Dispensa para amamentação: ACT regista 23 casos de desrespeito pelos patrões e nenhum abuso por parte das mães

by Rise541268

29 comments
  1. Se eu fosse a ministra do trabalho e visse isto, provavelmente não voltaria a dar opiniões em público.

  2. Acho que isto é daquelas coisas que é muito raro haver abuso por parte dos pais uma vez que daria provavelmente despedimento por justa causa de uma família em crescimento que ficaria vulnerável.

    Só queria saber o desfecho desses casos do act.

  3. Se acham que não há abuso porque a ACT não reportou então tenho uma ponte para vos vender.

  4. Acho que não é surpresa. Em caso de possível abuso por parte do trabalhador, normalmente é convidado a sair e o caso nem deve chegar a ACT.

  5. Esta lei é util porque assim, se alguma marota tiver essa ideia de ludibriar o patrão, já nao pode. Montenegro é um mestre do xadrez e joga na prevençao da fraude mamária. Boa medida.

  6. Continuamos a alimentar a discussão do nada. A classe jornalistica continua com moralismos que não lhes compete.

    Repetindo a minha pergunta: alguém conhece 1 caso, 1.caso que seja de uma mulher que ainda amamentando aos fim de 2 anos tivesse de facto necessidada de o fazer no período laboral?

    O jornalista que, como agora é prática corrente, cria um título que não desenvolve no corpo da notícia e não explica as diferenças.

    Como é que seria um caso de abuso por parte da mãe? Como é que o atestado médico é contestando? Vai a empresa organizar uma junta médica? E na eventualidade louca de o fazer a conclusão seria, já não precisa, retira o atestado à mãe, mas não vão poder determinar se o que está para trás….

    Títulos clickbait para criar percepções erradas…

  7. E os factos interessam?

    Na agenda dos patrões, reacionários e politicos corruptos vale tudo.

  8. Eu fui pai ha quase 3 anos e ao mesmo tempo tivemos uns 3 casais amigos que também o foram, posso dizer que de facto dos 3 casais 2 abusaram do direito, o meu filho ainda amamenta ocasionalmente e a minha mulher ainda tem horário reduzido, e a minha mulher diz mesmo que não é pelo horário reduzido, pois ele vai à mama 2x por dia por 10min, é mesmo pelo tempo a mais que consegue estar com o miúdo… toda gente sabe que a ministra tem razão, mas estão a tentar queima-la. Digam-me lá de todos os vossos conhecidos quantos é que reportaram ter parado de amamentar para perder o horário reduzido?

  9. Como isso ainda é debate ? Nem as mães a amamentar estão a respeitar.

    Lógico que isso não vai passar. Mas me espanta isso ser pauta.

  10. “já têm igualdade, as leis já são iguais, têm os mesmos direitos, não precisam de feminismo” /s

    Realidade: preconceito na sociedade ainda muito presente, aplicação das leis é diferente da existencia das leis, o quanto as leis são mais quebradas e mais facilmente sem consequencias quando a vitima é mulher, especialmente mães, ou situação frágil.

  11. Chapada de luva branca? É o que dá meter gente que provavelmente teve amas para tratar dos filhos, responsável por estas questões..

  12. Óbvio quando o abuso é legal e difícil de provar!

  13. Eu sou mae de 3. Da primeira usufrui de 1 ano de amamentação e depois passei a trab independente. Da segunda usufrui de 1 ano e meio. Depois mudei de trabalho, continuei a amamentar mas como era um trabalho novo fiz horario completo. Do terceiro usufrui de 2 anos e meio de amamentação e depois como ele deixou de mamar, passei a horario reduzido COM PERDA DE VENCIMENTO, ao abrigo do direito de redução de horario con filhos menores de 12 anos. Todos os filhos mamaram 2 anos e meio.A redução de horario da me jeito porque tenho 3 filhos mas a perda de vencimento é chato, mas é a lei. Nunca abusei do direito de amamentação porque se houver abusos mais facilmente outras maes perdem direitos. Trabalho numa área maioritariamente feminina (educação) e o q vejo mais é maes a abdicarem do seu direito. Em 10 anos nunca vi abuso nenhum e ja trabalhei com mais de 200 mulheres, a maioria com filhos pequenos. Nunca tive pressao dos patrões por causa deste direito nas sendo os vinculos precários (contratos a termo), as mulheres senten sempre pressao e responsabilidade para nao usufruir dos direitos, muito menos abusar. Estas declarações sao simplesmente ridiculas. Em vez de se procurar perceber onde é q existem entraves aos direitos, procura se abusos que nao existem. Diz muito sobre quem sao os inimigos deste governo: as familias trabalhadoras, nao os patroes abusadores, que sao em maior numero. Sabemos todos de pessoas q perderan o trabalho por engravidar ou ter filhos pequenos q precisam de assistencia – os putos fican bue vezes doentes. E é justamente essas pessoas mais vulneraveis que decidem atacar. Nas escolas em q trabalhei felizmente havia SOLIDARIEDADE: compreensao com quem tem filhos pequenos. Atualmente nao amamento, nao pretendo engravidar e os meus filhos quase nunca ficam doentes, resultado: zero faltas ao trabalho. Ajudo as colegas com filhos pequenos porque j estive desse lado e sei a culpa com q se fica quando se falta ao trabalho por necessidade dos filhos. Esta ministra revela um desconhecimento profundo desta realidade e foi acusar uma fatia da sociedade que so quer trabalhar e apoiar a familia dentro da lei. Por outro lado, nenhuma palavra contra os patroes que despedem ou travam o progresso na carreira das maes e familias. So sao pela vida e pela familia quando é para controlar o corpo das mulheres. A amamentação é um direito das crianças, o tempo em familia tambem. Tambem estao a destruir as urgencias pediatricas e obstetricas. So vai criar mais miséria.

