É verdade que o ISCTE tem um relacionamento promíscuo com o Partido Socialista, mas isso é mais uma consequência de um problema maior do que propriamente uma caraterística particular do ISCTE.
A revolução de 25/4 trouxe imensa coisa boa, mas também instalou uma nova tribo no poder. O status-quo do poder deixou de ser das famílias do corporativismo e passou a ser dos filhos da revolução. O que temos hoje no poder (que inclui governos, todos os organismos públicos satélites, empresas públicas, universidades, direções-gerais, reguladores, etc.) é um grupo de amigos, que são filhos, amigos, enteados ou sobrinhos dos grandes revolucionários (porque depois de esvaziadas as instituições, elas tiveram de ser ocupadas por alguém “de confiança”). Os pais estudaram nas mesmas escolas (quantos ministros e presidentes andaram no Liceu Camões?) e agora os filhos estudam nas mesmas universidades, onde um aluno excelente desconhecido não tem uma oportunidade no mercado de trabalho, mas o filho do político mediano tem logo um estágio na Direção-Geral dos Torresmos. Os professores foram políticos e os políticos foram professores. Temos até políticos que foram orientadores de companheiros de partido, que posteriormente vieram a assumir cargos de destaque na vida política e botam faladura nos telejornais sobre temas que “investigaram” de forma medíocre (basta ler as dissertações de alguns ilustres).
Não adianta fazer disto uma discussão direita/esquerda porque a direita também tem a sua clientela, só que menos intelectual e muito menos implantada dentro da esfera do poder público).
Tudo isto faz parte de um sistema de dominação que tem: um governo que governa; instituições amigas que validam a governação e uma academia que garante que os números são mesmo aqueles. Quando controlas todo a informação e a narrativa da sua explicação, controlas um povo.
Só perdemos quando somos comparados objetivamente com os outros lá fora e nesse campo, o fosso continua a aumentar.
EDIT: faltou dizer que neste estado de coisas, o ISCTE é a instituição perfeita para formar futuros políticos. Tem algum panache junto dos tecnocratas e não é demasiado académico ao ponto de afastar os filhos dos políticos que não têm tempo para se dedicarem à produção científica de qualidade. É uma forma onde os bolinhos saem sempre perfeitinhos e com um catálogo de sabores muito diversificado, só lhes falta uma licenciatura em gestão de penicos.
Votaram em maioria absoluta não foi?
O tal momento “full circle”.
Continuem assim e provavelmente, num futuro próximo, faremos um paralelismo com o que aconteceu em França em que os partidos tradicionais se elipsaram.
Calma calma que a culpa desta merda toda é do Passos, que deixou a papinha toda feita para estes meninos gozarem com o povo
Hahahahahaha. Eles nem disfarçam 😂
País pequeno.
Nada de novo, se fosse com certos indesejáveis da política, a cs não se calava.
Que escolha de imagem curiosa
Já há um tópico para momentos “full circle”.
Não sei qual é o mal dois milhões dos votantes chegou para lhes dar maioria absoluta, só estamos a percorrer o caminho que escolhemos miséria , amiguismo , corrupção. Tal e qual certos presidentes de clubes de futebol e enquanto acham que tudo isto não tem ligação expliquem me como vieira ainda hoje não está preso.
Fodasse, estes gajos do PS são mesmo bons, começo a perceber o porquê de tanta gente ter votado neles!
19 comments
Epa que coincidência estranha…
Toca a dispersar senhores, não há nada para ver aqui!!
Vota Ps
Conhecidencia, claro.
Mais um para a lista de coincidências da vida. Mas temos o que merecemos, praias, sol (3 meses) e boa comida.
Viva a República Portuguesa dos Tachos Socialistas
Pergunta sobre isso. Responde em 5 segundos, naturalmente evitando a questão
https://youtu.be/EmbcJtG-hQY
É verdade que o ISCTE tem um relacionamento promíscuo com o Partido Socialista, mas isso é mais uma consequência de um problema maior do que propriamente uma caraterística particular do ISCTE.
A revolução de 25/4 trouxe imensa coisa boa, mas também instalou uma nova tribo no poder. O status-quo do poder deixou de ser das famílias do corporativismo e passou a ser dos filhos da revolução. O que temos hoje no poder (que inclui governos, todos os organismos públicos satélites, empresas públicas, universidades, direções-gerais, reguladores, etc.) é um grupo de amigos, que são filhos, amigos, enteados ou sobrinhos dos grandes revolucionários (porque depois de esvaziadas as instituições, elas tiveram de ser ocupadas por alguém “de confiança”). Os pais estudaram nas mesmas escolas (quantos ministros e presidentes andaram no Liceu Camões?) e agora os filhos estudam nas mesmas universidades, onde um aluno excelente desconhecido não tem uma oportunidade no mercado de trabalho, mas o filho do político mediano tem logo um estágio na Direção-Geral dos Torresmos. Os professores foram políticos e os políticos foram professores. Temos até políticos que foram orientadores de companheiros de partido, que posteriormente vieram a assumir cargos de destaque na vida política e botam faladura nos telejornais sobre temas que “investigaram” de forma medíocre (basta ler as dissertações de alguns ilustres).
Não adianta fazer disto uma discussão direita/esquerda porque a direita também tem a sua clientela, só que menos intelectual e muito menos implantada dentro da esfera do poder público).
Tudo isto faz parte de um sistema de dominação que tem: um governo que governa; instituições amigas que validam a governação e uma academia que garante que os números são mesmo aqueles. Quando controlas todo a informação e a narrativa da sua explicação, controlas um povo.
Só perdemos quando somos comparados objetivamente com os outros lá fora e nesse campo, o fosso continua a aumentar.
EDIT: faltou dizer que neste estado de coisas, o ISCTE é a instituição perfeita para formar futuros políticos. Tem algum panache junto dos tecnocratas e não é demasiado académico ao ponto de afastar os filhos dos políticos que não têm tempo para se dedicarem à produção científica de qualidade. É uma forma onde os bolinhos saem sempre perfeitinhos e com um catálogo de sabores muito diversificado, só lhes falta uma licenciatura em gestão de penicos.
Votaram em maioria absoluta não foi?
O tal momento “full circle”.
Continuem assim e provavelmente, num futuro próximo, faremos um paralelismo com o que aconteceu em França em que os partidos tradicionais se elipsaram.
Calma calma que a culpa desta merda toda é do Passos, que deixou a papinha toda feita para estes meninos gozarem com o povo
Hahahahahaha. Eles nem disfarçam 😂
País pequeno.
Nada de novo, se fosse com certos indesejáveis da política, a cs não se calava.
Que escolha de imagem curiosa
Já há um tópico para momentos “full circle”.
Não sei qual é o mal dois milhões dos votantes chegou para lhes dar maioria absoluta, só estamos a percorrer o caminho que escolhemos miséria , amiguismo , corrupção. Tal e qual certos presidentes de clubes de futebol e enquanto acham que tudo isto não tem ligação expliquem me como vieira ainda hoje não está preso.
Fodasse, estes gajos do PS são mesmo bons, começo a perceber o porquê de tanta gente ter votado neles!