Hoje chamaram-me a atenção para um Programa emitido ontem pela RTP, para debater sobre falta de mão de obra foram chamadas várias entidades representativas do Patronato, mas apenas 1 do lado do Trabalhador.

[Aconselho a verem se quiserem](https://www.rtp.pt/play/p9816/e613347/e-ou-nao-e-o-grande-debate), destacando o que é dito por um Representante do sector da Hotelaria e Restauração a partir dos 10 minutos na primeira parte:

” Nós temos quase 19000 pessoas inscritas nos Centros do Emprego (Do Algarve), **cerca de 5000** dessas já em Abril são de pessoas que já trabalharam na Hotelaria, na Restauração e não percebemos muito bem porque não estão disponíveis para voltar a integrar o mercado de trabalho.

Vamos reunir Associações de Empregadores com o Instituto do Emprego para promover Entrevistas acompanhadas, de emprego, entre Empregador e Colegas do IEFP para perceber também melhor este fenómeno de indisponibilidade ingressar o mercado de trabalho.”

Esta última parte não vos cheira a chantagem?

“Ou vens trabalhar para nós ou perdes o Subsídio de Desemprego”

Como poderá o IEFP alguma vez participar nisto?!?

Há mais pérolas deste “Senhor jovem e dinâmico”, mas esta aqui é a mais grave.

25 comments
  1. Quem diria que existia dificuldade em arranjar gente que queira receber o SMN e fazer 12 a 14h/dia com folga rotativa de 1 dia e pronta para tapar buracos de um colega a qualquer hora do dia/noite..

  2. Entre receber o salário mínimo a trabalhar 12 horas por dia a receber a estupidez das pessoas dia sim dia sim, e ficar sentado em casa a coca las a receber subsídios, quem diria que as pessoas iam optar por não trabalhar?

  3. A realidade no Algarve é essa. Falta trabalhadores-escravos. Em que nem local de trabalho fixo tens. Tens de andar a rotacionar para onde precisarem, em vários pontos da cidade se for preciso, com horários das 18:00 às 02:00(isto se n houver mais clientes) e ganhas um salário minimo nacional, mais meia duzia de porcarias que te oferecem.
    Isto no algarve onde a partir das 20:00 os transportes públicos não existem, ou seja, ou tens carro ou não vives. Eu sei que dinheiro é dinheiro mas convinha haver dignidade.

  4. Há uma escola profissional aqui ao pé de mim que costumava mandar os miúdos todos os anos estagiar para o Algarve. Assim que acabamvam o 10ano ano iam para lá o verão todo “estagiar”, davam lhes quarto e com sorte, a alguns, a comida, mas mais nada. Agora não tenho a certeza se ainda é assim mas até aqui ha uns anos atrás era que uns quantos putos da minha aldeia foram para lá assim.

  5. Ainda não vi este, mas costumo gostar bastante do “é ou não é”, conseguem arranjar pessoal informado de ambos os lados. O Carlos Daniel é sempre um ponto a favor.

  6. Ninguém perde subsídio de desemprego por rejeitar trabalhar abaixo do salário mínimo. Normalmente é isso, salário mínimo mas 12h por dia.

  7. Trabalho no setor e estive desempregado alguns meses por causa da pandemia(Correram com toda a gente a contrato como é óbvio.)

    Tive 25 propostas. 19 Eram ordenado mínimo. Nem vou mencionar os horários da merda e folgas do crl.

  8. Já trabalhei em hotelaria e restauração. E infelizmente aqui as condições só são o que são porque o povo é demasiado brando… Com o governo.

    Portugal não tem indústria (praticamente). O que temos são cafés, restaurantes e hotéis. Tudo trabalho que pode ser feito por qualquer pessoa (carne pra canhão!) e nenhum governo nosso quer mexer nisso, porque se começam a exigir a estes locais que os trabalhadores façam um horário “normal” (nem vou falar nos salários) já ia haver problemas porque teriam obrigatoriamente de colocar mais pessoal, e muitos desses locais teriam de fechar porque apenas conseguem estar abertos explorando pessoas que lá trabalham senão não davam lucro absolutamente nenhum. E depois?

