Indústria recusa subir salários contra “austeridade” no poder de compra

29 comments
  1. Não tem margem para subir nos ordenados dos funcionários, mas nos salários dos CEOs e carros novo já vão ter, o costume

  2. Gostava muito de ver um gráfico sobre poder de compra real entre 2005 e 2022 para me deleitar com os governos socialistas…

  3. Não sei o que dizer porque modestamente não tenho conhecimentos de economia suficientes para perceber o que se passa. Mas se as empresas andam todas a pedir ajuda ao Estado para suportar os seus negócios (pequenas e médias empresas sobretudo), acredito que lhes seja difícil aumentar ordenados.

    Agora não deixa de ser hipócrita quererem ajudas dos Estado e ao mesmo tempo quererem que o mesmo baixe IVA e afins. Ainda há pouco tempo lia que as empresas queriam que o Estado mantivesse o apoio que deu durante o auge da Covid em que suportava os ordenados das pessoas que estavam em lay off. Mas depois também querem descidas de IVA e recusam-se a aumentar ordenados.

    Isto tudo ao mesmo tempo que certas multinacionais coloca as suas sedes fiscais no estrangeiro para pagarem menos impostos.

    Empresas adoram a lei da concorrência e do mercado, mas também gostam de mamar na teta do Estado e de fugir aos impostos. Enfim, é um problema de cultura mesmo, julgo eu.

  4. … Sem aumento de salários não há aumento do poder de compra para comprar os produtos deles …

    Pouca procura depois leva a diminuir a produção, o que leva a menor entrada de dinheiro na empresa.

    Estão a afundar-se a eles próprios

  5. Não sei se é um sentimento comum mas na última década cada vez me identifico menos com o nosso país e isso deixa-me triste.

  6. Os empresários gostam é de ver os empregados submissos, sem dinheiro e sem margem para nada.

    Onde trabalho, um aumento de 10% ao ordenado certamente corresponderia a um aumento de 10% ou mais na produção. Mas o patrão tem medo que os empregados tenham dinheiro para ter um bom carro.

  7. Merecemos uma revisão de todo o contexto de trabalho mas como temos governos repetitivos desde ’76 seria impossível fazer

  8. Se nem o Estado, que supostamente tem alguma obrigação moral para com os cidadãos, aumenta os salários à sua responsabilidade, quanto mais as empresas…

  9. Calma pessoal, isto é só o início. Olhem para os EUA. Inflação super alta e recessão a caminho. Nos próximos meses prevejo que os mercados caiam ainda mais, o que vai ser espécie dot.com bubble, por isso deixem-se estar porque a grande está para vir.

  10. E no entanto nas auto-estradas deste país há tanto Tesla… alguns ordenados parecem ótimos.
    Acredito nesta fábula quando gestores andarem todos num Corsa de há 20 anos.

  11. Se não pedirem não levam de certeza. Peçam aumentos ou mudem de trabalho.

    Esta cultura de esperar que nos resolvam os problemas é um dos maioria contributos para a situação do país.

    Já disse aqui e volto a dizer, o patrão tuga não é mais capitalista do que nos outros países. Querem aumentos mudem de emprego, não culpem o governo no Facebook

  12. É incrível como um aumento de 50 euros no salário mínimo pode ser tão criticado pelas empresas..
    Empresas estas que têm milhões em lucros liquidos e que tirar 0,01% do lucro para dar um salário digno às pessoas é uma atrocidade e vão perder para a concorrência..
    Isto é o que se chama atirar gravilha aos olhos das pessoas..
    Ao que chega a ganância destes mangas..

    Mas na realidade, estes mangas são os que apertam com o governo e o governo cede..
    Apenas e só porque as pessoas não fazem o mesmo e não se preocupam tanto com a política quanto eles..

    Depois dizem que não têm mão de obra.. claro que não.. queres pagar salários escravistas às pessoas e depois queres ter o melhor trabalhador do mundo? Ahahahahhaha santa ignorância destes gajos..

