O título facilmente se prova seguindo as biografias e os currículos presentes aqui https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/governo/composicao, Pode ser igualmente corroborado usando investigação do [poligrafo](https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/novo-governo-14-dos-17-ministros-nunca-trabalharam-no-setor-privado) para outra afirmação similar.

Nota óbvia que o título se restringe à ocupação principal. Coisas como colunas de opinião, comentário televisivo, etc são tecnicamente trabalhar no privado. mas longe de proporcionar a experiência que é trabalhar no privado.

[António Costa](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/primeiro-ministro)

* 100% carreira pública/política

[Mariana Vieira da Silva – Ministra da Presidência](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/presidencia/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[João Gomes Cravinho – Ministro dos Negócios Estrangeiros](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/negocios-estrangeiros/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Helena Carreiras – Ministra da Defesa Nacional](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/defesa-nacional/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[José Luís Carneiro – Ministro da Administração Interna](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/administracao-interna/ministro)

* Docente Universitário na Universidade Lusíada (95-05);
* Restante carreira em posições estatais;

[Catarina Sarmento e Castro – Ministra da Justiça](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/justica/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Fernando Medina – Ministro das Finanças](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/financas/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[João Costa – Ministro da Educação](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/educacao/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Ana Catarina Mendes – Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/ministra-adjunta-e-dos-assuntos-parlamentares/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[António Costa Silva – Ministro da Economia e do Mar](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/economia-e-mar/ministro)

* Sonangol (80-??)
* Companhia Portuguesa de Serviços (84-97)
* Diretor executivo da Compagnie Géneral de Geophysique em Portugal (98-01)
* Diretor de Engenharia de Reservatórios e de Produção no Beicip-Franlab, (01-03)
* Presidente da Comissão Executiva da Partex, (04-21)

[Pedro Adão e Silva – Ministro da Cultura](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/cultura/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Elvira Fortunato – Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/ciencia-tecnologia-e-ensino-superior/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Ana Mendes Godinho- Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/trabalho-solidariedade-e-seguranca-social/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Marta Temido – Ministra da Saúde](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/saude/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

[Duarte Cordeiro – Ministro do Ambiente e da Ação Climática](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/ambiente-e-acao-climatica/ministro) ^[nota](https://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_Cordeiro)

* Reckitt Benckiser (02-04)
* Restante carreira em posições estatais;

[Pedro Nuno Santos – Ministro das Infraestruturas e Habitação](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/infraestruturas-e-habitacao/ministro)

* Até 3 anos no Grupo Tecmacal (Empresa do pai)
* Restante carreira em posições estatais;

[Ana Abrunhosa – Ministra da Coesão Territorial](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/coesao-territorial/ministro)

* Ernst & Young (94-95).
* Restante carreira em posições estatais;

[Maria do Céu Antunes – Ministra da Agricultura e Alimentação](https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/agricultura-e-alimentacao/ministro)

* 100% carreira em posições estatais;

P.S: Sim, não é _deja vu_, é a mesma merda com a afirmação do título comprovado doutra forma. Os mods gostam de ser parvos, e removeram o outro self-post por o título estar em conflito com a narrativa do poligrafo. Há um tópico no /r/metaportugal se se quiserem juntar à discussão.

25 comments
  1. estavas à espera de quê? um governo com noção da realidade Portuguesa de 2022?

    ​

    mais facilmente encontravas um unicórnio. Mas pior do que isso é que essas pessoas que supostamente têm cargos de alta responsabilidade têm a mesma capacidade de discernimento da realidade igual à Manela dos serviços administrativos que sempre trabalhou na junta desde mil novecentos e troca o passo.

  2. não estou a ver qual é o problema. bem, na realidade tendo em conta o op eu sei exatamente qual é o problema. mas prontos, passem lá a narrativa que estado=mau e siga…

  3. Grande descoberta que tu mais o Pooligrafo fizeram OP… acabaram de descrever o ‘político tradicional’ das américas até às ásias.

  4. António Costa

    100% carreira pública/política

    ​

    Portanto nunca trabalhou um dia, na vida dele…. O líder que nós merecemos.

    ​

    Fernando Medina – Ministro das Finanças

    100% carreira em posições estatais- Então e passar informações ao Putin não conta para currículo ? 😛 😛

  5. O argumento da diversidade é interessante, e certamente se podem tirar mais valias disso, por isso concordo inteiramente que deveriam existir mais ministros com experiências no privado. Mas, por muito que custe a admitir, há que compreender que ser político *é uma profissão*, e tem certas valências e benefícios.

