Culpem o sol e não as pessoas (Fonte: Average solar radiation levels in Europe, 2005)

6 comments
  1. Vá, eu escrevo o que estais mortinhos por escrever:

    É o PeéSe a dar cabo de nós! Até nos põe a rosa em qualquer mapa!

    Agora a sério, desde que foi promovida a entrada de Portugal na CEE que o clima era uma prioridade, só mostra mais um falhanço…

  2. Quem é que culpa as pessoas do quê?
    Este post constata o óbvio… Somos um país com sol , como sempre fomos. E então?

  3. Acho que estás a querer dizer que o sol é que tem culpa no aumento das temperaturas e na desertificação do clima nas áreas do mapa destacadas.

    Esta radiação é medida no solo ou no espaço? Parece que é no solo. Só podes dizer que tens mais radiação do sol se medires lá em cima.

    Cá em baixo, podes dizer que tens mais radiação porque houve menos nuvens. As nuvens (e a precipitação) formam-se mais ou menos conforme os movimentos e as temperaturas das massas de ar. Essas massas ocorrem à escala global, e são também influenciadas pela temperatura e correntes do oceano. Estas correntes são elas próprias influenciadas pelo degelo. E o degelo é influenciado pelas correntes oceânicas e pelas próprias massas de ar.

    É portanto um sistema complexo, composto por 3 sub-sistemas interrelacionados e também eles complexos. E isto é só uma parte desse sistema.

    A actividade solar tem alguma influência, porque mais radiação chega cá, mas muito mais influência têm outros factores como a acumulação de metano e CO2, porque impedem que a superfície e a atmosfera reflictam essa radiação. À medida que o calor derrete as calotes, elas reflectem menos; e há toda uma outra série de efeitos complicados.

    O factor principal do aquecimento global parece efectivamente ser: emissões de gases por andarmos a queimar carbono que esteve armazenado durante 60 milhões de anos no solo; e destruição das florestas, que são os principais acumuladores de carbono que temos.

    É muito difícil para um indivíduo sozinho compreender a escala do nosso planeta, que parece infinito, e a escala da actividade de 8.000.000.000 de pessoas. Só este número é difícil de imaginar. E se a maioria dos indivíduos não foram educados para compreenderem quer o seu impacto individual do dia-a-dia no ambiente, quer o impacto indirecto (através do consumo) como podemos esperar que esse indivíduo compreenda o impacto que toda a humanidade tem?

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