Escolham uma aldeia qualquer e vão à wiki ver a evolução da população. Para a maioria, em média deve ser entre 3 e 4x menor do que nos anos 60. Grande parte de Portugal está a ser desertificado. As pessoas foram aliciadas a buscar um estilo de vida que só está disponível numas poucas cidades, nomeadamente Porto e Lisboa. Os incentivos para combater esse êxodo são quase nulos, mas os incentivos para o contrário são abundantes.
“Não há trabalho”
Se as pessoas se vão todas emboras de um local é óbvio que não há trabalho. Se as pessoas ficarem lá a viver e a procriar, haverá naturalmente trabalho, pois todas as comunidades comercializam entre si e tratam das suas necessidades.
A busca pelo “ideal” é um grande problema. As pessoas parecem não gostar das suas origens. Querem sempre ir para outro sitio. Depois é natural que o resto do país deixe de importar tanto. A imprensa-se foca-se no que atrai mais atenção, naturalmente.
Também temos um grande problema de diversidade intelectual e ideológica. Existe uma espécie de globalização do pensamento. Quer tudo o mesmo tipo de trabalho, o mesmo tipo de vida, o mesmo tipo de experiências. É preocupante.
Uma das formas de lidar com isto era acabar com o mito de que precisas de ir às aulas para tirar um curso. Isso é falso, para grande parte dos cursos. Devíamos ter um bom sistema de ensino à distância e a comparticipação do estado nas propinas devia de ser altamente condicional, sendo uma das condições tirares o curso online caso pertenças a um distrito diferente do da tua universidade.
O único culpado disto acontecer é a nossa classe política e todas as suas decisões desde 1974.
Os países podem gerir-se com cabeça inteligente ou com interesses pessoais na linha da frente. É escolher.
É só ver ver como são geridos os países que têm ouro diamantes gás petróleo, etc. Uns são os mais ricos do mundo , outros são os mais pobres do mundo.
2 comments
Escolham uma aldeia qualquer e vão à wiki ver a evolução da população. Para a maioria, em média deve ser entre 3 e 4x menor do que nos anos 60. Grande parte de Portugal está a ser desertificado. As pessoas foram aliciadas a buscar um estilo de vida que só está disponível numas poucas cidades, nomeadamente Porto e Lisboa. Os incentivos para combater esse êxodo são quase nulos, mas os incentivos para o contrário são abundantes.
“Não há trabalho”
Se as pessoas se vão todas emboras de um local é óbvio que não há trabalho. Se as pessoas ficarem lá a viver e a procriar, haverá naturalmente trabalho, pois todas as comunidades comercializam entre si e tratam das suas necessidades.
A busca pelo “ideal” é um grande problema. As pessoas parecem não gostar das suas origens. Querem sempre ir para outro sitio. Depois é natural que o resto do país deixe de importar tanto. A imprensa-se foca-se no que atrai mais atenção, naturalmente.
Também temos um grande problema de diversidade intelectual e ideológica. Existe uma espécie de globalização do pensamento. Quer tudo o mesmo tipo de trabalho, o mesmo tipo de vida, o mesmo tipo de experiências. É preocupante.
Uma das formas de lidar com isto era acabar com o mito de que precisas de ir às aulas para tirar um curso. Isso é falso, para grande parte dos cursos. Devíamos ter um bom sistema de ensino à distância e a comparticipação do estado nas propinas devia de ser altamente condicional, sendo uma das condições tirares o curso online caso pertenças a um distrito diferente do da tua universidade.
O único culpado disto acontecer é a nossa classe política e todas as suas decisões desde 1974.
Os países podem gerir-se com cabeça inteligente ou com interesses pessoais na linha da frente. É escolher.
É só ver ver como são geridos os países que têm ouro diamantes gás petróleo, etc. Uns são os mais ricos do mundo , outros são os mais pobres do mundo.
Quanto a interior e litoral, vejam a Alemanha.
Comments are closed.