
Pelos vistos começamos a época balnear já com afogamentos e arrastões por ondas. E isto não me choca nada, porque infelizmente todos os anos quando estou na praia vejo crianças completamente sozinhas a brincar na água enquanto os pais estão na toalha a ler livros ou mesmo a dormir.
Desde criança que me lembro do meu pai estar SEMPRE de olho em mim quando estava na água, e isto até já depois dos 18 anos, mesmo sendo eu um bom nadador (certamente melhor que ele). No entanto, hoje que sou pai, entendo perfeitamente a preocupação. Não se trata de quem nada melhor ou se já se consegue ou não desenrascar na água sozinho, mas sim que a qualquer momento pode vir uma onda maior, ou até mesmo podemos sentir-nos mal.
E desengane-se quem acredita que "alguém irá reparar" ou que "o nadador salvador está lá para isso". Literalmente a maior probabilidade é que ninguém dê por isso, e no meio de tanta confusão, depois já é tarde demais.
Por isso deixo aqui este apelo, tomem conta das vossas famílias, não custa nada e salvar-se-ão certamente muitas vidas. E já agora, metam os catraios na natação também, embora não chegue por si só ajuda sempre saber um bocadinho.
Obrigado.
by ethicalhumanbeing
4 comments
Então e os avôs?
Eu ficava com dores nos olhos de tanto estar a atenta aos miúdos quando eles eram pequenos.
Com sobrinhos, nunca os levei para a praia; nunca quis a responsabilidade de poder eventualmente um dia ter de chegar a casa e dizer ao meu irmão que tinha perdido um dos filhos.
Mas o mar da zona Oeste também não é o melhor para se ir com crianças
Concordo. Mil e um cuidados que a água não tem cabelos para se agarrar.
Li nalgum lado que “se todos estiverem a olhar pela criança, ninguém está a olhar pela criança”.
Alguém tem que estar sempre designado para estar responsável. Como uma corrida de obstáculos. Senão de repente já não está ninguém a olhar, porque “estamos todos”.
Atenção redobrada nas piscinas e nos mais novos que “já sabem nadar” porque andam na natação há 1/2 ano 1x por semana!
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