“Não devíamos admitir quem tem forte influência islâmica”

by OnionPersonal2632

8 comments
  1. O que diz é uma barbaridade mas se forem perguntar ao cidadão comum vão concordar.

    Um professor do IST que conheço trabalha com uma non profit para ajudar mulheres a fugir dos Taliban para poderem estudar. Também iamos impedir por ser muçulmanas?

  2. Não devíamos admitir xenófobos chalados no nosso espaço público e no entanto aqui estamos…

  3. Mas a maioria dos imigrantes são sikhs punjabi e hindus nepali. Então porque são odiados? Não são muçulmanos.

  4. As palavras dele (Bruno Mascarenhas, candidato do CHEGA à Câmera de Lisboa):

    >Enquanto tivemos uma imigração que vinha dos nossos países irmãos, que falam a nossa língua, que conhecem a nossa cultura, que se integram, esses que são os angolanos, os moçambicanos, os guineenses, os são tomenses… queremos naturalmente que essas pessoas, que são os nossos. Agora, aqueles que vêm de países que têm uma forte influência islâmica e que nunca se irão integrar, que vêm do Paquistão, do Bangladesh, do Afeganistão, que têm ideias completamente diferentes das nossas, que não respeitam a nossa cultura, que não respeitam as nossas mulheres, acho, sinceramente, que não devíamos sequer admitir.

    Surpreendeu-me é ele ter dito isto sobre os nómadas digitais:

    >Ainda não vi que trouxessem verdadeiros benefícios. Também concorrem, porque têm outra capacidade financeira, para o o aumento das rendas na cidade. Temos que perceber o que traz em termos de inovação e tecnologia. Preocupa-me que os nossos jovens, com os nossos salários, não consigam adquirir casa. Se me conseguirem provar que os nómadas digitais trazem benefícios, sou o primeiro a defendê-los, porque sou pelo mercado livre. Caso contrário, se estamos a distorcer o nosso mercado que é muito precário, então não.

  5. Duas coisas

    Fala-se tanto que os imigrantes e os muçulmanos não querem assimilar a nossa cultura…

    E os nossos? No outro dia, num podcast, um dos líderes (creio) do grupo Reconquista afirmou que as mulheres não deviam ter direito ao voto, pois não pensam no coletivo

    O engraçado é que esse movimento costuma participar em ações do Chega e especialmente das Juventudes do Chega e os líderes são militantes do partido

    Por que é que esses valores anti-democráticos e contra as mulheres são celebrados nestes tipos, mas os de fora são maus?

    Atenção, nem estou a fazer nenhum juízo de valor sobre as afirmações em si, mas acho sempre estranho como o problema é esse, mas dentro do partido quem vocifera opiniões iguais já é bom?

    Segundo ponto: é isto que Portugal se está a tornar? Estamos mais interessados em guerras culturais da extrema-direita do que em resolver os problemas do nosso país?

    No outro dia, no debate para a câmara de Lisboa só ouvi o Bruno Mascarenhas a referir para o João Ferreira que ninguém conhecia as propostas do PCP, mas que o Chega tinha feito muito!

    Impediram a construção de uma mesquita…

    Desse “argumento” não houve uma única palavra sobre a habitação, mas aparentemente é mais importante preocuparmo-nos com mesquitas do que com os portugueses e as suas condições de vida

    A imigração para Portugal é maioritariamente composta por Brasileiros (mais de metade ou cerca de metade), depois vêm os Palops e depois do subcontinente indiano (que é a mais reduzida comparada com as outras duas)

    No subcontinente indiano a religião maioritária é o hinduismo, embora também tenham o budismo e o Islão

    Dos palops, apenas 2 países (Moçambique e Guiné) têm populações muçulmanas significativas

    Mas de repente em 2025 depois de décadas de imigração advinda dos Palops é que se lembraram que existem comunidades muçumanas nos Palops? De repente tornaram-se maus?

  6. Ha mais de 50 paises muçulmanos. Vão para lá, precisam de desenvolver os seus países.

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