Jaiminho Jaiminho, o Maia é que te topava a léguas.
Por acaso achei que o Chega tocou no elefante na sala.
> “E, portanto, é preciso continuar a reafirmar os valores de Abril, sempre, todos os anos, porque os valores de Abril têm que ver com **liberdade**, com paz, com **democracia**, com justiça social, com solidariedade, com **igualdade**”, acrescentou.
> Confrontado com o facto de a democracia implicar dar também voz ao Chega, Vasco Lourenço considerou que o partido não deveria ter sido legalizado pelo Tribunal Constitucional.
Epá, yah. É a opinião dele e nada contra isso. Mas estas duas frases contradizem-se uma à outra. A instituição funcionou bem, seguindo as regras impostas. Existe a **liberdade e a democracia** de qualquer pessoa tentar criar e concorrer com **igualdade** à transformação de movimento partidário para partido. Notem como ele não refila com as regras a que o TC tem que se reger, ele critica o TC por ter seguido as regras já existentes. Tanto que o TC obrigou à mudança do nome que primeiro foi pensado e recusou primeiro quando foi a situação com as assinaturas. O então movimento politico voltou a fazer as coisas e então sim, passou a partido.
Não considero que Abril tenha falhado no que se propôs a fazer na altura. Como também não tenciono alguma vez dar o meu voto ao Ventura. Mas assumindo que o TC seguiu à risca as regras escritas, tem tanta culpa no assunto como eu tenho. Se são as regras que estão mal, mude-se as regras, não se bata ao mensageiro que as entrega.
> (…) em 1975 Portugal estava no Índice de Desenvolvimento Humano na 23.ª posição, em 2015 estava na 41.ª” (…) dizendo não aceitar “viver num país que ao fim de 10, 15, 20 ou 40 anos de democracia, se deixa ultrapassar pela Letónia ou pela Checoslováquia”, país que já não existe. (…) pediu que “não condecore aqueles que torturaram, mataram e expropriaram em Portugal”, defendendo que “quem cometeu atos terroristas, quem patrocinou e promoveu nacionalizações e expropriações não pode ser um herói, tem de ser considerado aquilo que é, um bandido”.
Uma vez disse aqui e volto a dizer: partindo da ideia que o TC não anda a cometer ilegalidades, o Chega existe porque as regras assim o permitem. Mais importante que bater a quem as faz seguir é perceber a razão das pessoas acharem que o voto delas deve ser dado a A, B ou C em vez de D.
Tão ou mais importante é “bater a Hitler” pelo que foi feito como é “entender os motivos do Povo ter achado necessário concretizar tais planos”. O que é que falhou até então?
O Chega não é uma doença. (subjetivo a quem se pergunta, eu sei. Mas não é.) É um sintoma. E enquanto os motivos continuarem a existir, ele vai continuar a demonstrar que está ali.
E sem paninhos quentes: foi por continuarem a ignorar convenientemente este detalhe que hoje eles são a terceira força política nacional.
Aqui o Capitão de Abril, com todo o respeito, se em vez de criticar o Ventura, criticasse ou procurasse perceber os motivos pelos quais o Povo lhes orientou essa atenção, talvez fosse mais esclarecedor do que apenas “a culpa é do TC que devia ter tirado um motivo do rabo para não o aprovar”.
A existência do Chega, pressupondo novamente que o TC não anda a cometer ilegalidades, prova que a democracia e igualdade existe, juntas com a liberdade de qualquer cidadão criar uma alternativa. Isso não me incomoda absolutamente nada e a quem de facto o fez, devia repensar algumas coisas porque apoiar as três palavras a negrito acima não bate certo com isso.
> “Não é numa sessão da loja que se montam os esquemas ilícitos, até porque isso é tecnicamente proibido; eles são planeados à margem, mas com a **conivência** de pessoas lá de dentro com quem há ligações de irmãos”, observou. Mas reconheceu: “A fraternidade **serve para encobrir** estas coisas. É evidente que **torna tudo mais fácil**.” E concluiu: “Só posso distanciar-me, enquanto membro do GOL, de situações em que há quem se aproveite das relações que tem com uma instituição digna como a maçonaria, com uma história de rigor e de defesa de valores, para actuar de modo incorrecto.”
Por mera curiosidade, alguém sabe a opinião dele sobre aquela ideia de obrigar (que acho que é apenas facultativo, agora?) todos os deputados de dizerem a que organizações existem? Também não concordo com a ideia de proibir tais fraternidades. **Mas mais transparência era muito, muito bom.**
É que as regras do TC até podiam ser mudadas. A Maçonaria é que não acredito que queira mudar ou começar a punir mais severamente algumas coisas. 🤔 Menos espantalhos, Sr. Capitão de Abril. Com todo o respeito, tem idade para não fazer essas coisas.
Eu achei que o Chega teve o melhor discurso. São opiniões
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Jaiminho Jaiminho, o Maia é que te topava a léguas.
Por acaso achei que o Chega tocou no elefante na sala.
> “E, portanto, é preciso continuar a reafirmar os valores de Abril, sempre, todos os anos, porque os valores de Abril têm que ver com **liberdade**, com paz, com **democracia**, com justiça social, com solidariedade, com **igualdade**”, acrescentou.
> Confrontado com o facto de a democracia implicar dar também voz ao Chega, Vasco Lourenço considerou que o partido não deveria ter sido legalizado pelo Tribunal Constitucional.
