Em primeiro lugar, o título parte de um pressuposto errado: as 401(k) não são isentas de imposto; são, na verdade, aplicações financeiras com imposto diferido no tempo. Isto significa que não pagas IRS sobre a parte do teu ordenado que investes nessas aplicações, mas pagas quando as levantares. É importante referir que, para alguns impostos, como as contribuições para a Segurança Social, o que conta é o valor bruto do teu rendimento, pelo que continuarás a pagar essas contribuições. Além disso, nos sistemas onde existe a 401(k), há um limite de valor que podes investir sem pagar IRS; acima desse limite, os impostos aplicam-se normalmente.
Na prática, a 401(k) é algo semelhante ao tradicional PPR (Plano de Poupança Reforma) em Portugal, mas com a diferença de que pode oferecer mais opções em termos de risco e rentabilidade. Ainda assim, mesmo nos PPR, se pesquisares bem, consegues encontrar algumas opções com maior risco e potencial de retorno – as ofertas habituais dos bancos portugueses é que tendem a ser muito conservadoras e a incluir taxas elevadas.
Excelente ideia, copiar coisas de um país que funciona mesmo mesmo bem.
De querer a executar vai uma grande distância.
era especialmente bom se as próprias empresas também pudessem equiparar os valores transferidos mensalmente (baixando depois no IRC a pagar). Assim entrava capital do lado do trabalhador e do lado da empresa
E depois é como lá fora: qualquer mexida que queiras fazer na economia vem logo o argumento: “E o impacto que isso vai ter nas reformas (401k)???!”
Nada que eu já não estivesse à espera deste governo, mas isto vai ser mau para a gestão do país, a médio-longo prazo.
É o equivalente a estar a pôr o mercado a fazer de refém as reformas da população.
7 comments
[deleted]
>isentas de impostos
Acho muito bem
Em primeiro lugar, o título parte de um pressuposto errado: as 401(k) não são isentas de imposto; são, na verdade, aplicações financeiras com imposto diferido no tempo. Isto significa que não pagas IRS sobre a parte do teu ordenado que investes nessas aplicações, mas pagas quando as levantares. É importante referir que, para alguns impostos, como as contribuições para a Segurança Social, o que conta é o valor bruto do teu rendimento, pelo que continuarás a pagar essas contribuições. Além disso, nos sistemas onde existe a 401(k), há um limite de valor que podes investir sem pagar IRS; acima desse limite, os impostos aplicam-se normalmente.
Na prática, a 401(k) é algo semelhante ao tradicional PPR (Plano de Poupança Reforma) em Portugal, mas com a diferença de que pode oferecer mais opções em termos de risco e rentabilidade. Ainda assim, mesmo nos PPR, se pesquisares bem, consegues encontrar algumas opções com maior risco e potencial de retorno – as ofertas habituais dos bancos portugueses é que tendem a ser muito conservadoras e a incluir taxas elevadas.
Excelente ideia, copiar coisas de um país que funciona mesmo mesmo bem.
De querer a executar vai uma grande distância.
era especialmente bom se as próprias empresas também pudessem equiparar os valores transferidos mensalmente (baixando depois no IRC a pagar). Assim entrava capital do lado do trabalhador e do lado da empresa
E depois é como lá fora: qualquer mexida que queiras fazer na economia vem logo o argumento: “E o impacto que isso vai ter nas reformas (401k)???!”
Nada que eu já não estivesse à espera deste governo, mas isto vai ser mau para a gestão do país, a médio-longo prazo.
É o equivalente a estar a pôr o mercado a fazer de refém as reformas da população.
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