
Segundo os documentos financeiros do festival Tribeca, a Impresa teve de pagar 750 mil dólares pelos direitos do evento e foi esse valor, em euros, que teve de ir buscar. Acabaria por conseguir 500 mil da câmara de Lisboa e 250 mil do Turismo de Portugal, tutelado pelo ministério da Economia. Ou seja, na prática, foi o Estado português a pagar o fee do festival da Impresa/SIC.
Os documentos solicitados pela SÁBADO a estas entidades – um processo que durou mais de nove meses devido à resistência destas de fornecerem esta informação – dão um vislumbre de como o processo decorreu para que a Impresa/SIC tivesse obtido tanto dinheiro para um festival de apenas dois dias e que esteve longe do impacto que anunciava.
O festival teve um prejuízo de 360 mil euros, segundo o Relatório de Execução Financeira, – as receitas foram de €1.464.374 e as despesas de €1.825.168. Se não tivesse tido o apoio público de 750 mil, o evento teria dado um prejuízo ainda maior, superior a 1 milhão de euros.
Quanto à referida Associação Turismo de Lisboa (ATL), que contribuiu com 250 mil euros para o Tribeca, é uma associação que promove e explora o turismo na Grande Lisboa. Junta empresas privadas e a câmara de Lisboa, que preside sempre à associação – no caso, por Carlos Moedas. É fortemente financiada com dinheiros públicos (com subvenções e receitas da exploração de equipamentos públicos).
A ATL enviou-nos documentos e emails sem truncar os nomes. É através desses emails que é possível ver o gabinete de Carlos Moedas a instruir a Impresa/SIC sobre como pedir o dinheiro. Em três semanas, e com a intermediação do gabinete de Carlos Moedas, o assunto ficou resolvido. Um cenário muito diferente do que se passou, por exemplo, com o DocLisboa, evento de cinema que em 2024 arrancou a 22ª edição na mesma altura do Tribeca, mas sem receber apoio financeiro da câmara (que desde 2017 era de €100 mil anuais). A Apordoc, organizadora, disse na altura que solicitou “por diversas vezes reunião com o gabinete” de Carlos Moedas, para resolver o problema do financiamento, mas “nunca obteve qualquer resposta”.
https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/como-moedas-ajudou-a-sic-a-ir-buscar-500-mil-euros
by PrestigiousLoan9702
27 comments
Os economistas vão dizer que entrou muito mais na economia, que é o que acontece com estes eventos.
O Moedas é absolutamente cara podre. É inacreditável.
500.000 directos da CML + 250.000 da ATL são 750.000 mil euros nossos que o Moedas deu à SIC em troco de uma fotografia com o Robert de Niro. Numa cidade cheia de equipamentos degradados ou não-funcionais, consigo imaginar melhor uso desse dinheiro.
Mas, lá está, a boa imprensa paga-se.
Grandes amigos 💪
> Um cenário muito diferente do que se passou, por exemplo, com o DocLisboa, evento de cinema que em 2024 arrancou a 22ª edição na mesma altura do Tribeca, mas sem receber apoio financeiro da câmara (que desde 2017 era de €100 mil anuais). A Apordoc, organizadora, disse na altura que solicitou “por diversas vezes reunião com o gabinete” de Carlos Moedas, para resolver o problema do financiamento, mas “nunca obteve qualquer resposta”.
Quer dizer, dava para fazer 7x DocLisboa com o que custou o Tribeca, e ainda sobrava dinheiro.
Pergunto-me: há alguém, de que cor política seja, que defenda o miserável trabalho que o Moedas fez no seu mandato? A única coisa em que o abécula mete esforço é na auto-promoção.
Deixem-me postar umas partes fantásticas do artigo:
O Imperador Moedas considera-se acima da lei:
>Mesmo após o parecer da Comissão de Acesso a Documentos Administrativos, que deliberou que a EGEAC tem de enviar os documentos completos e todos os emails, e sem nomes rasurados, porque estava em causa financiamento público, a empresa nunca o fez até hoje, apesar de múltiplas insistências da **SÁBADO** junto de Pedro Moreira, presidente do conselho de administração.
Para onde foi o dinheiro:
>Acrescente-se que o mapa de despesas que a Impresa/SIC teve de apresentar após o evento não é claro sobre o que realmente se gastou. Por exemplo, 789 mil euros (basicamente, metade de todas as despesas) foram para pagar à All In Brand Ignition, empresa de Francisco Melo e Castro. Este, deduz-se, pagou despesas de produção. Quais? Não se sabe, nem está indicado.
