Cartel informático fazia concursos à medida para burlar Estado em milhões de euros

by pica_foices

12 comments
  1. Isto é geral. É muito melhor que os antigos elefantes brancos que se fazia com a construção antigamente. Ninguém vê os elefantes digitais.

  2. O quê? Concursos no estado que são feitos à medida de uma e apenas uma das ofertas no mercado? Não pode! Estou extremamente surpreendido por isto. /s

  3. O Banco de Portugal outra vez?

    Essa gente estava a viciar os cadernos de encargos para tantas empresas de informática que estavam perto de completar o 180 e voltar a ter competição nas contratações mas com passos extra.

  4. O que mais me surpreende nestas noticias é quão barato é corromper um funcionário (ou político mas neste caso são funcionários).

    Arriscar ir para a prisão em troca de uma viagem a Barcelona. LOL.

    >”Algumas das “toupeiras” terão recebido dinheiro, outras viagens. Uma delas terá viajado para Barcelona à custa de uma empresa de informática controlada pela DecUnify.

    >Ontem, a PJ do Porto deteve seis pessoas: um funcionário da Universidade do Porto, outro de uma empresa concessionada pelo Estado, além de um membro da administração e três funcionários da principal empresa visada. Entre eles, o caderno de encargos fornecido pela DecUnify era chamado “Bíblia”.”

  5. Lembra-me um hospital que fez um concurso público mas meteu em caderno de encargos que tempo de resposta a qualquer problema tinha de ser no máximo 15 minutos porque queriam mesmo era contratar aquela empresa que sediava em frente do outro lado da rua

  6. Que grande filme feito à volta de uma prática que sinceramente é comum e até algo normal. Parece que estão a descrever uma cabala sombria no artigo, quando o que eu duvido é se haverá alguma díade software vendor/comprador que não faz isto. Com prestadores de serviço já não é tão fácil, mas tenho a certeza que o fazem. E a verdade é que muitas vezes nem é corrupção, e até se compreende – eu se fosse diretor de um qualquer organismo publico concerteza quereria adjudicar trabalhos a empresas em quem confio, com provas dadas e com quem o organismo já tem uma boa relação – não é chegar uma empresa qualquer de vão de escada e ganhar um projeto porque o fazem a 10€ e têm as certificações necessárias todas feitas com braindumps.

  7. Não sei qual é o espanto… Há décadas que é assim…

    Muitas empresas vivem destes concursos públicos combinados. Há empresas que não entregam tudo o que é previsto para depois conseguirem grandes contratos de manutenção.

    Há muita falta de fiscalização no estado e nas empresas públicas. Talvez porque convém a muitas pessoas…

  8. Não vejo na notícia algo específico sobre contratos de venda de computadores da “escola digital” mas olhando para as specs dos computadores, onde os materiais e componentes são uma piada (nem sequer têm ecrã full hd é, isso hoje em dia é ridículo), valerão certamente muito abaixo do que o estado terá pago pelos computadores. Em tempos um usar partilhou essa info aqui mas não encontro…

  9. Esta notícia já tinha saído à uns meses…

    A diferença é que agora resolveram não mencionar que um dos Gurus da IL e candidato pelo partido à câmara de Lisboa nas últimas autárquicas está envolvido nesta brincadeira.

  10. Já se sabe o nome das empresas de IT envolvidas? No artigo não divulgam.

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