Macron considera ″chocante e excessivo″ salário do português Carlos Tavares

14 comments
  1. Nâo é por nada, mas…

    >O grupo Stellantis, que não quis reagir às declarações de Macron, lembrou, no entanto, que “em menos de oito anos, o grupo PSA – Peugeot Citroën passou de uma situação de quase falência à posição de empresa líder no seu setor a nível mundial” graças à fusão com a FCA – Fiat-Chrysler, projeto que foi liderado pelo português Carlos Tavares.
    >
    >A remuneração de Carlos Tavares, “90% variável de acordo com os resultados”, mantém-se apesar de tudo inferior à dos seus homólogos norte-americanos da GM (General Motors) ou da Ford, indicou o grupo Stellantis.

    Faz-te comichão por ser um tuga e não um francês, presidente Macarrão?

  2. Porque raio é que um político ou outra pessoa quer colocar limites no que alguém pode ganhar? Está a tentar ir buscar um votos à esquerda antes das eleições por estar com medo da Le Pen?

  3. Faz-lhe confusao por ser português e por nao alinhar pela bitola do biodesagradavel. É inegável o sucesso da gestão do nosso camarada Tavares.

  4. “O presidente francês, Emmanuel Macron, considera “chocante e excessivo” o valor “astronómico” do salário do presidente executivo do grupo automóvel Stellantis, o português Carlos Tavares, e afirmou-se a favor de “tetos” de remuneração ao nível da União Europeia.”

    Eu também sou a favor de tetos.

    De preferência arrebitadinhos.

  5. Acho que era conveniente saberem quantos apoios o grupo agora Stellantis andou a receber nos últimos 20 anos, as autorizações “excepcionais” para não cumprir com as normas europeias de emissões depois do escândalo VW, a fusão que nunca deveria ser aceite se não fosse existir o gigante VW, o proteccionismo estatal via compras…

    Depois não admira que atirem isto à cara do Macron, com razão, afinal ele é o tipo que corta direitos aos trabalhadores.

  6. Para quem confude aqui com os salários dos futebolistas. Não tem nada que ver.
    Os futebolistas são uma marca, um ativo. Os salários que eles recebem são uma fração mais ou menos importante das receitas que gera essa marca. Eles são pagos a peso de ouro não porque jogam bem mas porque vendem camisetas. Obviamente vai ligado, mas não sempre — lembrem-se de Beckham, um jogador mediano mas um excelente produto de marketing. E sem eles a marca não existe.

    Por muito que vos tentem convencer do contrário, um CEO é uma commodity, um tipo chega a CEO dum grande grupo porque se sabe mexer nos corredores da sede da empresa, e porque vai fazendo favores a fulano e sicrano, e outras coisas menos confessáveis, não pelo seu talento (a não ser que considerem intrigar e conspirar um talento). Como bom exemplo têm o anterior diretor da Renault-Nissan, muitos anos um homem intocável, tido como um dos melhores CEO’s do mundo, e que o tempo veio demonstrar ser autêntico corsário. Não digo que Carlos Tavares não seja um bom profissional, mas custa-me acreditar que não exista ninguém com igual “talento” não esteja disposto a fazer o mesmo trabalho por uma décima parte do salário deste.

    Outro ponto importante é como são determinadas as remunerações em sociedades de capital aberto e muito disseminado, com conselhos de administração “independentes”, onde existe uma conivência entre os diferentes intervenientes, direcção de topo e administração, que vivem da troca de favores, um dia por dia por mim outro dia por ti, e assim vai o mundo.

    No fundo é pouco diferente do mundo político ao qual aliás o mundo das grandes empresas está muito ligado.

  7. Tirou da falencia, 10% da remuneração é termo fixo e quando se tornou lider de mercado foi um escandalo porque cobrou os 90% correspondente ao termo variável?

    Mas agora vale mudar as regras a meio do jogo?!

Leave a Reply