  14. Quem teriam sido os *informers* da Ministra? Neste caso, parece pertinente esquecer a Lei descredibilizada, desadequada e anti-natural para uma Lei que penalize severamente quem não respeita o Direito da Maternidade (bem precisa no nosso País).

    É tempo de ação e de nos deixarmos de conversa da treta. Esqueçam ideologias, foquem-se nas necessidades reais que os Cidadãos Portugueses têm.

  15. Isso é tão verdade.. no meu trabalho, uma colega minha voltou de licença e avisou o nosso patrão que durante alguns dias terias de chegar mais tarde e sair mais cedo – direito que ela tem para amamentar o recém -nascido dela – e levou com essa bela reflexão por parte do patrão:

    “O que eu tenho a ver como isso? Bela merda que me estás a dizer.” Eu até fiquei parvo.. uma funcionária excelente, com 10 anos de casa. Eu passei pelo mesmo no início do ano.. fui criticado porque decidimos que a minha mulher ficava com 5 meses e eu 1 mês. Não sei se é assim em todo o lado mas tenho certeza que na maioria das empresas portuguesas há uma falta de empatia

  16. Lembrem-se, enquanto se discute isto o governo vai aproveitar para aprovar muita porcaria contra os trabalhadores, é a tecnica Trump.

    No entanto ainda consigo fazer o favor ao Ventura de ficar bem na fotografia quando na verdade, se tivesse a hipótese, faria o mesmo ou pior.

  17. Agora o problema são as mães a amamentar…daqui a nada são as idas à casa de banho…

    É só atirar areia para os olhos do pessoal, querem que se tenham mais filhos mas condições para isso népia….

    Condições de trabalho, caga

    Investir em aumentar a produtividade, caga

    Ordenados compatíveis com o custo de vida, caga

    Saúde, caga

    Justiça, caga

    A culpa é sempre dos empregados espertalhões e preguiçosos

    Agora as malvadas das mães que têm horários reduzidos, isso sim é o problema do trabalho em Portugal….

    Há abusos claro, mas duvido que seja a maioria.

    Isto é tudo culpa dos governos que temos tido que afasta para o estrangeiro a mão de obra qualificada, e a que fica é escassa, por isso em vez de resolver esse problema aponta dedos a todo o lado para retirar direitos aos que ficam para espremer ao máximo quem trabalha em Portugal.

  18. Como é que a ACT registaria estes abusos sequer?

    Há abusos sim, e sei pelo menos de dois casos a nível pessoal, e esta notícia faz zero para provar ou sequer indiciar o contrário. Que casos

    A medida pode ser má, mas estas notícias tendenciosas para bater no ceguinho mostram o lixo que o jornalismo português consegue produzir.

  19. É muito fácil provar o desrespeito da lei por parte do empregador. Já o contrário é quase impossível pelo que estes números nada significam.

  20. Toda esta discussão está inquinada porque as pessoas não estão a dizer a verdade mas a tentar marcar pontos políticos.

    Sim, há mães a usar a licença de amamentação em alturas em que não precisam, nem de perto, de duas horas para amamentar. Há médicas que passam o atestado automaticamente sem sequer perceberem se ainda exista amamentação ou não.

    Mesmo assim, os patrões que querem as funcionárias felizes e as querem reter sãos os primeiros a encorajar as mães a usufruir dessas horas.

    Não, não é justo um funcionário passar a trabalhar menos 25% do tempo e o patrão ter que pagar como se trabalhasse. Esse é um papel que devia ser do estado que ele não está a cumprir.

    Este último ponto é o cerne da questão que a oposição parece querer ignorar para fazer apelo às emoções e que o governo não soube comunicar.

  21. Quase como se tivesse sido uma narrativa inventada para justificar medidas repressivas.

  22. Vão ao meu trabalho então. Só lá são duas. Uma que nunca amamentou sequer e já vai no terceiro ano com horário reduzido para se livrar do horário de substituições

  23. É normal, esses são os casos que são relatados. E os que não são, de ambas as partes? Principalmente da parte do empregador, como raio é que se prova que uma mãe não precisa de amamentar uma criança?

    O horário de amamentação existe porque essa é a *principal* forma de nutrição de uma criança pequena, pois na maioria das vezes a partir do primeiro ano já comem sopas, frutas e outros alimentos; se ainda continua a “necessitar” de mamar aos dois anos de idade, algo de errado aí não está certo…

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