Claro que existe. Quem nunca ouviu bocas por parte das enfermeiras parteiras ou desprezo por parte dos médicos antes, durante e após o parto? Já para não falar em casos de negligência..
É preciso combater esses maus profissionais para que esse momento (parto), que por si só já é bastante difícil, seja um processo ainda mais empático.
“A violência obstétrica é um tipo de violência de género, em que existe a apropriação do corpo da mulher grávida por profissionais de saúde durante a gravidez e parto.”
Isto não seria só… tipo… violência, maltratos, ou negligência? Porque é que temos que inventar estes nomes todos para conceitos que já existem?
“Não existem condenações em Portugal por VO porque, em termos de jurisprudência, o conceito não é reconhecido nem utilizado”
É o mesmo que dizer que não existem condenações em Portugal por Roubo Musculatório (RM), porque roubar pesos chama-se só “roubo”
Se um profissional de saúde maltrata os seus pacientes, é demissão ou prisão, não precisamos de complicar as coisas com termos novos
Gostava de ver como se obtém consentimento para tocar na mulher durante o parto quando as mulheres estão malucas com as dores e com as hormonas por causa do parto.
O parto muitas vezes nem é fácil nem é bonito, isso é para os filmes, é um processo complicado, muito arriscado e “sujo”.
(já agora, não são os médicos que fazem os partos normais. Mais respeito pelos enfermeiros sff)
segundo o que alguém da área medica me explicou resumidamente:
A especialidade de obstetrícia ainda é muito afetada pelo método contra cientifico do: sempre fez-se assim. Por isso é comum aplicarem-se técnicas que pouca evidência científica têm atualmente (ex: o corte para evitar o rasgamento).
​
Se associar-mos isto ao conhecido elitismo e desatualização do pessoal mais antigo, fica ali um caldo que não gostava de ver ninguém a beber.
​
​
O facto de termos um SNS nas lonas resulta com que pouco ou nada se possa fazer para mudar o paradigma a curso prazo. Seja no que toca à qualidade dos recursos humanos, seja nas condições.
​
É um pouco assustador.
Se não gostam comecem a parir em casa, até pa foder um dia destes vamos ter de assinar um contrato não vá ser que nos denunciem por más práticas
Porque é que tanta gente fica ofendido com noticias destas? É só gente na defensiva nos comentários, até parece que nunca encontraram médicos mais rudes, agora imaginem isto quando estão a dar à luz por exemplo.
Cambada de virgens ofendidas que se sentem logo atacados pelos outros
É uma questão complicada. Por um lado, é verdade que há muito médicos e enfermeiros (especialmente os segundos, pelas histórias que vou ouvindo) que são desnecessariamente rudes e/ou agressivos para com quem está a parir, e que o problema possa ser maior do que noutras áreas da medicina, ou que são teimosos e não adequam o processo às situações (fazerem cesarianas quando não deviam, ou vice-versa, por exemplo)
Por outro lado, é preciso entender que o foco dos médicos nestes casos é garantir que o bebé nasce em segurança e a mãe também se mantém saudável. Estar a perguntar (ou até mesmo só avisar) de 5 em 5 segundos a uma mulher cheia de dores e meia anestesiada sobre o próximo passo simplesmente não funciona nalguns casos, estão vidas em jogo
Ok, espera.
Então a moda é blm, lgtb e violência obstétrica.
8 comments
Claro que existe. Quem nunca ouviu bocas por parte das enfermeiras parteiras ou desprezo por parte dos médicos antes, durante e após o parto? Já para não falar em casos de negligência..
É preciso combater esses maus profissionais para que esse momento (parto), que por si só já é bastante difícil, seja um processo ainda mais empático.
“A violência obstétrica é um tipo de violência de género, em que existe a apropriação do corpo da mulher grávida por profissionais de saúde durante a gravidez e parto.”
Isto não seria só… tipo… violência, maltratos, ou negligência? Porque é que temos que inventar estes nomes todos para conceitos que já existem?
“Não existem condenações em Portugal por VO porque, em termos de jurisprudência, o conceito não é reconhecido nem utilizado”
É o mesmo que dizer que não existem condenações em Portugal por Roubo Musculatório (RM), porque roubar pesos chama-se só “roubo”
Se um profissional de saúde maltrata os seus pacientes, é demissão ou prisão, não precisamos de complicar as coisas com termos novos
Gostava de ver como se obtém consentimento para tocar na mulher durante o parto quando as mulheres estão malucas com as dores e com as hormonas por causa do parto.
O parto muitas vezes nem é fácil nem é bonito, isso é para os filmes, é um processo complicado, muito arriscado e “sujo”.
(já agora, não são os médicos que fazem os partos normais. Mais respeito pelos enfermeiros sff)
segundo o que alguém da área medica me explicou resumidamente:
A especialidade de obstetrícia ainda é muito afetada pelo método contra cientifico do: sempre fez-se assim. Por isso é comum aplicarem-se técnicas que pouca evidência científica têm atualmente (ex: o corte para evitar o rasgamento).
​
Se associar-mos isto ao conhecido elitismo e desatualização do pessoal mais antigo, fica ali um caldo que não gostava de ver ninguém a beber.
​
​
O facto de termos um SNS nas lonas resulta com que pouco ou nada se possa fazer para mudar o paradigma a curso prazo. Seja no que toca à qualidade dos recursos humanos, seja nas condições.
​
É um pouco assustador.
Se não gostam comecem a parir em casa, até pa foder um dia destes vamos ter de assinar um contrato não vá ser que nos denunciem por más práticas
Porque é que tanta gente fica ofendido com noticias destas? É só gente na defensiva nos comentários, até parece que nunca encontraram médicos mais rudes, agora imaginem isto quando estão a dar à luz por exemplo.
Cambada de virgens ofendidas que se sentem logo atacados pelos outros
É uma questão complicada. Por um lado, é verdade que há muito médicos e enfermeiros (especialmente os segundos, pelas histórias que vou ouvindo) que são desnecessariamente rudes e/ou agressivos para com quem está a parir, e que o problema possa ser maior do que noutras áreas da medicina, ou que são teimosos e não adequam o processo às situações (fazerem cesarianas quando não deviam, ou vice-versa, por exemplo)
Por outro lado, é preciso entender que o foco dos médicos nestes casos é garantir que o bebé nasce em segurança e a mãe também se mantém saudável. Estar a perguntar (ou até mesmo só avisar) de 5 em 5 segundos a uma mulher cheia de dores e meia anestesiada sobre o próximo passo simplesmente não funciona nalguns casos, estão vidas em jogo
Ok, espera.
Então a moda é blm, lgtb e violência obstétrica.