Supremo trava alojamento local em prédios de habitação, fixando jurisprudência

15 comments
  1. E aos poucos vão acabando com os rendimentos extra de muita gente, no entanto hotéis e afins nascem as literais dezenas todos os anos ocupando quarteirões inteiros e aí já não há problema…

    Quem diria que ter tido um ministro a tomar conta dessa pasta que é casado com a presidente da associação de hotéis daria neste tipo de medidas de purgação da concorrência…

  2. >“no regime da propriedade horizontal, a indicação no título constitutivo de que certa fracção se destina a habitação deve ser interpretada no sentido de nela não ser permitida a realização de alojamento local”

    Então e a quantidade de frações que são comércio e estão inseridas em propriedade horizontal com titúlo de habitação?

    Consultórios, lojas, clínicas… Está aqui a falhar-me claramente qualquer coisa.

  3. Qual é exatamente o problema que as pessoas têm com alojamento local?

    Querem assim tanto que sejam só os hoteis a poder fazer dinheiro com a estadia de turistas?

    ​

    Ou vivem mesmo na ilusão de que, em cidades onde a procura de apartamentos é muito superior à oferta, a abolição do alojamento local vai resultar em preços de rendas mais baixos?

  4. Em Lisboa, a classe média vai para os arredores da AML, como Cacém, Amadora, Odivelas, Massamá, Almada, Bobadela, Alverca, desde pelo menos os anos 1980. Lisboa estava literalmente ao abandonado, com imensos prédios devolutos devido ao congelamento das rendas. Quando os privados recuperaram os centros históricos com o dinheiro do turismo, de repente, todos se acharem no direito de querer habitar no centro de Lisboa e de preferência com rendas sociais.

    Quase a totalidade do AL nas cidades é em regime de propriedade horizontal. Esta decisão se for aplicada, simplesmente vai erradicar o AL em meios urbanos. Várias famílias vão sofrer bastante pois é a sua fonte de rendimentos. Os grandes grupos hoteleiros agradecem naturalmente.

    Em qualquer caso baixará o valor do arrendamento, pois aumentará a oferta e isso é positivo.

  5. Bravo! Agora só os Hotéis é que poderão beneficiar da única coisa que rende em Portugal!

    Mais uma vitória socialista, camaradas!

  6. Uns dirão que é uma injustiça e uma intromissão na propriedade privada outros que já vem tarde. Quem vive em Lisboa num prédio antigo e partilha o seu prédio com AL sabe que pode ser um verdadeiro inferno.
    Eu vou esperar para ver o que irá realmente sair daqui.

  7. Gostava que os senhores que defendem AL fossem viver diariamente para junto de um apartamento com AL como eu vivi durante um ano até ter mudado de quarto/casa.

    Uma vez acordaram o meu colega de casa de madrugada, tocaram à campainha, o meu colega abriu a porta para perceber o que se passava e uma família de 4 chineses sem pedir licença entrou-nos pela casa adentro como se fosse tudo deles a abrir portas, enquanto o meu colega em pijama e desesperado lhes tentava dizer que o AL não era na nossa casa.

    Além disso tivemos festas, merdas e malas a arrastar a toda a hora num edifício antigo em que se ouvia tudo, lixo nas partes comuns e malta que nem se dignava a fechar a porta da rua.

  8. Vejo alguns problemas:

    – fuga de impostos

    – preços mantém-se, ex: tugas não conseguem competir com o que os estrangeiros podem pagar (estudantes, trabalhadores)

    – maior pressão/”expulsão” sob as pessoas que estão viver em prédios maioritariamente de AL

    – menor investimento em imóveis para requalificação

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