Tá entre os piores países em tudo. É o governo? Não, são as pessoas que colectivamente tomam más decisões diariamente.
E vai continuar a estar, estradas degradadas, traçados que parece que foram projectados por cegos, “heróis” atrás do volante, falta fiscalização (até tenho medo de meter isto aqui, que já vem a malta do costume: ARRR, caça à multa), falta de civismo, falta de educação nas escolas… o problema vem de trás, só se nota quando estão a conduzir uma máquina de umas toneladas.
muita bebidaaa
Mete mais radares
Já matou mais que todas as guerras em solo português.
Mais radares, mais polícia, mais inibições de condução ou apreensões do veículo, para não virem com a tanga “ah e tal nãoera eu”. Não vale a pena aumentar multas, quem tem dinheiro paga e caga-se.
Não há dia em que não veja 10, 20 pessoas a conduzir e no tlm, ninguém quer saber de traços contínuos, faixas bus, os limites de velocidade sao meramente indicativos, atravessar uma passadeira é uma roleta russa. E nem vou falar da forma como algumas cartas de condução são obtidas, porque todos bem sabemos o que por aí se faz.
Apesar de ser responsabilidade teórica do governo, a segurança na estrada depende de todos nós. Há gente que não percebe o que é ter uma máquina de morte nas mãos.
Se toda a gente circular em segurança, os acidentes não acontecem da mesma forma. Primeiro ponto, se toda a gente cumprir e respeitar os limites de velocidade, é certinho e direitinho que reduzem o número de sinistros rodoviários.
Mas o condutor lusitano é o maior – é o que acha que ali o limite tem que ser outro, é o que acha que sabe o que está a fazer, é o que está sempre certo os outros é que estão todos mal, é o que passa à frente das filas todas porque é mais importante, é o que caga nas placas porque conhece aquilo bem, é o velhote que já perdeu noção da sua capacidade de reflexos mas ninguém lhe tira as chaves, é o “tão mas só bebi uma pinguinha (4 copos de tinto), também não foi assim tanto, não tenho esse feeling”, é o “a minha adrenalina e dopamina são mais importantes que a segurança pública”, é o estrangeiro que tirou a carta num contexto diferente e não está totalmente apto, é o mandar mensagens no colo, é o campeão da testosterona que pisa bem no acelerador, é o “condutor técnico”, são todos eles. É tudo campeões, até acontecer alguma a eles – aos outros, é naquela.
Conduzo regularmente num outro país há coisa de 2 meses e os limites são efetivamente mais baixos que em Portugal. Na minha zona residencial é 30 km/h, na autoestrada para o trabalho costuma estar a 90 km/h consoante o trânsito e situação das vias. É uma seca, mas sei que eles existem, claro, mas ainda não vi acidentes. Fiz a M5 britânica há uns dias, sobretudo tranquilo; fiz a A2 portuguesa há umas semanas e reparei em dois condutores aos zig-zags a olhar para o colo.
Andam tudo com a viatura colada no rabo uns dos outros. Já cansei de ver veículos a menos de um metro de camiões na A1 a mais de 100km…
Estradas todas rebentadas e carros antigos graças aos impostos idioticos e salários baixos.
E não venham com a treta da condução, os Italianos conduzem bem pior que nós e morrem menos na estrada.
Excesso de velocidade, não usar indicadores de mudança de direcção, ignorar riscos contínuos, estacionar em cima de passadeiras ou imediatamente antes, não manter as distâncias de segurança para a velocidade a que estão a circular… Coisas que se vêem diariamente nas estradas portuguesas de norte a sul a toda a hora.
Mas se são apanhados pelos radares ou operações STOP, ai ai ai “caça à multa”. Se cumprirem, não há coima e devia era haver ainda mais fiscalização das situações que colocam outros condutores e peões em risco.
