
Fez ontem 30 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz, Timor. Era pequeno quando acontece mas ainda me lembro bem desse dia apesar de ter passado a minha vida sem ter noção da magnitude.

Fez ontem 30 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz, Timor. Era pequeno quando acontece mas ainda me lembro bem desse dia apesar de ter passado a minha vida sem ter noção da magnitude.
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O jornalista que gravou o massacre, um britânico chamado Max Stahl morreu à duas semanas de cancro. É considerado um dos heróis de Timor pois foi ele que chamou à atenção das atrocidades cometidas pelo exército Indonésio. Viveu em Timor Leste e tornou-se fluente em português. Mais recentemente foi para a Australia receber tratamento mas acabou por morrer no dia 29 do último mês.
Mais tarde, quando se fez os 3 minutos de silêncio a nível nacional pela independência de Timor trabalhava nas portagens da Brisa.
A indicação que tivemos foi para aderir, não trabalhando durante esses 3 minutos, permitindo que quem chegasse pudesse passar sem pagar.
Durante esses 3 minutos chegaram 2 carros e não foi fácil de explicar que podiam seguir sem pagar.
Lembram-se do cheiro que por esta altura Portugal destilava junto dos parceiros europeus que batem peito com direitos humanos? *Realpolitik* no seu melhor
A imagem da porta do cemitério é das primeiras imagens que retive na memoria, é inesquecivel.