    É claro que é útil quando o decisor político tem conhecimento de causa, e percebe com detalhe a área que gere. Mas grande parte do trabalho de um Ministro/Sec Estado não é produzir relatórios ou legislação específica, mas sim coordenar pessoas e políticas. E para isso tem que saber com quem falar no meio, como negociar, avaliar a competiência das pessoas que gere e dar a cara pelas decisões desenvolvidas no ministério. Tudo isto requer experiência ganha a “fazer política” (de bastidores?) e a trabalhar (principalmente) em organismos públicos, dado que são as situações em que se estará exposto a maior diversidade de “stakeholders” (líderes sindicais, líderes associativos, deputados, ministros, etc.). Um curriculo com maior base no privado não trará tanto esses conhecimentos pessoais.

    E não quero com isto defender a endogamia crónica que sucessivos governos do PS causam, quero unicamente salientar que conhecer bem os “inner workings” da função pública e dos stakeholders associados traz (alguns) benefícios para a gestão do país.

  6. Elvira Fortunato, posições estatais. Académica de profissão em Fisica e em universidades públicas, pode-se mesmo considerar isso uma posição estatal com o viés negativo pretendido de “olhem estes tipos que sempre trabalharam para o Estado”?

  7. Exercer um cargo político de relevância e ter trabalhado no privado são duas coisas antagónicas para qualquer partido de esquerda.

    Os políticos de esquerda ou trabalham ou trabalharam para o estado (1 ou 2 anos de trabalho no privado é só para “inglês ver”)

  8. Era mais interessante saber quantos cargos ocuparam por nomeação vs. concurso.

    Meter Fernando Medina e Elvira Fortunato no mesmo saco é colocar o Bombarralense e o Benfica no mesmo patamar.

  9. Nunca conheci profissionais de sucesso em empresas internacionais que achassem apelativo ir arruinar a vida ao meterem-se na política. Se fores um profissional decente e fores para a política vais ganhar bastante menos, a população vai andar a dar-te na cabeça por tudo e mais alguma coisa, vais ser acusado de andar a roubar independentemente do que faças, vais ser chamado de mentiroso e nunca mais vais ter vida privada.

    A questão que se impõe sempre para mim é, que raio de personalidade é que olha para a vida de um político português e acha que isso é uma aspiração. Quando o pessoal se pergunta o porquê da maior parte de quem lá anda ser como é, a resposta está nestas condições de trabalho. Até fico espantado de terem a qualidade que têm, vistas estas condições.

  10. Políticos de carreira sem experiência na sociedade fora dos cargos políticos? É claro que sabem mesmo bem o que é que a sociedade necessita… S/

  11. Não vejo qualquer tipo de vantagens em ter políticos que tenham trabalhado no privado.. uma vez que isso aconteça a única razão para que essa pessoa aceite um cargo político depois do privado é se tiver interesse em mexer cordelinhos para os amigos no privado fodendo assim a malta..
    Podem ver pelo exemplo dos estados unidos, em que temos presidentes empresários e afins, e vê-se bem pelas leis que aprovam que é tudo para o privilégio de alguns privados e o povo a penar..

    Dai reitero que não existe qualquer interesse em ter políticos “privados”..

  12. Pedro Adão e Silva 100% estatal?

    Ele já foi comentador de futebol na SportTV, já teve uns projectos ligados ao Surf, umas cenas com música, é comentador em canais privados. Como é que isto é 100% estatal?

  13. Sim, e então?

    O Estado não funciona nem vagamente como uma empresa privada e muito menos o trabalho dum ministro tem qualquer semelhança com um diretor duma empresa.

  14. Peço desculpa, mas não percebo a relevância… gerir uma empresa e gerir um país são coisas completamente diferentes. Trabalhar num nao devia ser requisito para trabalhar no outro.

  15. Tendo em conta que ser-se ministro é uma profissão, como tu chamas, estatal, não me parece estranho que realmente a maioria tenham experiência no… estado.

    Esta análise vale zero. Uma coisa é ser-se um boy partidário que só colou cartazes na vida, outra coisa é ter uma carreira na função pública, carreira essa perfeitamente normal e quiçá, desejável. Mas pronto, vamos lá entreter-nos mais uma vez a falar mal de funcionários públicos pq no privado é tudo excelente.

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