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by Plenty-Fix-6573

11 comments
  1. É uma boa analogia, que se aplica ainda mais nos EUA onde o fanatismo político é para lá de doentio ao ponto de fazer com os adeptos mais fanáticos do Benfica, Sporting, Porto etc pareçam mansos em comparação

  2. E o mesmo é impulsionado pela linguagem mediática. Ontem achei muito interessante como os jornalistas colocaram a disputa eleitoral como se de uma guerra se tratasse, com o uso de expressões como “batalha” e afins.

  3. Ontem quando apuraram os votos aqui da terrinha andaram com os carros a apitar às tantas da noite. Pensava que tinhamos sido campeões europeus outra vez.

  4. Sinto que sempre foi assim, na verdade. Talvez hoje seja mais visível, mas por exemplo a minha avó só votava CDS.

  5. Para isto contribui muito a maneira como a política é discutida na comunicação social em que as probabilidades deste ou aquele partido vencerem são mais discutidas do que as propostas que apresentam.

  6. “Não quer compreender, quer ganhar”
    Concordo. Quantas vezes já não ouvi “esses não vão ganhar, não vale a pena ir votar nesses”

  7. O Menezes diz que é o “Special One” e que tem uma equipa de “Champions”.

    Portanto

  8. Moro na rua onde fica a câmara municipal. Passei uma boa parte da noite a pensar no facto de se comemorar conquistas políticas da mesma forma que conquistas futebolísticas: carros a apitar em loop pela vila. Verdade seja dita que só passei tanto tempo a pensar nisto porque os ditos festejos me impediram de adormecer mais cedo.

  9. A parte gira é quando o futebol está diretamente envolvido com a política. Relembro que grande parte do apoio original do Ventura vinha de apoiantes do Benfica por ser defensor do clube na TV, ou que grande parte do eleitorado não pode ver a Ana Gomes à frente porque foi contra uma direcção do Benfica também.

    > Ou como diria o meu Tio Olavo: “Nas democracias, o poder muda de mãos, já o enredo, esse, continua a ser escrito pelos mesmos dedos apressados e as mesmas cabeças distraídas que acreditam que o próximo capítulo será o último”.

    Quando tens pessoal que quer levar avante coisas como reduzir a representação eleitoral, criar cadastros, criminalizar criticas directas, etc, às a questão não é assim tão ridícula. Lembro que países como a Rússia, a Hungria e provavelmente agora os EUA votaram votaram fora as suas democracias.

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