> A almofada criada com risco do Estado com o argumento de segurar a solidez do Novo Banco permitiu cozinhar um caldo de oportunidades para uma coincidência de interesses em que todos se movimentaram com sentimento de impunidade.
> O Novo Banco considera-se a instituição mais escrutinada de sempre e a gestão apresenta-se como a garantia de salvaguarda do interesse público. Era o expectável. Mas há sempre outra opção quando decisões de venda de activos em larga escala estão protegidas por uma almofada de segurança de 3,9 mil milhões de euros.
> Os estilhaços da Operação Cartão Vermelho, que investiga as relações de Luís Filipe Vieira com a banca, contaminaram o Novo Banco e podem ter ferido o fundo norte-americano Lone Star, bem como a gestão liderada por António Ramalho, que só se manterá como principal executivo até Agosto, depois de ter interrompido de forma prematura o seu segundo mandato.
> No centro de todo este emaranhado de ligações está um crédito de 54,3 milhões de euros originado em 2012, numa troca de favores entre Ricardo Salgado e Luís Filipe Vieira, cujo desfecho, entre 2019 e 2020, envolveu uma teia de opacidade e de conivências, entre a própria estrutura do credor, o devedor original e um fundo abutre. No seu epicentro está a Imosteps, uma sociedade imobiliária de Vieira com 50% de outra sociedade brasileira com propriedades numa zona nobre do Rio de Janeiro que o NB avaliou, em 2015, em 96 milhões de euros. Uma sociedade em que o NB também tem 12,5%.
Quando me lembro de ver este ser todo fanfarrão nas entrevistas enquanto presidente do Benfica, dá-me vontade de ganhar os poderes do Super Homem e ir lá esmurrar aquele bigode estúpido até à Quinta Dimensão.
2 comments
O artigo é (muito) longo mas deixo aqui a entrada
> A almofada criada com risco do Estado com o argumento de segurar a solidez do Novo Banco permitiu cozinhar um caldo de oportunidades para uma coincidência de interesses em que todos se movimentaram com sentimento de impunidade.
> O Novo Banco considera-se a instituição mais escrutinada de sempre e a gestão apresenta-se como a garantia de salvaguarda do interesse público. Era o expectável. Mas há sempre outra opção quando decisões de venda de activos em larga escala estão protegidas por uma almofada de segurança de 3,9 mil milhões de euros.
> Os estilhaços da Operação Cartão Vermelho, que investiga as relações de Luís Filipe Vieira com a banca, contaminaram o Novo Banco e podem ter ferido o fundo norte-americano Lone Star, bem como a gestão liderada por António Ramalho, que só se manterá como principal executivo até Agosto, depois de ter interrompido de forma prematura o seu segundo mandato.
> No centro de todo este emaranhado de ligações está um crédito de 54,3 milhões de euros originado em 2012, numa troca de favores entre Ricardo Salgado e Luís Filipe Vieira, cujo desfecho, entre 2019 e 2020, envolveu uma teia de opacidade e de conivências, entre a própria estrutura do credor, o devedor original e um fundo abutre. No seu epicentro está a Imosteps, uma sociedade imobiliária de Vieira com 50% de outra sociedade brasileira com propriedades numa zona nobre do Rio de Janeiro que o NB avaliou, em 2015, em 96 milhões de euros. Uma sociedade em que o NB também tem 12,5%.
Quando me lembro de ver este ser todo fanfarrão nas entrevistas enquanto presidente do Benfica, dá-me vontade de ganhar os poderes do Super Homem e ir lá esmurrar aquele bigode estúpido até à Quinta Dimensão.