Sim, há muitas vias degradadas e com traçados que não ajudam à segurança rodoviária. No entanto isso é apenas mais uma razão para se conduzir com cautela e precauções extra. Não retira qualquer responsabilidade dos infractores, que por lei devem sempre adaptar a sua condução às condições da via, atmosféricas e do tráfego.
O nosso país incentiva o uso do carro e a tomada de decisões pouco seguras.
**Veículos pouco seguros** – Os carros são incrivelmente caros em Portugal. Isto incentiva por um lado a comprar o mais barato possível, o Dacia Duster, o modelo mais vendido em 2024 e um dos mais baratos no mercado é tambem dos que tem o pior valor de segurança NCAP desse ano.
Por outro lado, incentiva os portugueses a manter o seu carro o máximo de tempo possível, temos um parque automóvel antiquíssimo que se renova muito lentamente, carros antigos são por norma muito mais inseguros que veículos atuais.
** Incentivo ao uso do automovel ** – Este ponto é facilimo compreender, se não andas de carro, só tens um acidente se fores atropelado, portanto quanto menos frequente for a utilização do automovel menor probabilidade há de haver acidentes. Tirando algumas exceções pontuais, viver em Portugal sem ter um carro é viver com uma grande desvantagem, é basicamente essencial para alguem no ativo.
** Uso de alternativas perigosas ** – Sabem o que gasta muito menos e é mais barato que um carro? Uma mota, uma 125cc até, que nem precisas de carta para conduzir. Obviamente que o risco é muito maior numa mota, mas sente-se no bolso os trocos que se poupam. Autoestradas tambem são muito mais seguras que estradas nacionais, mas quantos de nós já perdemos mais um tempo a ir pela nacional que por norma até são menos quilómetros para poupar no balurdio que são as autoestradas?
** Beber e conduzir ** – É íncrivel como não temos maneira de mitigar isto sem ter de estar a confiar que o próprio embriagado vai tomar a decisão certa. Foste para a tasca, nem estavas a planear beber mas aconteceu, a tasca fechou, e agora? Foste à cidade passar a noite, os bares fecharam, são 4 da manhã, como voltas? Churrascada na casa de um conhecido, toda a gente já foi para casa, como voltas? Não há transportes há noite, não há TVDE em muitas partes do país a essa hora, se calhar mesmo bêbado vês o arrombo que vai ser chamar um TVDED ou pior ainda um taxi.
A quantidade de acidentes que temos em Portugal para mim é um problema de conveniencia e custo. Tem de ser mais conveniente ir de transportes, tem de ser mais apelativo ter um carro seguro, tem de ser fácil lidar com imprevistos sem um carro, tem de ser mais facil tomar a decisão correta, isto só muda quando o carro for algo para alguem com necessidades muito especificas ou para usar uma vez por outra. Isto não quer dizer dificultar o acesso ao carro de que maneira for, enquanto for uma necessidade não vai fazer diferença, é tudo o qresto que tem de melhorar, tem de ser fácil, conveniente, barato tomar a decisão mais segura.
Sem multas nunca vai mudar
Temos uma polícia completamente inútil que nada fiscaliza nem se quer chatear nem ter má fama. Da nisso
Está e não é de hoje, e nem as autoridades fiscalizam, nem o governo altera a legislação para, por exemplo, multar os infratores em função dos seua rendimentos, nem facilitar a retirada da carta a pessoas que são reicidentes. Nada, um grande nada, para travar esta vergonha.
Vendo o que vejo todos os dias na estrada, duvido 0. Todo o tuga conduz como se tivesse um BMW
Algo me diz que se banirem o uso e venda de BMW’s a redução de morte sobe a pico 😂
Nada de novo, portanto.
Quem se lembra do sketch do gato fedorento onde eles eram da BT e estavam todos contentes porque tinham conseguido chegar ao final de uma operação com menos mortes do que o ano anterior, só para ficarem tristes porque morreu um condutor nesses minutos finais mas depois explodem de alegria porque já foi depois da meia-noite? Um sketch com 20 anos ou quase?