  13. Isto é tudo muito bonito de subir os salários, mas depois os impostos para as entidades patronais continuam a aumentar. Também não se devem lembrar que as grandes marcas esmifram os preços todos…

  14. A sério, é necessária uma união de Espanha e Portugal, mudando todo o sistema político e reformando o econômico para formar uma indústria competitiva. 60 milhoes de pessoas a trabalhar por um futuro.

  15. Como dar a volta à coisa – o governo não aumenta os salários e as pensões ao nível da inflação – logo cortes – mas a notícia a culpa é sempre dos outros os malditos privados empresários ….

  16. no meio de isto tudo o que me preocupa são as PMEs que realmente têm dificuldades e ninguém de direito tem vontade de lhes dar condições para crescer.

  17. Havia muitas outras lições de literacia económica, deixo algumas notas simples.

    Porque não se deve aumentar salários para combater a inflação? Porque ao elevar o poder de compra estas a elevar o consumo, elevando o consumo estas a fomentar a pressão sobre preços e dai a mais inflação.

    Então não há nada a fazer? Há, o melhor seria aumentar a produção para estabilizar a oferta e procura. O problema é que alguns produtos não são produzidos em PT como por exemplo a energia em geral (em particular o Petroleo/Combustiveis).

    O problema é que o Governo acordou tarde para o problema da inflação, dizendo que era passageiro e deixou passar com pensos rápidos a questão dos combustíveis, agora é transversal.

  18. Os mesmos que criticam a indústria por não querer subir salários são os mesmos que defendem o controlo de margens na venda do produto final das mesmas, a inflação toca a todos e se os preços sobem acontece porque as matérias primas também estão mais caras, o aumento para os trabalhadores virá então de onde? Podem-se aumentar os preços para aumentar margem para subir salários mas afinal de contas não é isso mesmo acelerar a inflação 🤣 comies fodeivos

  19. É o paradoxo económico que eu vejo a crescer:

    ​

    Não podem pagar mais porque tem de ter os lucros X. As pessoas não ganham mais logo não conseguem comprar mais, logo a empresas não atingem as metas de vendas, logo os lucros caiem e aumentam os preços ou despedem pessoas ou não aumentam os salários.

    E volta a repetir o ciclo… Até a empresa fechar as portas. E depois como é?

  20. Nunca tinha ouvido falar em austeridade no poder de compra.

    Mas lá aprendi algo novo, que até faz sentido e que afinal é algo que já falei (e pela qual já me chamaram alguns nomes).

    O poder de compra das pessoas pode ser aumentado ou com aumento de salário ou com redução de impostos.

    O estado não quer prescindir da sua gula por impostos e com isso está a retirar dinheiro às pessoas e às empresas. A inflação faz o resto.

    O Zé cidadão que de contas sabe pouco só vê o valor bruto no talão de ordenado, mas pouco liga ao que aparece liquido. E menos sabe fazer contas à despesas que vai somando durante as semanas – não percebe que paga mais do pouco liquido que obteve por causa da inflação e também (e também!) por causa de aumentos de impostos e taxas.
    O zé cidadão que de contas sabe pouco só se apercebe da “austeridade” quando vê que a carteira fica vazia mais cedo do que antes. Mas vai queixar-se é do ordenado, e não vê que durante o resto do tempo o “estado” e a inflação andaram a meter-lhe as mãos nos bolsos o tempo todo.

    Mas no “worries” —– as autoestradas continuam engarrafadas.

  21. Procura e oferta, se realmente se “recusam” então surgem outros que ficam com esses empregados e expandem, e se afinal não é “recusar” então é sinal de um problema muito mais grave e profundo que “os patrões são chulos”. Mania da expetativa que o estado trate da vida por eles e falta de compreensão de como funciona o mercado laboral, que o patrão tem de ser caridoso e de ficar à espera de um aumento em vez de recorrer mais a sindicatos e puxarem o seu lado da corda da procura e oferta.

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