    Mais pessoas para o desemprego, sem qualquer formação para nada em muitos dos casos, sem qualquer tipo de centro de formação que possa dar qualquer tipo de formação útil e sem indústria evoluída o suficiente para conseguir formar e empregar a malta toda que ficaria no desemprego.

    Basicamente, nenhum dos nossos governos (qualquer um deles, é indiferente neste aspecto) vai tocar nisto. Dava-lhes uma trabalheira enorme e é algo que não daria para fazer em condições em 4 anos, pelo que não era algo que lhes trouxesse votos nas próximas eleições. E é assim que a nossa política funciona.

  9. Gostava de ver esses patrões a terem trabalho só nas alturas altas do turismo … Depois na época baixa comiam do ar !!

    Cambadas de FDP

  10. “Cerca de **5000** eram trabalhadores da hotelaria e restauração” então porque é que estão inscritas no IEFP?

    – Alguém os mandou embora? – Quem ? – Não quiseram contratos sem termo? – São todos uns malandros !!

  11. Já trabalhei e digo-te que pode ser a última opção de trabalho do mundo que eu vou recusar sempre. Não entro num restaurante há anos e cada vez menos tenciono voltar a um

  12. É por estas que digo que o Turismo é um cancro em Portugal. Pode dar muito dinheiro mas aos seus trabalhadores nunca, é sempre aquela exploração, até quando.

    Apostamos demasiado no turismo e deixamos morrer outras profissões com relevância..

    Até quando Portugal vais acordar deste longo sono?

  13. Alguém me explica como estes filhos da puta pagam SMN e depois andam a cobrar por noite preços que os portugueses nem sequer podem pagar?

  14. O sector da hotelaria agradece o ódio generalizado ao AL. Em vez de os lucros irem para uma pequena família, vão para grandes grupos económicos.

  15. A todos os comentários (que acho pertinentes e concordo) ainda acrescento.

    Os custos de habitação são proibitivos até para classe média. Os Algarvios só conseguem trabalhar perto da sua zona de residência.

    Se por sorte consegues ter casa em Vila Real de Santo António é óbvio que não consegues trabalhar em Portimão/Lagos/Sagres.

    Sem carro nada se faz no Algarve. Comboios e autocarros não servem quem trabalha até tarde.

  16. O IEFP participará nisso dependendo da quantia metida na mão do diretor do IEFP.. é simples..

    O patrão quer escravos, o empregado diz que isso ja acabou..

    Patrão: tão e agora como é que vou explorar pessoas para meu benefício? Epa tenho uma vivenda no gerês e um Porsche a porta para pagar.. eles têm de trabalhar..lol

    Por 600e mês quem é que quer ir para a hotelaria?? Lol

    Eles se querem empregados, que paguem salário que dê para as pessoas viverem e não apenas para existir..

  17. Uma área que já era uma vergonha, está ainda pior. Muitas empresas estão a utilizar os dois anos de paragem como desculpa para os baixos salários alegando que é apenas uma fase. Falta-me palavras para descrever o descaramento que é proporem o SMN por 70h/semana.

  18. Este programa estava a dar-me tal asco que tive de mudar de canal.
    Só me entristece ver o serviço público de televisão a compactuar e dar palco a isto.

  19. “Sectores que são autênticos motores da economia”

    Ó carlos daniel, vai para a grande puta que te pariu, tu e os chulos que defendes.

  20. O problema disto ainda é mais grave. São governantes a pensar há décadas que o futuro de Portugal é o turismo.

    Engordam investimentos em turismo todos os anos vendendo a ideia que é um sector estratégico para Portugal, para justificar investimentos como a TAP e outros.

    Mas é evidente que o sector do turismo gera trabalho sim, mas daquele que ninguém quer, trabalho de SMN e muita horas extras não pagas.

  21. É um facto que o sector da hotelaria está em dificuldades para encontrar pessoas para trabalhar, é um sector mal pago e é surreal grande maioria pagar o salário minímo, sobrecarregar os empregados, não pagarem horas extra e nem investem no próprio hotel, os empregados é que são culpados do hotel estar a cair aos bocados lol Nem é uma questão de não poder, é mesmo não querer, hotelaria é trabalho de escravo.

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