16 comments
Tá entre os piores países em tudo. É o governo? Não, são as pessoas que colectivamente tomam más decisões diariamente.
E vai continuar a estar, estradas degradadas, traçados que parece que foram projectados por cegos, “heróis” atrás do volante, falta fiscalização (até tenho medo de meter isto aqui, que já vem a malta do costume: ARRR, caça à multa), falta de civismo, falta de educação nas escolas… o problema vem de trás, só se nota quando estão a conduzir uma máquina de umas toneladas.
muita bebidaaa
Mete mais radares
Já matou mais que todas as guerras em solo português.
Mais radares, mais polícia, mais inibições de condução ou apreensões do veículo, para não virem com a tanga “ah e tal nãoera eu”. Não vale a pena aumentar multas, quem tem dinheiro paga e caga-se.
Não há dia em que não veja 10, 20 pessoas a conduzir e no tlm, ninguém quer saber de traços contínuos, faixas bus, os limites de velocidade sao meramente indicativos, atravessar uma passadeira é uma roleta russa. E nem vou falar da forma como algumas cartas de condução são obtidas, porque todos bem sabemos o que por aí se faz.
Apesar de ser responsabilidade teórica do governo, a segurança na estrada depende de todos nós. Há gente que não percebe o que é ter uma máquina de morte nas mãos.
Se toda a gente circular em segurança, os acidentes não acontecem da mesma forma. Primeiro ponto, se toda a gente cumprir e respeitar os limites de velocidade, é certinho e direitinho que reduzem o número de sinistros rodoviários.
Mas o condutor lusitano é o maior – é o que acha que ali o limite tem que ser outro, é o que acha que sabe o que está a fazer, é o que está sempre certo os outros é que estão todos mal, é o que passa à frente das filas todas porque é mais importante, é o que caga nas placas porque conhece aquilo bem, é o velhote que já perdeu noção da sua capacidade de reflexos mas ninguém lhe tira as chaves, é o “tão mas só bebi uma pinguinha (4 copos de tinto), também não foi assim tanto, não tenho esse feeling”, é o “a minha adrenalina e dopamina são mais importantes que a segurança pública”, é o estrangeiro que tirou a carta num contexto diferente e não está totalmente apto, é o mandar mensagens no colo, é o campeão da testosterona que pisa bem no acelerador, é o “condutor técnico”, são todos eles. É tudo campeões, até acontecer alguma a eles – aos outros, é naquela.
Conduzo regularmente num outro país há coisa de 2 meses e os limites são efetivamente mais baixos que em Portugal. Na minha zona residencial é 30 km/h, na autoestrada para o trabalho costuma estar a 90 km/h consoante o trânsito e situação das vias. É uma seca, mas sei que eles existem, claro, mas ainda não vi acidentes. Fiz a M5 britânica há uns dias, sobretudo tranquilo; fiz a A2 portuguesa há umas semanas e reparei em dois condutores aos zig-zags a olhar para o colo.
Andam tudo com a viatura colada no rabo uns dos outros. Já cansei de ver veículos a menos de um metro de camiões na A1 a mais de 100km…
Estradas todas rebentadas e carros antigos graças aos impostos idioticos e salários baixos.
E não venham com a treta da condução, os Italianos conduzem bem pior que nós e morrem menos na estrada.
Excesso de velocidade, não usar indicadores de mudança de direcção, ignorar riscos contínuos, estacionar em cima de passadeiras ou imediatamente antes, não manter as distâncias de segurança para a velocidade a que estão a circular… Coisas que se vêem diariamente nas estradas portuguesas de norte a sul a toda a hora.
Mas se são apanhados pelos radares ou operações STOP, ai ai ai “caça à multa”. Se cumprirem, não há coima e devia era haver ainda mais fiscalização das situações que colocam outros condutores e peões em risco.
