Cinco freguesias de Lisboa têm mais de 20% das casas vazias

18 comments
  1. As casas são para se apreciar de valor. Queriam o quê? Pessoas a viver lá? Isso só baixaria a procura e o valor do imobiliário colapsaria.

    /S

  2. > enquanto as menores taxas se registam no Lumiar (8%) e em Marvila, Santa Clara e Carnide

    Os sítios mais manhosos são onde vive mais gente.

  3. Enquanto que deixarem pragas como o Airbnb se espalharem por zonas supostamente residenciais, o que faz subir em flecha os preços de rendas a longo prazo, é isto que temos. Depois quando se constroi em Lisboa, tem que ser luxo. Não pode ser nada para a classe média, tem que ser tudo luxo. Aí está o resultado.

  4. Estão vazias porque quem mora lá está a trabalhar do café, se forem lá a outra hora do dia talvez os apanhem lá /s

  5. O artigo a certa altura contraria-se:

    >é nas freguesias com maior percentagem de casas vazias que o Alojamento Local (para turistas) tem mais peso em relação no total de habitações.

    Mais tarde:

    >Na Penha de França, uma das freguesias com maior número de casas vazias em termos absolutos, o Alojamento Local representa 3% do total de habitações.

    Então como é que ficamos?

  6. Que há casas vazias há e não são poucas mas a quantidade de rendas piratas é o que faz esta estatística.

  7. Dessas 20% efectivamente têm capacidade de serem habitadas e não estão devolutas?

    Quantas não estão em processos de penhora ou de outro litígio em tribunal?

    Quantas não estão simplesmente abandonadas pelo estado sendo pertença deste?

  8. Curioso, a minha casa está vazia (por falta de condições) e a CML faz tudo para me complicar a vida no que toca às respectivas obras. Ando há 3 anos nisto e não tem qualquer fim à vista.

  9. **Neoliberalismo a funcionar. Mais dia menos dia, a mão invisível do mercado começa a funcionar e a habitação baixa de preço!**

  10. >”Lisboa tem 48 mil casas sem residentes, sendo as freguesias da Misericórdia, Santa Maria Maior

    Quem se indignar fica obrigado a ir viver para Santa Maria Maior durante 1 ano… /s

  11. Se estão contabilizadas como vazias é porque não têm qualquer tipo de contrato de luz, água, gás ou outro serviço essencial.

    Não me parece que caibam neste conceito rendas piratas (que as há aos montes) ou gajos a trabalhar do café. A não ser que se não importem de viver na idade média, ou que “gamem” tudo aos vizinhos…

  12. Bem.

    Há aqui malta com sérias dificuldades em perceber o que é uma casa devoluta. Uma casa devoluta não é necessariamente uma casa em ruínas ou sem condições de habitabilidade.

    Eis a definição legal de casa devoluta:

    *Art. 2.º do DL 159/2006*

    *Noção*

    *1 – Para efeitos de aplicação da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, considera-se*

    *devoluto o prédio urbano ou a fracção autónoma que, durante um ano, se encontre*

    *desocupada.*

    *2 – São indícios de desocupação:*

    *a) A inexistência de contratos em vigor com empresas de telecomunicações, de*

    *fornecimento de água, gás e electricidade;*

    *b) A inexistência de facturação relativa a consumos de água, gás, electricidade, e*

    *telecomunicações.*

    Pode então ser uma casa em disputa de partilhas ou simplesmente uma casa em que o senhorio não tenha interesse em colocar no mercado.

    Renda pirata? Claro! Desde que o locatário não se importe de viver como um eremita.

    H´á também malta iluminada que fala na possibilidade de serem casas do estado abandonadas. Pode ser? Pode! Mas uma vez que o estado só detém cerca de 2% do parque habitacional do país é algo improvável, mas possível.

    Ainda para mais sabendo que desses 2% a esmagadora maioria é habitação social para a qual há listas de espera de anos. Mas sim, teoricamente, podem ser casas abandonadas pelo Estado.

    Tudo é possível no mundo teórico dos neo-liberais. Andar na rua, nos transportes públicos, entrar num bairro social, numa repartição pública é algo que só lhes acontece no pior dos pesadelos.

    Depois vem o tipo que diz: eu faço isso tudo e mesmo assim sou contra o Costa e os xuxualistas. Um primor de utilizador. Afirma algo que não é comprovável para chegar a uma conclusão apriorística.

    Claro que estes tópicos são um festim para a malta neo-liberal, saudosistas do PPC, pessoal que acha que o direito à propriedade é absoluto e prevalece sobre qualquer outro, malta que vê no Costa a origem de todos os males (como os católicos veem o pecado original na Eva a comer a maça). Tudo malta intelectual, portanto.

    Bem sei que o reddit, como qualquer outra rede social, está infestada de todo o tipo de correntes pol´íticas. E isso é, à partida, bom, uma sociedade apolítica é uma sociedade doente.

    Agora, convinha, seja qual for a inclinação político-ideológica, que argumentem com algum grau de correção. E de preferência com factos corretos e sem insultos (sei que pedir isto à malta do Chega é como pedir aos banqueiros que devolvam o dinheiro que “roubaram” ao estado e clientes.

    Gostei especialmente de um user que diz que com uma casa vazia o proprietário perde dinheiro. A sério? Não sabia. Como se a esmagadora maioria das casas não fossem já propriedade de grandes fundos imobiliários que nem as colocam no mercado. Apenas as mantém como ativos (isentas de IMI e com outros benefícios fiscais) à espera da valorização. Não, espera, parece que os Fundos só compraram em Londres ou Vancouver. Não sei a fonte, mas há que acreditar que é verdade, se ele o diz.

    Com a quantidade de prémios que Portugal ganhou na última década (há quem diga, à má língua, que foram comprados) deve ser raro o prédio que não esteja já na esfera jurídica dos fundos (sejam eles israelitas, americanos ou provenientes de grandes potências off-shore como o Panamá).

    E talvez assim se perceba a lei da nacionalidade para judeus sefarditas. Ou se calhar acreditam que eles vêm para cá trabalhar ou investir e criar empregos (outro argumento que eu adoro na boca de crianças neo-liberais cujos paizinhos lhes pagam as contas todas).

    Existe investimento muito produtivo e pouco produtivo. E dentro destes os que produzem bens e serviços (e originando assim emprego) e o que não produzem senão riqueza para os detentores dos Fundos.

    Os trolls proto-fascistas e os betos neo-liberais têm todo o direito de se expressarem. O problema é que a amostra aqui é tão fraquinha que anda ao nível do facebook e das extintas caixas de comentários dos jornais online.

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