6. Eu tou disponível para trabalhar, até venho do estrangeiro.

    Agora não quero é ser pago com uma sandes de presunto e uma escarreta no olho.
    Aí já é mais complicado.

    Pobres empresários e as suas notícias compradas diárias a chorar por escravos.
    Se fossem mas é ####### é que faziam bem.

  7. Curiosamente, o que não falta são portugueses a ir sazonalmente para França apanhar maçãs e morangos, deve ser uma preguiça geográfica que os afeta.

  8. Se pagassem o que pagam na Suíça até fazia o pino para apanhar a fruta.

    Agora a receber tipo 30€ por dia…

  9. Estes jornalistas sempre cheios de moralismos…

    Vamos lá deixar bem claro senhor jornalista, a maioria da população é a favor de uma imigração mais regulada e não contra os imigrantes apanharem cereja.

    **É possível ter uma imigração mais regulada que permita a imigração de apanhadores de cereja**

    Se a imigração tivesse sido sempre mais regulada os imigrantes que vêm para cá trabalhar, teriam melhores condições, teriam habitação acessível e mais digna, não estariam tão expostos ao tráfico humano e exploração. E não seriam alvo do preconceito e da extrema direita como são hoje por não se ter regulado a coisa como deveria ter sido.

  10. Solução: que se fodam as cerejas. Se não conseguem pagar salários decentes fechem o negócio.

  11. Olha que pena. Ao preço a que está a cereja também já quase ninguém compra.

  12. Sim, sabemos que muitos sectores precisam de imigrantes.

    E eles vieram. Mais de um milhão em poucos anos, o que também gerou alguns problemas graves, como na habitação.

    Mas ora, se veio mais de um milhão, ainda sao precisos mais? 

    Porque nem sequer tentam reter imigrantes precários, nos últimos anos exploraram essa entrada continua de novos precários para substituir os que não tentam reter.

    Isto foi tão óbvio mas ainda há malta que faz de conta que não vê.

    E acrescento, só o fim da manifestação de interesse levou a uma grande travagem e isso já se nota nessa retenção, já não é o despachar pessoal como se não houvesse amanhã. 

    É claro que depois aparece o chorinho. Se há economia que depende apenas dessa ultra precariedade, então o problema não é a falta de mão de obra, é outro.

  13. Não têm é Portugueses disponíveis para trabalhar ilegalmente e com salários miseráveis, quer ele dizer.

  14. O tecido empresarial português necessita de mão de obra imigrante barata e escravizada para sobreviver.

  15. O português não deve mesmo gostar de apanhar fruta em Portugal.

    Vão todos apanhar para França, coitados dos produtores…

  16. Pagam duas cerejas para ir colher cerejas.

    Assim é difícil arranjar pessoal.

  17. que os salarios sejam melhores e vamos ver os portugueses a querer trabalhar, jà nao serao precisos os imigrantes

  18. Este artigo faz uma lavagem imensa ao que se está a passar e está-me a dar um asco imenso.

    “Começou por recrutar através de empresas de trabalho temporário, já recorreu ao Centro de Acolhimento de Trabalhadores Temporários do Fundão ” – Ou seja, o trabalhador não pode depender do empregador para viver

    “Opto pelo povo nepalês, porque é mais humilde ” – Portanto queixa-se pouco e aceita salários baixos

    “João Filipe Mendes renovou cinco casas na quinta para criar condições dignas de alojamento e vai recuperar uma sexta, em outra propriedade. Têm um salário mensal e casa, água, luz, leva-os uma vez por semana às compras e, quando necessário, ao médico.” – Estas pessoas estão completamente dependentes deste patrão para tudo na vida e aparentemente fisicamente isoladas, sem forma de se movimentarem.

    Começa a lembrar os trabalhadores asiáticos da península arábica.

    Já agora, “Não temos portugueses disponíveis para trabalhar” mas depois uns parágrafos à frente “Temos aqui famílias, talvez 50% da população, que vive da fruticultura e da cereja”.

  19. Haver colheita haveria…. Mas por condições decentes e um salário que valha a pena.

    Querem é explorar e depois choram que precisam de imigrantes porque esses não conhecem condições melhores nem sabem onde se vão meter infelizmente

    A imigração está a encher os bolsos de muita gente mas vamos ver até que ponto isto se irá manter

  20. “Se não houvesse imigrantes em Portugal, não havia colheita de cereja. Não temos portugueses disponíveis para trabalhar” ❌

    “Se não houvesse imigrantes em Portugal, não havia colheita de cereja. Não temos portugueses disponíveis que aceitam os nossos salários de escravo”✔️

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