Sim, há muitas vias degradadas e com traçados que não ajudam à segurança rodoviária. No entanto isso é apenas mais uma razão para se conduzir com cautela e precauções extra. Não retira qualquer responsabilidade dos infractores, que por lei devem sempre adaptar a sua condução às condições da via, atmosféricas e do tráfego.
O nosso país incentiva o uso do carro e a tomada de decisões pouco seguras.
**Veículos pouco seguros** – Os carros são incrivelmente caros em Portugal. Isto incentiva por um lado a comprar o mais barato possível, o Dacia Duster, o modelo mais vendido em 2024 e um dos mais baratos no mercado é tambem dos que tem o pior valor de segurança NCAP desse ano.
Por outro lado, incentiva os portugueses a manter o seu carro o máximo de tempo possível, temos um parque automóvel antiquíssimo que se renova muito lentamente, carros antigos são por norma muito mais inseguros que veículos atuais.
** Incentivo ao uso do automovel ** – Este ponto é facilimo compreender, se não andas de carro, só tens um acidente se fores atropelado, portanto quanto menos frequente for a utilização do automovel menor probabilidade há de haver acidentes. Tirando algumas exceções pontuais, viver em Portugal sem ter um carro é viver com uma grande desvantagem, é basicamente essencial para alguem no ativo.
** Uso de alternativas perigosas ** – Sabem o que gasta muito menos e é mais barato que um carro? Uma mota, uma 125cc até, que nem precisas de carta para conduzir. Obviamente que o risco é muito maior numa mota, mas sente-se no bolso os trocos que se poupam. Autoestradas tambem são muito mais seguras que estradas nacionais, mas quantos de nós já perdemos mais um tempo a ir pela nacional que por norma até são menos quilómetros para poupar no balurdio que são as autoestradas?
** Beber e conduzir ** – É íncrivel como não temos maneira de mitigar isto sem ter de estar a confiar que o próprio embriagado vai tomar a decisão certa. Foste para a tasca, nem estavas a planear beber mas aconteceu, a tasca fechou, e agora? Foste à cidade passar a noite, os bares fecharam, são 4 da manhã, como voltas? Churrascada na casa de um conhecido, toda a gente já foi para casa, como voltas? Não há transportes há noite, não há TVDE em muitas partes do país a essa hora, se calhar mesmo bêbado vês o arrombo que vai ser chamar um TVDED ou pior ainda um taxi.
A quantidade de acidentes que temos em Portugal para mim é um problema de conveniencia e custo. Tem de ser mais conveniente ir de transportes, tem de ser mais apelativo ter um carro seguro, tem de ser fácil lidar com imprevistos sem um carro, tem de ser mais facil tomar a decisão correta, isto só muda quando o carro for algo para alguem com necessidades muito especificas ou para usar uma vez por outra. Isto não quer dizer dificultar o acesso ao carro de que maneira for, enquanto for uma necessidade não vai fazer diferença, é tudo o qresto que tem de melhorar, tem de ser fácil, conveniente, barato tomar a decisão mais segura.
Sem multas nunca vai mudar
Temos uma polícia completamente inútil que nada fiscaliza nem se quer chatear nem ter má fama. Da nisso
Está e não é de hoje, e nem as autoridades fiscalizam, nem o governo altera a legislação para, por exemplo, multar os infratores em função dos seua rendimentos, nem facilitar a retirada da carta a pessoas que são reicidentes. Nada, um grande nada, para travar esta vergonha.
Vendo o que vejo todos os dias na estrada, duvido 0. Todo o tuga conduz como se tivesse um BMW
Algo me diz que se banirem o uso e venda de BMW’s a redução de morte sobe a pico 😂
Nada de novo, portanto.
Quem se lembra do sketch do gato fedorento onde eles eram da BT e estavam todos contentes porque tinham conseguido chegar ao final de uma operação com menos mortes do que o ano anterior, só para ficarem tristes porque morreu um condutor nesses minutos finais mas depois explodem de alegria porque já foi depois da meia-noite? Um sketch com 20 anos ou quase?
Comments are closed.