Epá, yah. É a opinião dele e nada contra isso. Mas estas duas frases contradizem-se uma à outra. A instituição funcionou bem, seguindo as regras impostas. Existe a **liberdade e a democracia** de qualquer pessoa tentar criar e concorrer com **igualdade** à transformação de movimento partidário para partido. Notem como ele não refila com as regras a que o TC tem que se reger, ele critica o TC por ter seguido as regras já existentes. Tanto que o TC obrigou à mudança do nome que primeiro foi pensado e recusou primeiro quando foi a situação com as assinaturas. O então movimento politico voltou a fazer as coisas e então sim, passou a partido.
Não considero que Abril tenha falhado no que se propôs a fazer na altura. Como também não tenciono alguma vez dar o meu voto ao Ventura. Mas assumindo que o TC seguiu à risca as regras escritas, tem tanta culpa no assunto como eu tenho. Se são as regras que estão mal, mude-se as regras, não se bata ao mensageiro que as entrega.
Quando ao discurso criticado, presumo que seja [**isto**](https://www.noticiasaominuto.com/pais/1982442/25-abril-chega-pede-a-marcelo-que-nao-condecore-bandidos).
> (…) em 1975 Portugal estava no Índice de Desenvolvimento Humano na 23.ª posição, em 2015 estava na 41.ª” (…) dizendo não aceitar “viver num país que ao fim de 10, 15, 20 ou 40 anos de democracia, se deixa ultrapassar pela Letónia ou pela Checoslováquia”, país que já não existe. (…) pediu que “não condecore aqueles que torturaram, mataram e expropriaram em Portugal”, defendendo que “quem cometeu atos terroristas, quem patrocinou e promoveu nacionalizações e expropriações não pode ser um herói, tem de ser considerado aquilo que é, um bandido”.
Uma vez disse aqui e volto a dizer: partindo da ideia que o TC não anda a cometer ilegalidades, o Chega existe porque as regras assim o permitem. Mais importante que bater a quem as faz seguir é perceber a razão das pessoas acharem que o voto delas deve ser dado a A, B ou C em vez de D.
Tão ou mais importante é “bater a Hitler” pelo que foi feito como é “entender os motivos do Povo ter achado necessário concretizar tais planos”. O que é que falhou até então?
O Chega não é uma doença. (subjetivo a quem se pergunta, eu sei. Mas não é.) É um sintoma. E enquanto os motivos continuarem a existir, ele vai continuar a demonstrar que está ali.
E sem paninhos quentes: foi por continuarem a ignorar convenientemente este detalhe que hoje eles são a terceira força política nacional.
Aqui o Capitão de Abril, com todo o respeito, se em vez de criticar o Ventura, criticasse ou procurasse perceber os motivos pelos quais o Povo lhes orientou essa atenção, talvez fosse mais esclarecedor do que apenas “a culpa é do TC que devia ter tirado um motivo do rabo para não o aprovar”.
A existência do Chega, pressupondo novamente que o TC não anda a cometer ilegalidades, prova que a democracia e igualdade existe, juntas com a liberdade de qualquer cidadão criar uma alternativa. Isso não me incomoda absolutamente nada e a quem de facto o fez, devia repensar algumas coisas porque apoiar as três palavras a negrito acima não bate certo com isso.
Pessoalmente a mim faz-me mais comichão certas coisas que muito provavelmente, fizeram mais mal ao País do que os espantalhos criados todos os anos por esta altura. [**Link 1**](https://web.archive.org/web/20220426101640/https://www.dn.pt/dossiers/tv-e-media/revistas-de-imprensa/noticias/vasco-lourenco-denuncia-gangs-na-maconaria-2224716.html) – [**Link 2**](https://web.archive.org/web/20220426102119/https://www.rtp.pt/noticias/pais/polemica-a-volta-dos-politicos-ligados-a-maconaria_v516080) – [**Link 3**](https://web.archive.org/web/20220426102437/https://www.publico.pt/2012/01/06/jornal/vasco-lourenco-demarcase-da-mozart49-e-denuncia-actos-ilegitimos-23737090)
> “Não é numa sessão da loja que se montam os esquemas ilícitos, até porque isso é tecnicamente proibido; eles são planeados à margem, mas com a **conivência** de pessoas lá de dentro com quem há ligações de irmãos”, observou. Mas reconheceu: “A fraternidade **serve para encobrir** estas coisas. É evidente que **torna tudo mais fácil**.” E concluiu: “Só posso distanciar-me, enquanto membro do GOL, de situações em que há quem se aproveite das relações que tem com uma instituição digna como a maçonaria, com uma história de rigor e de defesa de valores, para actuar de modo incorrecto.”
Por mera curiosidade, alguém sabe a opinião dele sobre aquela ideia de obrigar (que acho que é apenas facultativo, agora?) todos os deputados de dizerem a que organizações existem? Também não concordo com a ideia de proibir tais fraternidades. **Mas mais transparência era muito, muito bom.**
É que as regras do TC até podiam ser mudadas. A Maçonaria é que não acredito que queira mudar ou começar a punir mais severamente algumas coisas. 🤔 Menos espantalhos, Sr. Capitão de Abril. Com todo o respeito, tem idade para não fazer essas coisas.
Eu achei que o Chega teve o melhor discurso. São opiniões