Flop total e absoluto, ainda mais aquém das promesas do que as JMJ:
>O evento acabaria ignorado internacionalmente – nem o relatório de performance, a que a **SÁBADO** acedeu, consegue dar um exemplo de uma notícia em algum meio estrangeiro. Encontrámos apenas notícias breves sobre a existência do festival baseadas em comunicados enviados às redações na altura em que foi anunciada a parceria. Não encontrámos qualquer reportagem de um jornalista internacional em Lisboa durante o evento.
>Na candidatura junto do Turismo de Portugal, foi ainda dado como assente que o Tribeca Lisboa teria “3.000 visitantes estrangeiros”, que iam gastar €120 por dia, durante três dias, num total de impacto económico para a cidade de “€1.080.000”.
>Na Análise ao Relatório de Performance (documento posterior ao evento, de balanço, e também mostrado à **SÁBADO** pelo Turismo de Portugal) é dito que o evento teve “1.500 visitantes diários”, num total de 3.000, e que “a percentagem de público estrangeiro terá rondado os 20%”. Ou seja, os 3.000 visitantes estrangeiros foram 600.
Mas vamos fazer outra vez! Já está prometido.
>A edição de 2025 do Tribeca Lisboa (de 30 de outubro e 1 de novembro) terá de novo financiamento público, mas só o Turismo de Portugal confirmou a candidatura da Impresa/SIC a €250 mil. A câmara de Lisboa, a EGEAC e a ATL não responderam se vão apoiar o evento, ou se têm algum processo de financiamento a decorrer.
Estou fartinho dos “unicórnios” do Moedas e da sua falta de bom senso em relação às prioridades. É daquelas pessoas que vive das aparências.Fora com ele!
Devia sair-lhe do bolso.
Ja o ano passado foi exatamente a mesma historia.
Alias, houve aqui pelo menos 1 ou 2 posts acerca disso.
Vai-me custar votar PS, mas estou disposto a tudo para despachar este boneco de Lisboa
E ainda há bonecos a dizer que a SIC/Expresso são meios de CS de esquerda. Faz todo o sentido eles darem boa media ao PSD para depois receberem estas “esmolas” sobretudo agora que estão quase falidos.
Estes políticos só aprendiam de uma forma… se alguém lhes chegassem a roupa ao pêlo sempre que lesassem os contribuintes.
Tendo a infelicidade, como muitos portugueses, de ser “obrigado” a viver em Lisboa por necessidade económica, espero por tudo que tirem o autarca mais incompetente e político desprezível do cargo de presidente. É um aldrabão, que vive no seu castelo de marfim, apenas preocupado em culpar tudo e todos para a sua falta de capacidade. Farto de estar refém das políticas deste tipo, conseguiu deixar saudades do Merdina lol
Confesso que já estava a espera que o contribuinte fosse chamado a meter dinheiro na SIC e afins, nunca pensei que já tivesse acontecido.
Quando é que as empresas voltam a ter consequências de má gestão?
Companhias aéreas, bancos, televisões, é sempre a mesma coisa.
“Ah e tal e os empregos”. Mas é a mesma SIC que nos enfia todos os dias que Portugal precisa de milhares de imigrantes para colmatar postos de trabalho, portanto emprego não falta.
A SIC e o estado juntos ? Quem diria ! /S
O Moedas parecia ser uma de 2 euros mas afinal é a de 2 centimos.
O coins a fazer cosplay de costa e atirar uns cobres para a msm.
Deixem o Moedas trabalhar!
Aqui estou Manuel Acácio!
Esta gente é um nojo, fds.
Estes eventos todos sempre à mama do erário público…
Todos pagamos, mas não temos direito a nada, e depois se há lucros, são para as empresas, se há prejuízos, ainda têm que receber mais umas ajudas para não ficarem no vermelho
Carlos Moedas deveria ser a definição de “sonso” no dicionário
Vamos ser honestos: a SIC fez por merecer esta ajuda.
Que choque! Ainda por cima o grupo media da família Balsemão? Novidades apenas no Continente.
Mas não se esqueçam que é suposto acreditarmos que a SIC é favorável ao PS e à esquerda, como andam muitos por aí a berrar. 🤦
A SIC está falida todos sabem disso, se não fossem os políticos aquilo já tinha fechado!
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