*O documento aponta* ***que os freios pneumáticos e manuais não conseguiram travar a cabina 1 após a ruptura do cabo, “pois dependem do equilíbrio entre as cabinas”.***
*É confirmada a informação de que o plano de manutenção estava em dia, com uma inspeção visual realizada ainda na manhã do acidente. No entanto, a zona de ruptura do cabo “não era acessível a inspeção sem desmontagem” do veículo.*
A verdadeira culpa é do desenho da cabine. Os travões de emergência dependem de que uma emergência não aconteça para funcionar? Como qualquer outro tram, porque é que não foram instalados travões magnéticos, que apenas dependem da electricidade no cabo e do pantografo?
> Até o momento, a investigação constatou que não conseguiu confirmar de quem é a obrigação “de supervisionar o funcionamento e segurança” este transporte. “O ascensor não está na alçada da supervisão do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, I.P., não detendo neste momento a investigação informação fidedigna e confirmada sobre qual é o enquadramento legal do ascensor da Glória nem sobre qual é a entidade pública que tem a obrigação de supervisionar o funcionamento e segurança deste sistema de transporte público”.
Seja como for, as noticias dizem que o cabo partiu numa zona que não é passível de ser observada por isso a manutenção diária feita naquela manhã nunca iria conseguir fazer alguma coisa sobre isso.
Uma coisa que ainda não vi ninguém mencionar é o fornecedor do cabo, com o factor cagaço quando um equipamento é vendido com vida útil de 600 dias ele na verdade dura 1200, não 300. Vamos ver se estava tudo conforme ou se se vendeu gato por lebre relativamente à fiabilidade e resistência desse equipamento.
Não ser possível travar as cabines com o sistema de emergência caso estas não estejam vazias é ridículo. Nao devia ser possível o transporte estar em funcionamento, sem ter uma redundância para caso de emergência..
Desculpem a pergunta parva mas só há 1 único cabo a ligar as carruagens? Não podia haver mais que um para haver mais segurança?
E na verdade, o Moedas esteve muito bem em mandar parar todos os funiculares. Provavelmente o sistema é o mesmo nos outros funiculares, e assim sendo, não há quantidade infinita de inspeção que possa prevenir este acidente, porque todo o sistema está mal pensado. Enquanto este sistema de travagem de emergência não estiver revisto e a sua efectividade comprovada mesmo em situações de emergência, nenhum funicular devia voltar a circular.
Se calhar vou dizer aqui uma parvoíce bem grande, mas o que impede de quando imobilizado o tram trancar com pods directamente no solo ? Género os utilizados para barrar entradas/saidas de veículos ? (Sim sei que são 20T …)
Esta tecnologia está esgotada. Acabou. Nem este, nem o Lavra, nem a Bica podem voltar a abrir.
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*O documento aponta* ***que os freios pneumáticos e manuais não conseguiram travar a cabina 1 após a ruptura do cabo, “pois dependem do equilíbrio entre as cabinas”.***
*É confirmada a informação de que o plano de manutenção estava em dia, com uma inspeção visual realizada ainda na manhã do acidente. No entanto, a zona de ruptura do cabo “não era acessível a inspeção sem desmontagem” do veículo.*
EDIT:
Fotos do cabo desfiado, no relatorio, partilhadas no observador aqui
[https://observador.pt/2025/09/06/relatorio-aponta-possivel-causa-do-acidente-cabo-do-elevador-cedeu-no-ponto-de-fixacao/](https://observador.pt/2025/09/06/relatorio-aponta-possivel-causa-do-acidente-cabo-do-elevador-cedeu-no-ponto-de-fixacao/)
Olha, afinal foi o cabo…
A verdadeira culpa é do desenho da cabine. Os travões de emergência dependem de que uma emergência não aconteça para funcionar? Como qualquer outro tram, porque é que não foram instalados travões magnéticos, que apenas dependem da electricidade no cabo e do pantografo?
> Até o momento, a investigação constatou que não conseguiu confirmar de quem é a obrigação “de supervisionar o funcionamento e segurança” este transporte. “O ascensor não está na alçada da supervisão do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, I.P., não detendo neste momento a investigação informação fidedigna e confirmada sobre qual é o enquadramento legal do ascensor da Glória nem sobre qual é a entidade pública que tem a obrigação de supervisionar o funcionamento e segurança deste sistema de transporte público”.
Tá foda, querem ver que tiraram isto da alçada de X [**com uma legislação do governo em 2020**](https://old.reddit.com/r/portugal/comments/1na0olb/elevador_da_gl%C3%B3ria_sem_fiscaliza%C3%A7%C3%A3o_da_autoridade/) e nunca mais ninguém ficou a ver se o trabalho de manutenção estava a ser feito?
Seja como for, as noticias dizem que o cabo partiu numa zona que não é passível de ser observada por isso a manutenção diária feita naquela manhã nunca iria conseguir fazer alguma coisa sobre isso.
Uma coisa que ainda não vi ninguém mencionar é o fornecedor do cabo, com o factor cagaço quando um equipamento é vendido com vida útil de 600 dias ele na verdade dura 1200, não 300. Vamos ver se estava tudo conforme ou se se vendeu gato por lebre relativamente à fiabilidade e resistência desse equipamento.
Não ser possível travar as cabines com o sistema de emergência caso estas não estejam vazias é ridículo. Nao devia ser possível o transporte estar em funcionamento, sem ter uma redundância para caso de emergência..
Desculpem a pergunta parva mas só há 1 único cabo a ligar as carruagens? Não podia haver mais que um para haver mais segurança?
E na verdade, o Moedas esteve muito bem em mandar parar todos os funiculares. Provavelmente o sistema é o mesmo nos outros funiculares, e assim sendo, não há quantidade infinita de inspeção que possa prevenir este acidente, porque todo o sistema está mal pensado. Enquanto este sistema de travagem de emergência não estiver revisto e a sua efectividade comprovada mesmo em situações de emergência, nenhum funicular devia voltar a circular.
Se calhar vou dizer aqui uma parvoíce bem grande, mas o que impede de quando imobilizado o tram trancar com pods directamente no solo ? Género os utilizados para barrar entradas/saidas de veículos ? (Sim sei que são 20T …)
Esta tecnologia está esgotada. Acabou. Nem este, nem o Lavra, nem a Bica podem voltar a abrir.
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